E agora que a dita "primavera árabe" provocou arrebatamentos místicos em grande parte das redacções da Europa, este ataque ao Charlie Hebdo, simplesmente porque resolveu fazer humor com Maomé, a par das notícias sobre o crescimento da intolerância religiosa no Egipto, sem esquecer que as primeiras decisões do novo poder da Líbia se prendem com a instauração da poligamia, mais que justificam que trate este assunto.
(...) nem de longe nem de perto consigo dar conta da minha perplexidade sobre a imensa tolerância que na Europa se mostra para com aqueles que apostam na extrema violência. Como são os fundamentalistas islâmicos em França ou os membros da ETA em Espanha. Estes últimos, após anos e anos em que assanharam a matar, extorquir e torturar os seus concidadãos, acham que agora lhes basta dizer que renunciam à violência para que todos se comportem como se nada tivesse acontecido e eles, os assassinos, surjam reciclados em activistas políticos. Ainda por cima com um discurso "social".» (...)(Helena Matos, Público, 3 Nov 2011)
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