A política espetáculo: chaves para entender. O mundo não está mais irracional, está é mais manipulado e há menos canais de participação dos cidadãos.
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17 janeiro 2018
A política espetáculo: chaves para entender. O mundo não está mais irracional, está é mais manipulado e há menos canais de participação dos cidadãos. 10 outubro 2012
Trabalhar na Arábia Saudita (I)
Aqui, entrevista a uma enfermeira espanhola que trabalha há 1 ano na Arábia Saudita: o porquê e o como ... (texto em espanhol, Diário de Navarra, 7 de Outubro de 2012)
12 julho 2012
Poemas Imperfeitos
Todos os dias escrevo
com a tenção desmedida
de construir um poema
que sempre me surpreenda
como me surpreende a vida
(Hugo de Azevedo, Poemas Imperfeitos)
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01 junho 2012
Que corra mal, e acabe bem
Miguel Esteves Cardoso, no Público de 14 de Maio:
Ser optimista é pensar que vai tudo correr bem. As coisas nunca correm bem - podem acabar bem, temporariamente, ou serem bem interrompidas, durante muito tempo. Mas o correr das coisas está cheio de quedas e levantamentos, de intervalos de espera e de desilusão, de esperança e desespero.
Há três atitudes para com o futuro, para as culturas que erradamente perdem tempo a considerá-lo. A mais irritante e improvável é a portuguesa: vai tudo correr bem.
Mesmo quando se vive até aos 120 nunca tudo corre bem. E acaba sempre mal. Na morte. Mesmo imaginando que tudo corre bem para uma criança de 12 anos que, por milagre, não sofre de nenhuma das doenças ou tormentos infantis e, sem dar por isso, morre de prazer com uma overdose de morfina.
A segunda mais irritante, mas menos improvável, é a hippie-americana: "Acaba tudo bem. Se ainda não está bem, é porque ainda não acabou." Aparece em muitos filmes. A versão clássica, não menos ilusória, é o all's well that ends well.
A menos irritante, mas mais deprimente, é a sufista: "Também isto há-de passar." Sim, passará. Mas a vida também passa. E não há nada que não passe nem se deixe de transformar. "Que corra tudo o menos mal possível e nunca acabe, mas continue, o mais bem possível" é o desejo que mais se deve dizer e desejar.»
28 julho 2011
Desafios demográficos
(...) De acordo com o Eurostat há «sete países onde a população está a diminuir em termos globais (incluindo Portugal e Alemanha) e oito onde nascem menos habitantes do que aqueles que morrem, número idêntico ao dos países com saldo migratório negativo.
Mas há países com saldo altamente positivo, «na esfera de influência da União (e potenciais futuros membros). Entre estes destaca-se a Turquia, país que apenas é superado em número de habitantes pela Alemanha e que regista taxas de crescimento populacionais impressionantes face ao contexto europeu. Em 2010, a Turquia aumentou a sua população em 1 161 700 habitantes, o que corresponde a 84,5% do crescimento registado em todos os 27 países da União Europeia. Este número é ainda mais significativo se considerarmos que o maior contributo para o crescimento foi endógeno, ou seja, fez-se por via de um número de nascimentos muito superior ao dos óbitos.
Mas há países com saldo altamente positivo, «na esfera de influência da União (e potenciais futuros membros). Entre estes destaca-se a Turquia, país que apenas é superado em número de habitantes pela Alemanha e que regista taxas de crescimento populacionais impressionantes face ao contexto europeu. Em 2010, a Turquia aumentou a sua população em 1 161 700 habitantes, o que corresponde a 84,5% do crescimento registado em todos os 27 países da União Europeia. Este número é ainda mais significativo se considerarmos que o maior contributo para o crescimento foi endógeno, ou seja, fez-se por via de um número de nascimentos muito superior ao dos óbitos. De facto, o saldo natural turco correspondeu a 159,5% do crescimento populacional da globalidade da União Europeia.» (...)
(citado do jornal Economia & Finanças)
21 junho 2011
Quando ao problema se chama solução ...

(...) Não basta que «os economistas se limitem a propor: “É preciso incrementar o empreenderorismo, é preciso aumentar a produtividade!” Ou seja, devolvem-nos o problema intacto, mas chamam-lhe solução.
Não é possível entender-se a economia quando só se entende de economia. Porém, fazendo a síntese neoclássica ponto de honra de isolar a economia das restantes ciências sociais, os estudantes são estimulados a ignorar a história económica e política, a história das doutrinas económicas, a filosofia política, a sociologia e a antropologia.
