A política espetáculo: chaves para entender. O mundo não está mais irracional, está é mais manipulado e há menos canais de participação dos cidadãos. Conversas Vadias
17 janeiro 2018
A política espetáculo: chaves para entender. O mundo não está mais irracional, está é mais manipulado e há menos canais de participação dos cidadãos. 21 novembro 2013
Matar à distância
«A Human Rights Watch lançou uma campanha contra o uso de robôs que matam .
O assunto não é simples. A Administração Obama anunciou o estabelecimento de uma base de drones fora dos EUA, para operar no Sahel, com o objetivo de combater grupos armados islamistas.
Segundo algumas correntes de opinião, o uso atual de "drones" por parte dos EUA é contrário ao direito internacional
Concretamente, os ataques com drones não respeitam as condições fixadas na Carta da ONU para o uso da força militar, nem o Conselho de Segurança autorizou a intervenção, nem nenhum país solicitou ajuda aos EUA.
(...) Segundo David Kilcullen, especialista em terrorismo, tais ofensivas estão a fomentar "um sentimento de ira que faz juntar a população aos grupos extremistas".
O assunto ganha cada vez maior relevância, pois também outros países, como Israel, China, Índia ou Rússia, se juntaram à corrida dos drones.
Alguns especialistas militares e de robótica prognosticaram que os robôs militares completamente autónomos, que podem selecionar e atacar objetivos sem intervenção humana, poderiam estar disponíveis dentro de 20 ou 30 anos.
A principal preocupação da Human Rights Watch e da IHRC é o impacto que as armas totalmente autónomas teriam sobre a proteção de civis em tempos de guerra. Por isso, solicitam uma proibição preventiva do seu uso e desenvolvimento, através de um tratado internacional vinculativo. Também recomendam estabelecer um código de conduta para a investigação em robôs militares, a fim de que em todas as etapas do seu desenvolvimento tecnológico se tenham em conta as considerações éticas e legais sobre o seu uso em conflitos armados.
Os defensores dos robôs pensam que com eles a destruição seria menor
Estes robôs têm os seus defensores, e também por motivos humanitários. John McGinnis, professor de Direito da Universidade Northwestern, defende que tais robôs no campo de batalha "podem conduzir a uma menor destruição, tornando-se uma força civilizadora nas guerras, assim como numa ajuda à civilização na sua luta contra o terrorismo".
Se isso efetivamente vier a realizar-se algum dia, de qualquer maneira não resolve o problema mas transfere-o. A responsabilidade será de quem definir os critérios de funcionamento dos robôs, que não matarão com fúria sanguinária nem se entregarão à pilhagem, mas atuarão como os tiverem programado.»
Etiquetas:
america,
civis,
defesa,
democracia,
direitos humanos,
drones,
etica,
EUA,
guerra,
Iraque,
Obama,
terrorismo
19 junho 2013
Os próprios, falam por si
Etiquetas:
adoção,
casamento,
familia,
filhos,
gay,
género,
homossexualidade,
ideologia,
lobby,
politica,
sexualidade,
sociedade
Filmes sobre fenómenos extraordinários ...
Os reclusos de Guantánamo vivem num espécie de limbo legal, sem os direitos dos prisioneiros de guerra nem os dos presos comuns: Murat Kurnaz, um jovem turco-alemão, esteve internado quase cinco anos no campo de prisioneiros de Guantánamo.
Submetido a tortura e isolamento, Kurnaz reitere uma e outra vez a sua inocência; finalmente é libertado sem ter feito nenhuma confissão.
"Depois dessa época, aprendi a valorizar as coisas simples, como poder usar meias contra o frio." ...
Quem entra numa prisão destas, sem ser terrorista, pode sair terrorista. No entanto Murat Kurnaz, não ficou com nenhum sentimento de vingança ... Porquê?
Realizador:Stefan Schaller. Argumento: Stefan Schaller. Intérpretes: Sascha Alexander Gersak, Ben Miles, Marc Hodapp.
