Jornal de Negócios

20 junho 2008

fatal com' ò destino

«Centro de saúde afirma que o 112 foi chamado por três vezes
Criança atropelada em Beja foi para hospital em carro de médico por falta de ambulância »
20.06.2008 - 16h39 Lusa,
aqui no
Publico
(...)

«o Centro de Saúde de Beja "não falou directamente com o CODU" porque tal "não faz parte do protocolo". "Tal como está protocolado, ligámos para o 112, que é a entidade que estabelece a ligação com o CODU", à qual, "por sua vez, compete accionar os meios de socorro e emergência necessários", sublinhou Edite Spencer, que disse já ter dado conhecimento do caso, "oralmente e através de ofício escrito", à Administração Regional de Saúde do Alentejo»

E o comentário de uma leitora:

20.06.2008 - 17h33 - Rosa Ferro, Porto
«Ninguém quer assumir que um Centro de Saúde não é o local próprio para ter doentes urgentes. O INEM (tal como noutros pontos do país), faz de conta que o doente já está encaminhado e o Centro de Saúde que se desenrasque. É pena, é lamentável, mas é quase como a praxe: todos os anos morre gente na praxe, mas a praxe continua. Pois é ...»

"Coerencias"


A Ministra da Igualdade do governo espanhol dá uma entrevista ao diário "El País", onde entre outras coisas diz que "a prostituição rebaixa a mulher até ao último extremo". O referido diário tem nas suas páginas contactos explícitos para prostituição.


Possivelmente também publicarão notícias sobre a "violência de género".

Algo assim como os dealers da droga terem pena dos toxicodependentes.

Pois.

18 junho 2008

Realismo

Em Maio de 2008, 9 meses depois de lhe ter sido identificada uma doença mortal, e 3 meses depois do prazo provável de morte, o Professor Randy Pausch discursa na cerimónia de graduação dos alunos da Universidade onde trabalhou.






«Não é o que se faz na vida que importa, é o que se deixou de fazer. Descubram qual a vossa paixão na vida e sigam-na. Mas não a procurem nas coisas, nem no dinheiro. Uma aritmética elementar dir-vos-á que sempre haverá alguém que tem mais do que vós. Procurem a vossa paixão nas pessoas.» «Os muros não existem para nos conter. Os muros existem para conter as pessoas pouco interessadas. Para os empenhados, o muro é o sinal do seu empenho.»


"Beber a vida como se fosse água, encarar a morte como se fosse vinho"



04 junho 2008

pensar, é preciso



«O que a pandemia do VIH/Sida tem de diferente é a circunstância de se espalhar numa altura em que o conceito de direitos humanos está bem presente e quando já não é politicamente possível decidir pela simples exclusão das pessoas infectadas, como aconteceu historicamente com outras epidemias»

Tese publicada pela professora de direito, Maria do Céu Rueff Negrão, segundo a noticia do semanário SOL.

O segredo médico como garantia de não discriminação. Estudo de caso HIV/SIDA: a infecção pelo VIH é «uma condição necessária mas não suficiente de transmissão da doença, a qual só acontecerá em face de comportamentos não seguros, envolvendo portadores de vírus».

Lembram-se do cozinheiro despedido por ser seropositivo? A verdade é que é uma atitude inútil.

«Não há grupos de risco, mas sim comportamentos de risco». É inútil discriminar as pessoas por se saber que são seropositivas. Além de inútil, cria uma falsa segurança que apenas facilita a disseminação da doença.

Se a discriminação existir e disso os doentes tiverem consciência, estes fugirão do sistema de saúde, permitindo à infecção crescer sem limites.

Se cabe ao doente escolher se revela ou não que está infectado aos familiares, amigos, colegas ou simples conhecidos, o mesmo não acontece com o médico que o assiste e acompanha na doença.

Por esta razão, é tão especial a relação médico-doente com VIH. Para Maria do Céu Rueff, o médico deve conduzir o doente a uma atitude responsável, a qual passa por avisar os parceiros da sua doença.

Na sua tese, a professora de direito afirma que «o doente confia a sua verdade ao médico porque acredita que isso é fundamental para o diagnóstico da sua doença».

«Trair essa confiança e utilizar tal verdade para outros fins, revelando-a, sem o consentimento do próprio doente, é trair a base em que assenta a própria relação médica», lê-se no documento.


03 junho 2008

estudo sobre abuso de menores


A Faculdade de Medicina do Porto divulga um estudo sobre crianças vítimas de agressão sexual no seio familiar, com os dados recolhidos na delegação Norte do Instituto de Medicina Legal (IML), entre 1997 e 2004. Segundo o Público: No período de tempo estudado (1997/2004), foram detectadas 1.141 ocorrências relativas a exames de natureza sexual realizados a crianças e jovens entre os zero e os 17 anos.
Foram estudados 67% destes casos.
Destes, 34,9 por cento das situações reportavam a abusos intrafamiliares.
Destes, 45 por cento são vítimas do pai e seis por cento do padrasto.
«uma grande parte dos abusadores já tinha antecedentes de comportamentos sexuais desviantes»

Fica-me a questão de saber o que é um comportamento sexual desviante. Este tipo de frases costuma ser muito mal recebida pela cultura do momento que considera o sexo um tabu intocável.
Qualquer sugestão de que a sexualidade, como qualquer outra dimensão humana, tem regras, costuma ser bastante mal recebida. No mínimo, é-se chamado "moralista" (não necessariamente calvinista, como disse o nosso PM), lacaio do obscurantismo religioso ou outro qualquer mito jacobino.

Mas se o dito cidadão liberal e jacobino, se junta, tem um filho, e continua a ter o tal comportamento, já é um criminoso abusador.