Jornal de Negócios

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17 março 2011

"Portugal é o país da europa onde os homens se reformam mais tarde"

«Portugal é o país da Europa onde os homens se reformam mais tarde, aos 67 anos e dois anos depois da idade legal de reforma, segundo o relatório da OCDE 'Pensions at a Glance', hoje divulgado.

Para este cálculo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) utilizou a idade média de reforma efectiva entre 2004 e 2009 dos 30 países que integram a organização.» (...) No Sol.

09 março 2011

Para ler

JPP, no Abrupto, irritante como de costume, mas realista: 

(...) «As condicionantes que hoje existem para Sócrates serão as mesmas que terá Passos Coelho na governação, as mesmas ou piores. Basta pensar um pouco, exercício que não faz muita gente no PSD que acha que as portas dos ministérios estão escancaradas à sua frente a cada sondagem favorável e que não percebe por que é que não se entra já por aí dentro para ocupar os gabinetes e os carros do Estado e acrescentar um título pomposo aos cartões-de-visita novos em folha para distribuir na terra.
Pensando-se, chega-se à conclusão de puro bom senso que, mesmo que haja algum estado de graça num novo Governo e alguma distensão sem Sócrates, e, na possibilidade de haver uma maioria absoluta de dois partidos, um passo muito positivo para a governação, tudo o resto que condiciona a governação hoje continuará na mesma. 
Em particular continua na mesma a necessidade de fortes programas de austeridade, com as consequentes efeitos de agitação e perturbação social, potenciados por uma esquerda ainda mais enraivecida e um PS ressabiado pela queda. Ou será que alguém pensa, no PSD, que se vai mentir nas eleições, prometendo qualquer "esperança" virtual no fim próximo do túnel? Pelo contrário, a única linguagem séria é falar verdade aos portugueses, essa palavrinha que tanto irritava Sócrates e os seus aliados no PSD contra Ferreira Leite.

A única alteração qualitativa neste cenário seria um acordo consistente, duradouro, firmemente ancorado no voto popular e parlamentar, que comprometesse PSD, PS e CDS, algo hoje muito improvável, mesmo na situação desesperada actual. 
Por isso, este vosso autor que sempre se opôs a qualquer variante de "bloco central" (e que obviamente entende que não é isso que está a propor), tem poucas dúvidas de que, sem um entendimento desta natureza de boa-fé e sólido que compreenda questões constitucionais, de governação, de reorganização administrativa do país, de mudanças profundas na justiça, na legislação do trabalho, na fiscalidade e nos impostos, ou seja, em quase tudo o que pode ser bloqueado ou pelo PS ou pelo PSD na oposição, não vamos lá. Nem nós, nem eles, nem todos. 
Xeque-mate em meia dúzia de jogadas, ou alguém atira os tabuleiros ao chão e a parte democrática do jogo soçobrará na demagogia e depois na anarquia. Já estivemos mais longe»

Nem tudo vale no Carnaval

(...) »Na 2ª feira, confrontado com a entrada de um grupo de jovens da "geração à rasca" na sala onde decorria um encontro com militantes do PS, José Sócrates, surpreendido, ainda conseguiu dizer: "É Carnaval, ninguém leva a mal".

(...) revelam miopia face a problemas graves da sociedade. No caso da "geração à rasca", a tentação da classe política (não apenas o PS) tem sido para desvalorizar os protestos.

Com excepção do BE, que percebeu a oportunidade mas não tem sabido surfar a onda.Voltemos à "geração à rasca". A tentação é não ligar a uma força difusa, cuja "cola" que a une é a contestação aos políticos que construíram uma sociedade onde eles não têm emprego e onde vão viver pior que as gerações anteriores. O alheamento da classe política é preocupante. Porque aos poucos começa a notar-se um crescendo, acelerado pela canção dos "Deolinda".

E embora estejamos num país onde os jovens mais radicais são meninos de côro quando comparados com os seus congéneres franceses, gregos e até espanhóis, um dia a corda parte. Com estrondo. Porque o problema é tão grave que não há "quick fixes" que o resolvam.»

07 março 2011

Como previsto ...

 
«As crises têm afectado mais as mulheres e esta não é diferente. O aumento da precariedade laboral feminina está a verificar-se mais entre as contratadas a termo, sobretudo grávidas, puérperas ou lactantes, alerta a presidente da CITE.

As mulheres têm actualmente «uma taxa de desemprego superior» e «têm aumentado exponencialmente os casos de trabalhadoras que não veem os seus contratos renovados», sobretudo grávidas, puérperas e lactantes, denuncia Sandra Ribeiro, há um ano à frente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), organismo sob a tutela do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. » (...)

Isto não é novo, como não é nova a passividade dos que criaram esta  nova forma de exploração da mulher.