13 junho 2013
A greve
JPP na "oposição":
«O que está em causa para o governo na greve dos professores é mostrar ao conjunto dos funcionários públicos, e por extensão a todos os portugueses que ainda têm trabalho, que não vale a pena resistir às medidas de corte de salários, aumentos de horários e despedimentos colectivos sem direitos nem justificações, a aplicar ao sector. É um conflito de poder, que nada tem a ver com a preocupação pelos alunos ou as suas famílias.
Há mesmo em curso uma tentação de cópia do tatcherismo à portuguesa» (...)
06 junho 2013
IRS (Impossível Resistir nesta Situação) ...
Helena Sacadura Cabral, no seu blogue
: (...) «desse trabalho anual, sete meses vão para o Estado, governo, o que seja, sem sombra de retorno.
Finalmente a cigarra é que tinha, mesmo, razão e La Fontaine, cheio de boas intenções, só nos enganou. Qual formiga, qual carapuça! »
04 junho 2013
Politicamente incorreto
JPP, no Abrupto:
(...) «Prostitutas felizes só nos filmes franceses. “Trabalhadores do sexo” para pagarem os estudos de Psicologia que os pais em crise não podem pagar, só nos filmes portugueses.» (...)
Etiquetas:
manipulação,
politica,
saude,
sociedade
25 março 2013
A simplicidade do desnorte
JPP, no Abrupto: «Sempre que o governo falha os seus objectivos, há mais um pacote de austeridade.
Cada vez que há um novo pacote de austeridade, o governo falha os seus objectivos.
Enquanto não sairmos deste círculo vicioso, daqui não saímos.
No fundo, é simples.»
03 março 2013
28 fevereiro 2013
Prender os suspeitos do costume
J. Pacheco Pereira, no Abrupto:
O furor do Estado volta-se contra as cabeleireiras, os mecânicos de automóveis e as tabernas, mas ignora os esquecimentos de declaração de milhões de euros, que só são declarados quando descobertos e não merecem uma palavra de condenação nem do ministro das Finanças, nem do Banco de Portugal, nem de ninguém dos indignados com a factura dos cafés.
E é exactamente porque o combate à evasão fiscal falha, ou porque a economia está morta, ou porque os Monte Brancos são mais numerosos do que todas as montanhas dos Alpes, dos Andes, do Himalaia, que se assiste a uma espécie de desespero fiscal que leva o Estado (os governos) a entrar pela liberdade e individualidade dos cidadãos comuns de forma abusiva e totalitária.
Digo totalitária, mais do que autoritária, porque a tentação utópica de "conhecer" e controlar a sociedade e os indivíduos através da monotorização de todas as transacções económicas é de facto resultado de mente como a do Big Brother.
(...)
«A nossa indiferença colectiva face ao continuo abuso do Estado, que nada melhor nos dias de hoje revela do que o fisco, vai acabar por se pagar caro. Muitos tentaram fugir ao fisco? É verdade, muitos inclusive nunca pagaram impostos e vivem numa economia paralela, mas a sanha contra eles, que face ao fisco não tem direitos, nem defesa, nem advogados, contrasta com a complacência afrontosa com a fraude fiscal com os poderosos. É que também nisso, na perseguição aos pequenos, se revela o mundo totalitário de 1984 e do Triunfo dos Porcos, em que alguns são mais iguais do que outros. E pelo caminho, para garantir que os pequenos sejam apanhados na malha, pelo desespero de um fisco que quer sugar uma economia morta de recursos que ela não tem, é que se usa o número de contribuinte como número único, cruzado nos computadores das finanças, muito para além do que é necessário e equilibrado, numa ameaça às liberdades de cada português.» (JPP, no Abrupto)
15 fevereiro 2013
Os de cima e os de baixo
(...) "Os políticos, os partidos, que em democracia só ganham sentido quando exprimem os interesses, as necessidades, as dificuldades de todos, insisto de todos e no presente, falham esse dever.
