A notícia deu pé a inúmeros comentários e explicações. Os media publicaram o motivo da recusa: McDonough é católico, com firmes convicções religiosas, tem mulher e três crianças pequenas. Por isso se nega a interpretar este tipo de cenas.
Nos meios digitais - mais propícios a estes debates - milhares de internautas apoiaram massivamente a decisão do actor. A julgar pelos comentários feitos à notícia, positivos na sua esmagadora maioria, deduz-se que a coerência continua a ser um valor em alta.

São em maioria as pessoas que louvam a decisão de McDonough e elogiam o facto de ter sido capaz de perder um milhão de dólares (foi o que deixou de receber) por actuar em consciência e por respeito à mulher e à família. (...)
Quando perguntaram recentemente ao espanhol Patxi Amezcua por que é que no seu filme 25 kilates havia pouco sexo e poucos palavrões, comentou que «não era preciso dizer "filho da puta" para que se note que o personagem está zangado ... E a maior parte das vezes o sexo confunde».
Quanto ao espectador, quererá o espectador médio ver sexo no grande ecrã? A julgar pelos resultados de bilheteira parece que não. Entre os 10 filmes mais vistos em 2009 só um - A Ressaca - tem conteúdos sexuais.
Em resumo, toda esta história revela que uma das frases cunhadas no mercado do cinema - o sexo vende - não é no fundo verdadeira e que o sexo nos ecrãs tem mais inconvenientes que vantagens. Faz perder dinheiro aos produtores e distribuidores, rotula os actores, incomoda o espectador, não ajuda a criatividade dos realizadores e não convence os críticos.» (...) citado por aceprensa.
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