Jornal de Negócios

31 julho 2008

aumento dos litígios nos Tribunais de Família




«Agentes da justiça alarmados com aumento previsível da litigância com nova legislação



«Em muito tribunais teme-se o aumento da litigância com a entrada em vigor da nova lei do divórcio. O diploma foi para as mãos do presidente da República na semana passada e muitos defendem que Cavaco deve vetá-lo.


Segundo apurou o JN, são muitos os juízes de tribunais de Norte a Sul do país, nomeadamente de Família e Menores, bem como procuradores, advogados e professores de Direito que se preparam para, em conjunto, solicitar ao Presidente que devolva a lei ao Parlamento.


O argumento central é que o novo regime vai aumentar substancialmente a litigância nos tribunais, com prejuízo para as partes mais desprotegidas.» (...)

28 julho 2008

A vida é feita de contrastes


Um estudo publicado na revista científica Cancer conclui que as mulheres que têm melhor massa óssea (isto é, menor risco de vir a ter osteoporose) têm mais risco de vir a sofrer de cancro da mama.
Os autores sublinham que é necessário estudar melhor estes dados e confirmar os achados.

19 julho 2008

industria do luxo marca pontos


O Sexo e a Cidade

(...)
«Estas personagens não se interessam pela política, nem perdem minutos de sono a pensar em direitos e deveres. Nunca aparecem a ler um livro (quando muito, a folhear revistas) e embora se imagine que trabalham, nunca falam de assuntos profissionais (realmente só falam de roupa e de homens, e destes, como se fossem carroceiros...talvez devido à igualdade). A única libertação que desejam chega-lhes pela via do consumo: quando têm qualquer contratempo, doença ou dificuldade, vão às compras! E o próprio filme chega a converter-se num enorme catálogo de publicidade: carros, roupa, móveis de design, sapatos, acessórios, viagens e hotéis. Uma revista monumental de 140 minutos, com centenas de anúncios inseridos em fotogramas com tudo o que parece necessário para uma pessoa ser feliz, ou pelo menos, para não pensar (sinónimos, no filme). Em resumo: frivolidade elevada à máxima potência! E o paradoxo: converter a mais feroz e evidente tirania, a do consumismo compulsivo, num símbolo de libertação!» (...)

13 julho 2008

Harmonia entre vida (familia) e trabalho

Para conseguir que a conciliação trabalho-família seja realmente possível é necessária a implicação dos governantes e dos legisladores, a flexibilidade a as boas práticas dos empresários e o esforço das famílias. Mas acima de tudo, a nossa própria vontade de melhorar a realidade em que vivemos; sermos donos do nosso destino, conseguindo um equilíbrio harmónico entre o que damos e o que recebemos da sociedade.

Dito por uma das mulheres que está no top-ten do mundo dos estudos sobre empresas e empreendedorismo. Speaker na conferencia do Trinity College (esse mesmo, onde esteve S. Beckett) sobre Mulheres e Ambição. Esteve em Portugal, na Universidade do Minho, durante a 1ª Convenção Nacional sobre Família.

Dentre as suas múltiplas publicações, o livro "Dueños de nuestro destino" resume de uma forma prática, acessível a não profissionais de gestão, as questões básicas da harmonia trabalho-vida (termo que a autora diz preferir a "trabalho-família").

07 julho 2008

Verso e reverso



Amy Wynehouse tem uma doença pulmonar grave, como consequencia do consumo de drogas e tabaco. O pai de Amy refere que a doença não só a poderá matar, como acabará por lhe limitar a voz: "Rezamos para que Amy queira realmente preservar a sua voz".

Após um período de tratamento, Amy parece estar decidida a não regressar ao mundo das drogas. A questão parece ser os amigos de que anda rodeada.