23 fevereiro 2011

financiamento da saúde

Um tema pouco falado, a necessitar de ampla discussão de todos os cidadãos.

Aqui, um texto do actual Director-Coordenador de Financiamento e Contratualização da ACSS: 

(...) « entre o ano 2000 e 2008, verificamos que todos os Países da OCDE viram a despesa em saúde crescer a um ritmo superior ao seu crescimento económico.

   Em alguns Países, como Portugal, o recente abrandamento ou recessão económica, com a descida do PIB e o crescimento da despesa em saúde, implicou um crescimento da despesa em saúde como parte do PIB.

   Face a este crescimento acentuado da despesa, nas duas últimas décadas, as políticas públicas no campo da saúde tiveram como objectivo a contenção de custos e a redefinição dos limites da prestação de cuidados de saúde. As reformas variam entre os diferentes países, mas todas reflectem uma cada vez maior percepção da realidade de mercado e necessidade de justificação das intervenções médicas com base na efectividade e eficiência, bem como a redefinição do papel dos serviços de saúde e da forma como os cuidados são prestados às populações.

(...)  a forma como oferecemos os serviços de saúde ao cidadão. Ou seja, importa discutir para além do financiamento, do pagamento, e da propriedade dos prestadores. Até porque, a forma de organização da prestação pode-nos elucidar sobre os caminhos a seguir nestas matérias.

   Comummente, têm sido propostos três pilares para a redefinição da prestação de cuidados com vista à melhoria da sua efectividade:

Planeamento de cuidados e gestão da doença crónica na comunidade;
Racionalização e especialização nos cuidados agudos;
Melhoria da experiência do cidadão pela gestão mais efectiva dos cuidados.
   
Esta alteração à prestação de cuidados apenas é conseguida através de alavancas, nomeadamente:

mais informação clínica e melhor utilização das tecnologias;
recursos humanos mais flexíveis e eficientes;
reconfiguração dos cuidados agudos;
novos contratos (incentivos) à deshospitalização”, e alocação de recursos de base populacional.

   Neste último ponto, importa entender os diferentes efeitos das modalidades de pagamento, e promover o desenvolvimento da compra de cuidados de saúde qualificada e estratégica. (...)

06 fevereiro 2011

Baixar salários pode ser uma má ideia?

Entrevista no i a Keith Wade (Schroeders´s) em Novembro de 2010:
(..) «A possibilidade de redução de salários é uma discussão que está a ser tida em Portugal. Essa estratégia não resulta?

Há o perigo de se entrar num ciclo vicioso. A competitividade que se ganha por reduzir os custos de produção pode não chegar suficientemente depressa para cobrir os resultados negativos. Pode-se cortar nos salários, mas a economia vai atingir um novo equilíbrio, muito fraco, com taxas de desemprego elevadas e sem voltar necessariamente ao pleno emprego. Esta era uma das teorias de Keynes. Algumas pessoas acham que o poder de reconquistar competitividade é tão forte que se esquecem da importância do consumo interno. O problema é que a economia global não está suficientemente forte, caso contrário levantaria toda a gente. Enfraquecer o consumo interno não resolve o problema e, se resolver, demora muito tempo. Pode demorar até cinco anos.


E não é garantido que funcione?
Não. Pode ajudar, mas numa altura de fraco crescimento é perigoso e pode criar problemas de desemprego estrutural e défice estrutural.


Os países periféricos acabarão por ter de sair do euro para resolver os seus problemas estruturais e afastar as pressões do mercado?
A questão é se estes resgates vão continuar com base em vontade política. Agora há um ponto de interrogação em relação à vontade da Alemanha de continuar a fazer estas transferências. E países como a Grécia e Portugal vão aceitar a perda de soberania de ver o seu orçamento controlado? Isto pode levar os países a abandonarem o euro.


Mas acha que na prática isso vai mesmo acontecer?
Pode muito bem acontecer. A ideia de aumentar a competitividade através da deflação é um caminho muito difícil e não estou convencido que resulte. No final de tudo isto, o povo português pode dizer: “Tivemos cinco anos de austeridade e ainda não controlamos o nosso orçamento, então para quê estar no euro?”


É possível ter dois euros? Um para o Norte e outro para o Sul?
É possível. Mas já não seria uma zona euro. Seriam precisos dois bancos centrais para duas moedas.


Mas a solução seria melhor para os periféricos do que voltar às suas moedas?
Não sei. De certa forma é a mesma coisa. Seria uma moeda fraca, cuja desvalorização poderia ajudar a competitividade. Seria complicado, porque seria necessário organizar toda uma estrutura institucional.


Acha que o euro vai acabar?
Não consigo responder a isso com sim ou não. Mas há uma forte probabilidade de a composição do euro ser diferente daqui a alguns anos.» (...)

