Jornal de Negócios

02 julho 2010

realismo

«Era preciso dizer ao Governo que a coisa não está a resultar.

Era bom alguém informar o Parlamento que já ninguém acredita.

Era conveniente avisar as autoridades que estão a destruir-se a si próprias.

Não vale a pena repetir cerimoniais pomposos de dignidade, fundamento e justificação se a credibilidade se esfumou.

Não serve de nada compor retóricas elegantes e juras indignadas, porque ninguém as leva a sério. É inútil representar uma comédia que perdeu a graça.
Podem convencer-se a si mesmos e aplaudir correligionários, mas o público já nem sequer se indigna.

Limita-se a bocejar. » (...)

(J César das Neves, no DN, 28 de Junho)

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