J César das Neves, no Diário de Notícias:
Assim o que hoje se sofre não é apenas a travagem de consumo gerada pela austeridade financeira.
Largas centenas de milhar de trabalhadores terão de mudar de vida, porque os seus empregos artificiais nunca vão voltar, mesmo que o crescimento retome.
Milhares de empresas têm de fechar ou mudar de sector porque o negócio acabou. Importante percentagem da sociedade terá que encontrar actividades realmente úteis. Portugal sofre uma das crises mais dolorosas e exigentes: a forçada reestruturação de quase vinte anos de distorção produtiva.
O debate político passa ao lado. As vozes que se levantam a pedir programas de crescimento não compreendem a questão. Portugal não precisa de crescer, mas de corrigir a estrutura produtiva para permitir um desenvolvimento sustentável.» (...)


