O país africano que, até agora, conseguiu mais êxitos na luta contra a infecção pelo VIH é o Uganda.
De facto as taxas de novas infecções têm vindo a descer de uma forma ímpar, como o reconhece a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Fundo para a População e Desenvolvimento das Nações Unidas (UNFPA), a USAID , a UNAIDS ou o AIDS Children´s Fund.Vale também a pena (re)ler as questões relacionadas com o marketing social e a liderança política (ou a falta dela) no relatório "Missing the message", patrocinado pela OSIDEV (Open Society for Institute Development Foundation), NORAD (Norwegian Agency for Development Cooperation) e pela S.I.D.A. (Swedish International Development Corporation Agency).
Mesmo assim, cerca de 10,3% das raparigas, entre os 15 e os 25 anos, estão infectadas com o VIH. Dos rapazes, do mesmo grupo etário, apenas estão infectados 2,8%.
Para tentar combater esta situação os programas actuais, dirigidos para adolescentes, focam o desenvolvimento de competências para saber dizer não às propostas sexuais dos adultos. Como primeira medida, as escolas apareceram carregadas de cartazes em que um personagem sinistro oferece caramelos a uma rapariga. "Beware of Sugar Dady!", pode ler-se em legenda.
Se queremos realmente travar a epidemia, precisamos de estratégias que lidem com as questões da desigualdade entre homens e mulheres, refere P. Piot, director executivo da UNAIDS. "Precisamos de acções concretas para evitar a violência contra as mulheres, assegurar-lhes questões básicas como serem proprietárias e poderem herdar; oportunidades de acesso à educação e ao emprego, quer para as mulheres, quer para as raparigas".
Em simultâneo as escolas arrancam com programas para desenvolver competências em assertividade, criar expectativas de longo prazo, estabelecer metas profissionais e pessoais nas alunas. O programa é conhecido como "Go-Getters Club" - clube para gente ambiciosa. É um trocadilho com a frase "go ahead" usada habitualmente pelos "sugar daddies".
É também este pequeno país que recebe um rasgado elogio do Alto Comissário para os Refugiados das Nações Unidas, pelo modo como acolhe os seus vizinhos sudaneses que fogem da guerra; ou de Nelson Mandela, pelo modo como encaram o desenvolvimento social.
"O teu melhor amigo não é o que te convence a ires para a cama com ele: é o que se preocupa com a tua educação, o teu emprego e outras coisas da tua vida" - esta frase foi aplaudida nos Camarões, no arranque oficial da campanha "Cross Generation Sex". É mais um país a tentar lutar contra a "cultura do silêncio" em que se considera "normal" que os pais aceitem a relação das suas filhas com os "sugar daddies".
Para tentar combater esta situação os programas actuais, dirigidos para adolescentes, focam o desenvolvimento de competências para saber dizer não às propostas sexuais dos adultos. Como primeira medida, as escolas apareceram carregadas de cartazes em que um personagem sinistro oferece caramelos a uma rapariga. "Beware of Sugar Dady!", pode ler-se em legenda.
Se queremos realmente travar a epidemia, precisamos de estratégias que lidem com as questões da desigualdade entre homens e mulheres, refere P. Piot, director executivo da UNAIDS. "Precisamos de acções concretas para evitar a violência contra as mulheres, assegurar-lhes questões básicas como serem proprietárias e poderem herdar; oportunidades de acesso à educação e ao emprego, quer para as mulheres, quer para as raparigas".
Em simultâneo as escolas arrancam com programas para desenvolver competências em assertividade, criar expectativas de longo prazo, estabelecer metas profissionais e pessoais nas alunas. O programa é conhecido como "Go-Getters Club" - clube para gente ambiciosa. É um trocadilho com a frase "go ahead" usada habitualmente pelos "sugar daddies".
É também este pequeno país que recebe um rasgado elogio do Alto Comissário para os Refugiados das Nações Unidas, pelo modo como acolhe os seus vizinhos sudaneses que fogem da guerra; ou de Nelson Mandela, pelo modo como encaram o desenvolvimento social.
"O teu melhor amigo não é o que te convence a ires para a cama com ele: é o que se preocupa com a tua educação, o teu emprego e outras coisas da tua vida" - esta frase foi aplaudida nos Camarões, no arranque oficial da campanha "Cross Generation Sex". É mais um país a tentar lutar contra a "cultura do silêncio" em que se considera "normal" que os pais aceitem a relação das suas filhas com os "sugar daddies".
