“Isto tem de ser resolvido hoje, porque o prazo de candidatura começa amanhã [sexta-feira]. Há colegas que, perante esta indefinição, estão a desistir de Medicina Geral e Familiar e a equacionar outras especialidades”, disse à Lusa uma das subscritoras, Andreia Castro. (...)
No caso da MGF [Medicina Geral e Familiar ], a formação é de quatro anos e terá de ser feita sempre na mesma unidade de saúde, pelo que não há vantagens para a ACSS [Autoridade Central do Sistema de saúde, Ministério da Saúde] na restrição da candidatura a zonas geográficas.
Pelo contrário, as desvantagens para os candidatos são muitas, salientou, porque correm o risco de ficar numa unidade que não queriam (por estar no concelho que escolheram como primeira opção), vendo um colega pior classificado ficar numa unidade melhor ou até mais próxima, mas localizada no concelho vizinho. (...) “Este processo levanta questões em termos de seriedade e de transparência”, frisou, notando que “o primeiro mapa de vagas só foi publicado em 11 de Novembro e actualizado dia 22”, terça-feira, sem que a ACSS tivesse informado os candidatos da alteração» (...)
(Este é um "filme" que os professores do ensino público conhecem bem, agora reeditado para a área da saúde ...)
