
«Não temos de matar outras pessoas para conseguir os nossos objectivos. Só temos de encontrar coragem para fazer o que está certo.»
Propostas de Ray Hanania, candidato a presidente da Palestina.
(...) «Sei que a verdadeira oposição virá dos extremistas que não querem a paz e exploram 62 anos de tragédia em benefício pessoal. Eles criaram uma indústria que lhes deu empregos e uma razão de ser, embora vivam como um povo sem Estado ou direitos. Para eles, é difícil aceitar a paz, porque, ao aceitá-la, as suas carreiras como activistas desaparecem. Prefiro que eles fiquem sem emprego do que ver mais um centímetro da Palestina desaparecer.
A sociedade palestiniana está a tornar-se mais restritiva desde a ascensão do Hamas e dos islamistas políticos ao poder, em 2006. São estes fanáticos religiosos, e não os muçulmanos per se, que estão a intimidar e a ameaçar os palestinianos cristãos, como eu, ou como o presidente da Câmara de Taybeh, só porque ele é o dono da fábrica de cerveja.
Os cristãos no Médio Oriente e no mundo islâmico enfrentam muitos desafios, mas não podemos estar sempre a culpar Israel. Esta é
também uma das razões por que eu assumi esta causa e pergunto publicamente: "Podem os palestinianos, árabes e muçulmanos, eleger um cristão como presidente da Palestina?" Uma coisa é responder sim, outra é pôr isso em prática. Os muçulmanos não podem ignorar os palestinianos cristãos e criticar Israel por violar os direitos dos que não são judeus. E Israel também não pode discriminar os cristãos e os muçulmanos, fingindo que existimos sem direitos.
Os que acreditam no compromisso e em dois Estados como solução vão olhar para o meu plano como a única maneira de resolver o conflito. Só temos de deixar de sonhar com o passado, que é realmente um pesadelo de sofrimento, e abrir os olhos para uma visão de futuro, em que os palestinianos possam viver como seres humanos, com respeito e dignidade no seu próprio país.» (...)
(No Público on-line, 15 de Dezembro de 2009)
Propostas de Ray Hanania, candidato a presidente da Palestina.
(...) «Sei que a verdadeira oposição virá dos extremistas que não querem a paz e exploram 62 anos de tragédia em benefício pessoal. Eles criaram uma indústria que lhes deu empregos e uma razão de ser, embora vivam como um povo sem Estado ou direitos. Para eles, é difícil aceitar a paz, porque, ao aceitá-la, as suas carreiras como activistas desaparecem. Prefiro que eles fiquem sem emprego do que ver mais um centímetro da Palestina desaparecer.
A sociedade palestiniana está a tornar-se mais restritiva desde a ascensão do Hamas e dos islamistas políticos ao poder, em 2006. São estes fanáticos religiosos, e não os muçulmanos per se, que estão a intimidar e a ameaçar os palestinianos cristãos, como eu, ou como o presidente da Câmara de Taybeh, só porque ele é o dono da fábrica de cerveja.
Os cristãos no Médio Oriente e no mundo islâmico enfrentam muitos desafios, mas não podemos estar sempre a culpar Israel. Esta é
também uma das razões por que eu assumi esta causa e pergunto publicamente: "Podem os palestinianos, árabes e muçulmanos, eleger um cristão como presidente da Palestina?" Uma coisa é responder sim, outra é pôr isso em prática. Os muçulmanos não podem ignorar os palestinianos cristãos e criticar Israel por violar os direitos dos que não são judeus. E Israel também não pode discriminar os cristãos e os muçulmanos, fingindo que existimos sem direitos.Os que acreditam no compromisso e em dois Estados como solução vão olhar para o meu plano como a única maneira de resolver o conflito. Só temos de deixar de sonhar com o passado, que é realmente um pesadelo de sofrimento, e abrir os olhos para uma visão de futuro, em que os palestinianos possam viver como seres humanos, com respeito e dignidade no seu próprio país.» (...)
(No Público on-line, 15 de Dezembro de 2009)











