
No Jornal de Notícias, do dia 9 de Julho:
(...) «"Não podemos, quando reduzimos a despesa, cortar naquilo que é a essência da vida das pessoas e manter absolutamente incólume o aparelho do Estado", sublinhou na quinta feira Bagão Félix, ao considerar que se a crise atual constitui "uma dificuldade é também uma oportunidade".
Em declarações aos jornalistas, antes de uma conferência sobre solidariedade que marcou o arranque das festas do Espírito Santo de Ponta Delgada, o antigo ministro acrescentou que, funcionando como o "verdadeiro imposto", a despesa não é toda igual.
"Uma coisa é despesa social -- aquela que se faz com desempregados, com reformados, com os doentes - e outra é a despesa do aparelho do Estado, que, por vezes, tem institutos a mais, empresas públicas a mais, conselhos de administração excessivos, vícios de contratação", considerou Bagão Félix.
Além de insistir na necessidade da manifestação da solidariedade de um Estado que se deve "dar ao respeito", sendo "contido e austero", o ex-ministro alertou para a necessidade no cenário actual de um comportamento solidário "de baixo para cima e não de cima para baixo".» (...)
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