«Era preciso dizer ao Governo que a coisa não está a resultar.Era bom alguém informar o Parlamento que já ninguém acredita.
Era conveniente avisar as autoridades que estão a destruir-se a si próprias.
Não vale a pena repetir cerimoniais pomposos de dignidade, fundamento e justificação se a credibilidade se esfumou.
Não serve de nada compor retóricas elegantes e juras indignadas, porque ninguém as leva a sério. É inútil representar uma comédia que perdeu a graça.
Podem convencer-se a si mesmos e aplaudir correligionários, mas o público já nem sequer se indigna.
Limita-se a bocejar. » (...)
(J César das Neves, no DN, 28 de Junho)
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