Artigo de Joanna Bogle (tradução portuguesa de aceprensa)(...) «o Governo [inglês] tem vindo a gastar dinheiro dos contribuintes que, na verdade, não tem, para várias coisas de que, na realidade, não precisa.
Atrevo-me a afirmar que o Governo não vai efectuar cortes na despesa pública relativamente aos projectos mais absurdos e desnecessários, mas - oh - quem me dera que os fizesse... Será que precisamos de posters - como os que estão afixados na minha zona - a incentivar mais lésbicas a adoptar crianças? Será que precisávamos de um programa que incentivasse mais crianças a comprar contraceptivos em noites de festa? E quanto aos donativos a grupos excêntricos que promovem várias formas de actividade sexual fora do casamento heterossexual? Nada disto foi útil. A taxa de gravidez na adolescência tem vindo a aumentar à medida que mais e mais jovens têm vindo a adquirir contraceptivos - da mesma forma, as doenças sexualmente transmissíveis duplicaram, triplicaram e quadriplicaram (especialmente entre os adolescentes mais jovens), de modo que a expressão "epidemia" é a mais comumente usada entre os médicos acerca deste problema.
Seria de esperar que, numa altura de constrangimento financeiro, fosse aberta uma via de discussão sobre tais assuntos, mas mais vale esperar sentado. É verdade que o primeiro-ministro, David Cameron, tornou bem claro o seu compromisso para com o casamento e a vida familiar e que os seus discursos ecoaram imediatamente ao chegarem a Downing Street, reafirmando palavras como "responsabilidade" e "compromisso". O vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, também falou recentemente sobre a importância de proteger as crianças e de garantir uma boa infância para a próxima geração. Os dois homens têm filhos e casamentos felizes - no caso de Cameron, é esperado um bebé para o final deste ano e foi extremamente encantador verificar que a primeira coisa que fez ao chegar a Downing Street foi sair do carro e dirigir-se para o lado do passageiro para abrir a porta à esposa. É um autêntico cavalheiro e os seus modos são naturais e genuínos.
Mas (e é um grande "mas") será que o Sr. Cameron estabelece mentalmente a ligação - ditada pelo senso comum - entre a necessidade de disciplina e de restrição dos gastos públicos e a importância da coesão social? Será que ele já percebeu que, se se aproximam tempos difíceis, vai ser crucial ter famílias fortes e unidas? Será que ele acha que os jovens que se reunem nas ruas e nos centros comerciais das nossas cidades nestas quentes noites de Verão a beber e a vomitar e a gritar vão ser capazes de, a seu tempo, gerir um lar com um orçamento apertado, de alimentar os filhos com refeições nutritivas preparadas em casa e de partilhar passatempos familiares e interesses numa atmosfera alegre e aprazível? » (...)
«As aptidões são aprendidas em família e perpetuadas através da cultura familiar numa sociedade em que tais relações são prezadas e valorizadas. Os casamentos estáveis e seguros ensinam coisas como gerir-se, perdoar, lidar com relações difíceis, olhar em frente, encontrar esperança e coragem nas pequenas coisas.» (...)
«a forma mais simples de promover aptidões socialmente úteis, de ajudar as pessoas a gerirem-se em tempos difíceis, de garantir que ninguém passa fome e de estimular a moral nacional passa por adoptar, através de todos os meios disponíveis, uma cultura de apoio aos casamentos heterossexuais, de respeito por estruturas familiares tradicionais e de sentido de auto-estima entre os jovens à medida que atingem a maioridade e pensam em seguir em frente.» (...)
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