04 julho 2008

O carro electrico (no DN)


O CARRO ELÉCTRICO, João Miranda, investigador em biotecnologia, (No DN, sábado 21 de Junho de 2008)


«José Sócrates encontrou a solução política para a crise petrolífera. Promete-nos o carro eléctrico. Sócrates já nos tinha dado a energia eólica (subsidiada), a energia solar (subsidiada), a energia das ondas (subsidiada) e os biocombustíveis (subsidiados). Como é evidente, o carro eléctrico de Sócrates será subsidiado. Os portugueses vão pagar a crise petrolífera através de petróleo mais caro e impostos mais elevados. Sócrates sonha com o carro eléctrico, como sonhou com as eólicas. O sonho será pago pelo contribuinte.

O carro eléctrico utilitário é, por enquanto, uma utopia. Não é um problema político. É essencialmente um problema técnico e económico. Os carros a bateria e as células combustíveis são tecnologias experimentais reservadas a modelos de luxo. Têm custos de desenvolvimento e de produção elevados. Mais importante, o carro eléctrico não acaba com a dependência dos combustíveis fósseis. A energia acumulada em baterias tem de ser obtida através dos processos tradicionais de produção de electricidade, como as centrais de ciclo combinado. O hidrogénio usado nas células combustíveis é produzido a partir de gás natural. Em última análise, os carros eléctricos requerem maior produção de energia a partir de fontes primárias e, actualmente, os combustíveis fósseis encontram-se entre as fontes primárias de energia mais competitivas.

O episódio do carro eléctrico ilustra bem a forma como os políticos vêem a economia e a inovação. José Sócrates não sabe, ninguém sabe, qual é a tecnologia mais adequada para substituir o petróleo. Pode ser o carro eléctrico, o etanol celulósico ou o biopetróleo. Este é um problema típico de empreendedorismo. Mas Sócrates apresenta-se como oráculo do futuro. Pretende substituir-se aos empreendedores ditando à partida qual será o resultado da competição entre tecnologias. José Sócrates já decidiu. É o carro eléctrico. Os empreendedores não percam tempo a experimentar. Sócrates acredita que a sua visão pode substituir o mercado e os empreendedores na descoberta de inovações. Não pode.|
«José Sócrates encontrou a solução política para a crise petrolífera. Promete-nos o carro eléctrico. Sócrates já nos tinha dado a energia eólica (subsidiada), a energia solar (subsidiada), a energia das ondas (subsidiada) e os biocombustíveis (subsidiados). Como é evidente, o carro eléctrico de Sócrates será subsidiado. Os portugueses vão pagar a crise petrolífera através de petróleo mais caro e impostos mais elevados. Sócrates sonha com o carro eléctrico, como sonhou com as eólicas. O sonho será pago pelo contribuinte.

O carro eléctrico utilitário é, por enquanto, uma utopia. Não é um problema político. É essencialmente um problema técnico e económico. Os carros a bateria e as células combustíveis são tecnologias experimentais reservadas a modelos de luxo. Têm custos de desenvolvimento e de produção elevados. Mais importante, o carro eléctrico não acaba com a dependência dos combustíveis fósseis. A energia acumulada em baterias tem de ser obtida através dos processos tradicionais de produção de electricidade, como as centrais de ciclo combinado. O hidrogénio usado nas células combustíveis é produzido a partir de gás natural. Em última análise, os carros eléctricos requerem maior produção de energia a partir de fontes primárias e, actualmente, os combustíveis fósseis encontram-se entre as fontes primárias de energia mais competitivas.

O episódio do carro eléctrico ilustra bem a forma como os políticos vêem a economia e a inovação.

José Sócrates não sabe, ninguém sabe, qual é a tecnologia mais adequada para substituir o petróleo. Pode ser o carro eléctrico, o etanol celulósico ou o biopetróleo.

Este é um problema típico de empreendedorismo. Mas Sócrates apresenta-se como oráculo do futuro. Pretende substituir-se aos empreendedores ditando à partida qual será o resultado da competição entre tecnologias.

José Sócrates já decidiu. É o carro eléctrico.

