Jornal de Negócios

14 dezembro 2009

a malquerida maternidade

(...) «As queixas de mulheres trabalhadoras aumentaram significativamente na Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE): só nos primeiros nove meses deste ano foram apresentadas 125 reclamações, mais do triplo em relação ao total de 2008 (36). De entre as queixosas, são as grávidas e mães que têm mais problemas.


(...) os processos mais frequentes são aqueles que envolvem as questões da maternidade.


As grávidas e as lactantes queixam-se de serem incluídas em processos de despedimentos colectivos, com a desculpa de que o seu posto de trabalho foi extinto. Reclamam ainda por serem dispensadas sem justa causa e sem que haja uma prova das suas falhas; e de não lhes ter sido concedido o horário flexível para amamentar.


(...) "Neste momento, as principais questões prendem-se com o não pagamento do subsídio de natalidade."


Existem trabalhadoras que reclamam por terem sido discriminadas por serem mulheres e por não poderem usar os mecanismos ao seu dispor para conciliar a vida familiar e a profissão.» (No Diário de Notícias, 14-12-2009)

O aborto livre tem vários custos: um deles é a noção de que as trabalhadoras grávidas estão apenas a exercer uma opção caprichosa que nem todos os empresários estarão dispostos a pagar.Pois se até o Estado permite "libertarem-se" do "problema"... Alguns dos que criaram o sarilho, reclamam agora dos resultados. Talvez fosse melhor reconehcer o que - previsivelmente - falhou. Avisos não faltaram.

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