Representantes da hierarquia da Igreja Católica em Cuba visitaram o dissidente Guilherme Fariñas, empenhado desde Fevereiro numa greve de fome exigindo a libertação de uma dezena de presos que, segundo diz, se encontram "gravemente doentes".(...)
«A Igreja cubana, comprometida na procura do bem comum, não estabelece um aliança com o governo - "a possibilidade de actuar na sociedade, de servir os homens e as mulheres que vivem no nosso país, não depende de um pacto social expresso ou tácito entre a Igreja e o Estado", assinalou o cardeal cubano -, mas faz um esforço profundo por diminuir as tensões e assume o papel de interlocutora eficiente.
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A Igreja cubana, à qual o governo do presidente Raúl Castro pediu pela primeira vez mediação para apresentar uma oferta às Damas de Branco (esposas dos presos processados em Março de 1998, que aos Domingos costumam desfilar em grupo por uma vistos avenida da capital), aposta no diálogo. De facto foi esse um dos tópicos dominantes na X Semana Social Católica recentemente concluída, na qual académicos residentes no pais e outros emigrados, assim como leigos da várias dioceses cubanas, acordaram em que demograficamente, os grupo pró-diálogo na margem norte do estreito da Florida vão ganhando terreno. Cedem as raivas antigas.» (Álvaro Rojas, em aceprensa)
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