Os empreendedores não percam tempo a experimentar. Sócrates acredita que a sua visão pode substituir o mercado e os empreendedores na descoberta de inovações. Não pode.»

seismic shift (células primordiais)


Foi com esta designação - convulsão sísmica - que a revista Science deu conta da mudança de linha na investigação sobre células primordiais.

Os cientistas S. Yamanaka e James Thompson descobriram que a inclusão de três ou quatro genes promotores das características do estado embrionário, em qualquer célula madura do organismo humano adulto, dá lugar à sua transformação em célula embrionária, ou muito semelhante à embrionária natural.

Isto é, descobriram como reprogramar uma célula adulta, fazendo-a regridir às origens mais indiferenciadas da sua estirpe.

Os genes que mantêm na célula embrionária natural a sua «plasticidade» (isto é, a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula do organismo, do fígado, cérebro, pele, etc.) e a sua «imortalidade» (ou seja, uma ininterrupta capacidade de se multiplicar no tempo) são capazes - introduzidos numa célula adulta - de a fazer regredir ou devolvê-la ao estado embrionário.

Entrevistado pelo New York Times (11-12-2007), Yamanaka afirmou decididamente o propósito ético das suas investigações:

«Quando vi o embrião [ao microscópio], rapidamente me dei conta que havia pouca diferença entre ele e as minhas filhas» e «então pensei que não podia permitir-me destruir embriões para investigar. Tinha que haver outra possibilidade».

(noticia completa aqui e aqui)





01 julho 2008

Nobel da Economia: a familia como motor de desenvolvimento


Gary Stanley Becker, prémio Nobel da Economia (1992): a família é a base da economia.

Becker parte de três conceitos básicos da economia:

  1. Os agentes económicos: pessoas e organizações que procuram trocar entre si bens e serviços;
  2. O mercado: lugar onde se realizam as trocas entre os agentes;
  3. Os factores de produção (terra, trabalho e capital): aquilo com que se produzem os bens.
E por que é que se produzem bens e se trocam? Porque as pessoas sentem necessidades e procuram satisfazê-las obtendo esses bens. O facto de valorizarem esses bens, cria a "riqueza", o valor.

Mas como os recursos são limitados (ao contrário das necessidades que não têm limite), a sociedade procura tornar mais eficiente o processo de produção e troca de bens e serviços.
É aqui que a família, como organização humana básica e fundamental, pode contribuir para que essa eficiencia se torne operativa.

De facto, há ainda um outro factor de produção, importantíssimo, o capital humano, isto é, as pessoas e a sua capacidade de inovar e agir.

  1. A família faz um grande investimento em capital humano. É feito pelos pais quando, por exemplo, investem nos filhos em áreas como a saúde e a educação. É um enorme investimento, com um retorno muito pequeno se considerarmos apenas a dimensão económica. De facto, para este nível de "rentabilidade" só mesmo os pais têm coragem para investir. Nem os governos, nem as empresas se atreveriam. Este investimento é tão pesado que geralmente implica o desinvestimento noutras áreas: turismo, automóveis, lazer, etc. Segundo Becker, os pais conseguem investir neste "capital de risco" porque são "altruístas", isto é, para eles o altruismo é um valor superior.
  2. A sociedade não cresce nem se desenvolve se não investe em capital humano. Se os pais não se interessassem pelo bem-estar dos filhos, não teria havido - por exemplo - a entrada em massa de jovens na Universidade. Do ponto de vista estritamente financeiro e imediato, teria sido mais "rentável" pô-los a trabalhar ...
A partir deste tipo de observações, Becker sustenta o carácter essencial da família para as economias saudáveis e sustentáveis. É este nexo positivo família-economia que também requer o casamento, como instituição de estabilidade que permite o crescimento saudável dos filhos.

Porque sem filhos, não há pessoas, ou seja sem capital humano, não se gera riqueza. O Brasil , por exemplo, tem algumas iniciativas nesta área.
Sem familias numerosas não é possível combater a pobreza, atreve-se a sustentar este Nobel.