02 fevereiro 2011

Escolher entre a cura e a doença


«O prémio Nobel da Economia [Joseph Stiglitz] considera que as medidas de austeridade adoptadas por alguns países europeus são "excessivas" e "desastrosas" e vão provocar um forte abrandamento económico.

Joseph Stiglitz afirmou, numa conferência que está a decorrer hoje em Moscovo, que a Europa está a enfrentar a actual crise da dívida pública com políticas de austeridade "desastrosas".

O prémio Nobel da Economia considera que as medidas de austeridade adoptadas por alguns países europeus são "excessivas" e "desastrosas" e vão provocar um forte abrandamento económico.

Joseph Stiglitz afirmou, numa conferência que está a decorrer hoje em Moscovo, que a Europa está a enfrentar a actual crise da dívida pública com políticas de austeridade "desastrosas".
O economista defendeu que países como Reino Unido não precisam de medidas de austeridade tão "excessivas" como as que foram adoptadas. 

"Já estamos a assistir às consequências destas medidas de austeridade. A implicação mais óbvia é que o crescimento vai abrandar", afirmou Joseph Stiglitz. 

O economista não antecipa uma nova recessão económica mas garante que o crescimento económico vai ser mais lento. "As economias europeias vão ser afectadas pelos cortes públicos, que visam reduzir os défices orçamentais, e pela subida das taxas de juro", alertou o prémio Nobel. 

Além das medidas de austeridade, a Europa será ainda penalizada pelas pressões inflacionistas provocadas pela subida dos preços dos alimentos e das matérias-primas, acrescentou Joseph Stiglitz.» (...)

18 janeiro 2011

Mais do mesmo (até quando?)

«As taxas cobradas em contrapartida pela prestação de serviços das administrações públicas estão a sofrer agravamentos brutais. É uma forma, menos visível do que os impostos, de deitar a mão a uma fatia cada mais elevada dos rendimentos dos contribuintes. E, tal como a inflação, é um expediente cego porque não distingue rendimentos baixos, médios ou elevados. Paga toda a gente por igual e sem alternativa.

O descalabro das finanças públicas é o motivo que explica a situação. Tem conduzido a sucessivos aumentos da carga fiscal sobre as famílias e as empresas. O problema é que o Estado deixou subir as suas despesas a um ritmo tão desenfreado que as receitas dos impostos nunca chegam para suportar tudo aquilo com que se comprometeu. Em desespero, o Governo descobriu, agora, outra fonte de rendimentos e parece que nada escapa à voracidade dos cofres públicos.

No levantamento das taxas que vão sofrer, ou já sofreram, agravamentos, e que o Negócios publica hoje, é fácil perceber que os mesmos serviços vão passar a custar muito mais para quem a eles tenha de recorrer. Há aumentos de preços que, em variação percentual, atingem quatro dígitos, uma prática que, no sector privado, certamente chamaria a atenção de reguladores e entidades de defesa do consumidor que não andassem a dormir. A questão é que os comportamentos que o Estado exige aos outros, dispensa-se a si próprio de observar, mantendo uma triste tradição portuguesa em que os serviços públicos não servem os cidadãos, são estes que os têm que servir, sem apelo, nem agravo. » (...) No Jornal de Negócios ...

14 janeiro 2011

evidências


Vasco Pulido Valente: 
(...) «anteontem, na improvável cidade da Guarda, o dr. Cavaco depois de anos de generalidades, resolveu mudar de táctica. Agora, prometeu que seria um Presidente activo no próximo mandato e avisou que pode haver "uma crise grave em Portugal, não apenas no plano económico e no plano social, mas também no plano político".» (...) « coisa que decerto surpreendeu os circunstantes, porque manifestamente implicava que até ali o dr. Cavado tinha feito vista grossa ou, pior ainda, consentido os desvarios do PS e de Sócrates, sem qualquer tentativa decidida e pública para acabar com eles.»

José Manuel Fernandes: 
(...) «Não foram os "mercados" que nos aprisionaram, fomos nós que nos colocámos na posição de depender da sua boa vontade depois de anos e anos de farra orçamental, pagamentos a clientelas e gastos lunáticos».

28 dezembro 2010

A esquerda actual cedeu demasiado

Última obra de Tony Judt, que faleceu em Agosto passado, com 62 anos.
Judeu pouco convencional, chegou a defender para o Médio Oriente um Estado comum a judeus e palestinianos. Homem de esquerda, seguiu pormenorizadamente a evolução desta sensibilidade nos últimos decénios, tomando nota do abandono de ideais, do pragmatismo, da desorientação e da dispersão. 
(...) «a esquerda actual cedeu demasiado face aos defensores do mercado livre, sem combater as suas injustiças manifestas.»
(...)
«nos últimos 30 anos as diferenças entre pobres e ricos, em vez de se suavizarem, se acentuaram.»
(...)
«os seres humanos necessitam de uma linguagem em que possam exprimir os seus instintos morais»

"Se faltar a justiça, que são os reinos senão grandes latrocínios?" (Comentário de Aceprensa. Mesmo a calhar ...