Carlos
ResponderEliminarTenho andado à procura das referências sobre pedofilia e homossexualidade que me deixou numa nota no Pontos de Vista. Já tenho o artigo de Blanchard et al. (2000) mas em relação à lista que me deixou não consigo encontrar nada.
Em particular as referências:
- Journal of Sex & Marital Therapy, K. Reund et al., 1984
- Eastern Psychological Assoc. Convention, N. York; Knight, Raymon A., 1991
- JAMA, Wasserman, J., et al., 1984, 1986
não são suficientes para localizar qual o artigo em causa e não encontro na net referências mais completas. Pedia-lhe por favor que indicasse o volume e as páginas respectivas.
Quanto às referências:
- Journal of Interpersonal Violence, Marshall, W.L., et al., 1991
- Psychiatric Journal, Univ. Ottawa, Bradford, J. W., et al., 1986
poderia por favor dizer-me se as encontrou em alguma biblioteca portuguesa?
Obrigado.
Culpa minha, possivelmente ao teclar (ou ao copiar) as referências.
ResponderEliminar- Wasserman, J., et al, "Adolescent Sex offenders - Vermont, 1984," Journal American Medical Association, (JAMA)1986; Vol. 255: pp. 181-182.
- K. Frued et al.,, "Pedophilia and heterosexuality vs. homosexuality," Journal of Sex and Marital Therapy 10 (Fall 1984) p. 193-200
- Raymond A. Knight , "Differential prevalence of personality disorders in rapists and child molesters," at Eastern Psychological Association Convention, New York; April 12, 1991.
- Marshall, W, L., et al, "Early onset and deviant sexuality in child molesters," Journal of Interpersonal Violence, 1991, Vol. 6, pp. 326-336.
- Bradford, J. M. W., et al., "The heterogeneity/homogeneity of pedophilia," Psychiatrical Journal of the University of Ottawa 1988; Vol. 13: pp. 217-226.
- Martin, A.D., & Hetrick, E. A. (1988), "The stigmatization of the Gay and Lesbian adolescent," Journal of Homosexuality, Vol. 17, pp. 163-183.
- Jay, K., and Young, The Gay Report, NY: Summit, 1979.
- North American Man/Boy Love Association (NAMBLA) in "The Age Taboo," 1981.
- P. Cameron, "Homosexual molestation of children: Sexual interaction of teacher and pupil," Psychological Reports, Vol. 57 (1985): pp.1227-36.
- Los Angeles Times, August 25 & 26, 1985.
- Abel, G. G., et al, "Self-reported sex crimes on no incarcerated paraphiliacs," Journal of Interpersonal Violence 1987: Vol. 2; pp. 3 -25.
- J. M. Siegel et al., "The prevalence of childhood sexual assault," American Journal of Epidemiology 126 (December 1987): pp. 1141-1153.
- Suzanne Daley, "Runaways of 42nd. Street: AIDS begins its scourge," The New York Times, May 30, 1988.
- Susan Cavin, Lesbian Origins, p. 57, 1989. (Lesbian activist and first female president of the Gay and Lesbian Press Association (GLPA)
- "Male Intergenerational Intimacy: Historical, Socio-Psychological, and Legal Perspectives," The Journal of Homosexuality, Vol. 20, Nos. 1&2, 1990.
- Bigas, J., et al "Severe paternal sexual abuse in early childhood and systematic aggression against the family and the institution," Canadian Journal of Psychiatry, 1991; vol.36, pp.527-529.
- John Money, PAIDIKA: The Journal of Pedophilia, Spring 1991, vol. 2, no. 3, page 5.
- Reeves, Tom, "Reviving and Redefining Pederasty," In Parcel, Mark (Ed.), Varieties of Man/Boy Love, NY, Wallace Hamilton Press, 1992.
- Point of View, "No Place for Homo-Homophobia", San Francisco Sentinel , March 26, 1992.
NAMBLA Bulletin, September, 1994, p. 3
- Baltimore Gay Paper, September 20, 1999, page 20
Devo ter mais alguma coisa, mas tenho o escritório num caos...
Quase tudo são cópias de artigos que me foram chegando - aqui há uns anos - quando tive que participar num painel sobre o assunto. A maioria são da internet e alguns recortes de jornais.
Nãoi sei se alguns terão vindo de alguma Biblioteca (da fac. de Psicologia, é possível, ou das Ciências Sociais).
Em português "legível" só conheço o ensaio de Aardweg (Homossexualidade e esperança, editado pela DIEL, Lisboa).
Espero que lhe seja útil.
Carlos
ResponderEliminarMais uma vez muito obrigado.