Basicamente, o mundo caminhou desprevenido para a situação em que se encontra porque confiou ingenuamente nas doutrinas económicas dominantes. Por que raio deveria agora acreditar que essas mesmas ideias conseguirão tirá-lo do buraco em que se encontra, quando elas persistem num tão grande desconhecimento das realidades das economias contemporâneas? » (João Pinto e Castro, no Jornal de Negócios)
17 dezembro 2010
provocações jovens
(...) «Hoje os jovens são muito rebeldes, mas segundo a rebeldia que o mercado lhes vende em doze suaves prestações mensais. Todos rebeldes da mesma maneira.
É espantoso como os jovens hoje julgam-se rebeldes seguindo cegamente a ditadura de umas empresas que querem encher os bolsos à sua custa. Todos têm de ter os chapéus, calças, filmes, sites, blogs, séries, músicas, etc. Se não tiverem sentem-se mal e os que têm atacam os que não têm.
Isto é sinal de uma escravidão face a empresas que querem encher os bolsos.Descrito desta maneira percebe-se claramente a vergonha do que está a acontecer.
Mas como todos estamos debaixo deste encantamento, ficamos antes preocupados com os complexos do jovem que não tem o chapéu, em vez de o ensinar a libertar-se e a afirmar sua personalidade deixando de comprar e usar o que todos usam.» (...)
J César das Neves, na conferência Aceprensa, Livraria Barata, Dezembro de 2010
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09 dezembro 2010
"Deus é moderno"
No Expresso, por Henrique Raposo:
Ora, contra a vontade desta teoria, várias sociedades (EUA, Índia, Israel, China, Brasil, etc.) conciliam a modernidade com a fé. Estas sociedades são modernas e religiosas, não existindo aqui qualquer dicotomia antagónica insanável.
«Seguindo a ideia das "Múltiplas Modernidades" , Micklethwait e Wooldridge mostram uma coisa simples e óbvia. Uma coisa que, apesar de ser simples e óbvia, continua a ser recusada pelas lentes europeias: a modernidade não matou Deus. Nos séculos XIX e XX, a elite europeia consagrou o fim da religião como uma das marcas obrigatórias da modernidade. A fórmula era simples: sociedade moderna = sociedade a caminhar na direcção da desespiritualização da vida em comunidade.
Ora, contra a vontade desta teoria, várias sociedades (EUA, Índia, Israel, China, Brasil, etc.) conciliam a modernidade com a fé. Estas sociedades são modernas e religiosas, não existindo aqui qualquer dicotomia antagónica insanável.II. Isto quer dizer duas coisas: (1) a Europa está sozinha na ilegalização de Deus. A modernidade europeia é apenas isso: a modernidade europeia, e não o modelo universal que todos têm de seguir. A Modernidade é plural. Por outras palavras, não existe Modernidade; existem apenas modernidades. (2) Enquanto a Europa permaneceu como árbitra cultural do mundo, a América simultaneamente moderna e religiosa "podia ser descartada como uma bizarria". Ora, em 2010, podemos dizer o seguinte: a Europa é que é uma bizarria, uma bizarria ateia no meio de um mundo de crentes.
III. O iluminiso americano sempre conviveu com a religião, ao contrário do iluminismo europeu. "O Regresso de Deus" mostra - precisamente - que a visão americana da modernidade venceu a visão europeia. Tal como defendiam os founding fathers, o Estado deve ser laico, sim senhora. Mais: o Estado não deve evitar apoiar esta ou aquela igreja. Mas este laicismo político do Estado não deve implicar a secularização forçada da sociedade. Estado e sociedade são coisas diferentes. Em suma, o laicismo americano venceu o laicismo europeu (i.e., francês).
PS: Fala-se muito do revivalismo do Islão, por razões mediáticas óbvias. Mas depois de lermos este livro fica a impressão de que o verdadeiro revivalismo está no lado do cristianismo. O cristianismo está em ascensão em todas as partes do mundo, inclusive na China. Os chineses até têm a sua Fátima e o seu "marianismo". E o cristianismo também conquistou o seu espaço na Índia. Ou seja, o cristianismo está em alta nos terrenos do costume (EUA, América do Sul), mas também está a ganhar espaço nos gigantes pagãos do Oriente.»
29 novembro 2010
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