É possível? Claro que é possível. É só saber olhar, saber ver, saber falar com, e saber decidir em função dos interesses de muitos.
É fazer as escolhas certas e não se distrair. É olhar para o salário do fim do mês, para a vida no desemprego, para o que diz, com inteira clareza, a Cáritas, em vez de estar obcecado com o jornal do dia seguinte.
O maior risco da nossa democracia é que quem devia falar está calado, e que quem fala devia estar calado."
(JPP , no Abrupto)
É possível? Claro que é possível. É só saber olhar, saber ver, saber falar com, e saber decidir em função dos interesses de muitos.
É fazer as escolhas certas e não se distrair. É olhar para o salário do fim do mês, para a vida no desemprego, para o que diz, com inteira clareza, a Cáritas, em vez de estar obcecado com o jornal do dia seguinte.
O maior risco da nossa democracia é que quem devia falar está calado, e que quem fala devia estar calado."
(JPP , no Abrupto)
28 janeiro 2013
18 janeiro 2013
É oficial: há médicos a mais ...
Pela primeira vez, o Governo inscreve no memorando "professores" e "profissionais da Saúde" como os alvos principais no âmbito da nova bolsa de excedentários que será criada já este ano com o objetivo de reduzir o número de funcionários e a despesa pública.
(...) No Diário de Notícias.
10 janeiro 2013
parole, parole ...
José Manuel Fernandes, no Público de 4 de Janeiro de 2012 (via O Povo)I
(...) «a mensagem presidencial colocou-se à margem do debate que se devia fazer em Portugal e reforçou a ilusão, confortável, que há-de vir uma qualquer solução da Europa. Esta é uma ilusão que não custa alimentar, pois ninguém será responsabilizado por ela - os portugueses ainda não votam em Merkel, em Hollande ou em Monti - e permite empurrar os problemas para a frente.
Mais tarde ou mais cedo Portugal, para além de saber que relação quer entre o Estado, a economia e a sociedade, terá também de debater se consegue ter crescimento económico no quadro de uma moeda única de matriz alemã. Ainda esta semana o comentador de economia do Daily Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, notava que algumas das mais importantes moedas do mundo - o dólar, o iene, a libra, a coroa sueca, o franco suíço - estão a desvalorizar, enquanto o euro se valoriza.
E valoriza por ortodoxia e por causa do peso da economia alemã. É assim e será assim enquanto o euro mantiver a sua matriz genética, que é a do marco.
Resta saber se algum dia, neste ambiente monetário, a nossa economia conseguirá crescer o suficiente para, ao menos, pagar o serviço da dívida. Mas este é outro debate que Cavaco, um dos pais do euro, nunca patrocinará. » (...)
(...) «a mensagem presidencial colocou-se à margem do debate que se devia fazer em Portugal e reforçou a ilusão, confortável, que há-de vir uma qualquer solução da Europa. Esta é uma ilusão que não custa alimentar, pois ninguém será responsabilizado por ela - os portugueses ainda não votam em Merkel, em Hollande ou em Monti - e permite empurrar os problemas para a frente.
Mais tarde ou mais cedo Portugal, para além de saber que relação quer entre o Estado, a economia e a sociedade, terá também de debater se consegue ter crescimento económico no quadro de uma moeda única de matriz alemã. Ainda esta semana o comentador de economia do Daily Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, notava que algumas das mais importantes moedas do mundo - o dólar, o iene, a libra, a coroa sueca, o franco suíço - estão a desvalorizar, enquanto o euro se valoriza.
E valoriza por ortodoxia e por causa do peso da economia alemã. É assim e será assim enquanto o euro mantiver a sua matriz genética, que é a do marco.
Resta saber se algum dia, neste ambiente monetário, a nossa economia conseguirá crescer o suficiente para, ao menos, pagar o serviço da dívida. Mas este é outro debate que Cavaco, um dos pais do euro, nunca patrocinará. » (...)
Subscrever:
Mensagens (Atom)