22 dezembro 2010

O euro não sobrevive com balões de oxigénio

Silva Peneda afirmou: (...)

«Cada vez estamos mais condicionados pelas opções que são tomadas a nível europeu. A nossa margem de manobra é cada vez mais estreita. Ou influenciamos as questões europeias para que a nossa vida seja facilitada ou a Europa decide como bem quer e lhe apetece»

E ainda:
 
(...) «O presidente do Conselho Económico e Social (CES) defende que a União Europeia enfrenta "um problema sistémico", que não se resolve socorrendo país a país, advogando que uma solução surgirá quando for atingido "um país com a dimensão da Espanha".

Em entrevista à Lusa, José Silva Peneda considera que, "mais tarde ou mais cedo, tem que haver uma resposta global para um problema que é global", revelando estar optimista em que será encontrada uma solução, que passa, defende, "pela emissão de títulos de dívida pública europeia (eurobonds)".

"Há pessoas que acreditam que socorrer país a país resolve, mas estou convencido de que não é assim e, um dia, quando um país com a dimensão da Espanha tiver um problema, a solução vai seguramente aparecer", antecipa.

O ex-ministro do Emprego e da Segurança Social diz que o euro está "numa encruzilhada", que "iniciou uma caminhada que tem que ser completada", considerando que a moeda única "não pode existir sem o apoio de outros instrumentos fundamentais e a criação dos eurobonds é um deles".

Silva Peneda, que hoje completa um ano na presidência do CES, considera que Portugal e Espanha deviam ter manifestado "apoio explícito" à emissão de dívida soberana pelo conjunto da União Europeia, em linha com o presidente do Eurogrupo e primeiro ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker.

"Os eurobonds são bons para a Europa, para salvar o projecto político europeu, porque se o euro soçobrar é o próprio projecto político europeu que está em causa e quando está em causa significa que está em causa a paz na Europa", acrescenta.

Para o ex-eurodeputado, ao dizer redondamente que não, "a Alemanha está a ter um comportamento anti-europeu", realçando que "mais federalismo" é "o caminho para continuar o projeto europeu". » (...)

22 novembro 2010

O Portugal que luta

  • No i: «"As instituições estão no limite", diz ao i Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome»
 (...) «A falta de alimentos vai-se tornando endémica: 20% diz não ter comida até ao final do mês e 32% refere que isso acontece "às vezes". Se a comida falta, as contas mantêm-se: 31%, e sobretudo jovens, adianta ter um empréstimo para pagar»
(...) «41% são pessoas que nunca foram pobres, e que agora se sentem como tal, destaca Isabel Jonet»
(...) «Nos novos pedidos de apoio destacavam-se situações de desemprego, endividamento e divórcio ou abandono do lar, esta última com um peso de 42,6%»
liderados por quadros qualificados desempregados com mais de quarenta anos de idade. 
  • Zita Seabra escreve sobre este tema no JN,  citanto Nuno Fernandes Thomaz:
«"se vive hoje cerca de 80 anos e, inexplicavelmente, se alguém for despedido com 40 - nem é preciso mais - certamente terá a maior dificuldade em arranjar novo emprego. Com tudo o que isto significa de dramático em termos pessoais e familiares e, não menos significativo, com o que em termos económicos representa de delapidação de valiosos recursos humanos. E essa é a mensagem principal desta iniciativa: por um lado, impedir que pessoas com tanto para dar à nossa economia sejam desaproveitadas e esquecidas e, por outro, desafiar quantos caiam no desemprego a recusar pôr um ponto final na sua vida profissional".»


«Quando temos a sensação de que tudo se afunda no país, e o desespero e o medo substituem a esperança, há sempre projectos exemplares, pioneiros, que nascem e que rompem caminhos num país desgastado pela falta de valores, onde se vive com a sensação de que se atola no meio da corrupção, dos carros de alta cilindrada, dos comités e das comissões, dos institutos públicos e dos lugares fáceis. O Fundo tem rostos diversos de gente boa. Assinalo quatro nomes: António Pinto Leite, actual presidente, Jorge Líbano Monteiro, secretário-geral, padre Mário Rui Leal Pedras, assistente eclesial, e o ex-presidente João Alberto Pinto Basto, o homem que foi um dos fundadores de um importante Banco - o Banco Alimentar Contra a Fome - e que na ACEGE deixa um notável trabalho. No meio da crise, percebe-se que este país triste e deprimido tem gente boa para a qual vale a pena olhar.» (Zita Seabra)

"não temos credibilidade nem margem de manobra"

No Público 2010-11-21, por José Manuel Fernandes (*)


«Metade da última semana foi passada a especular sobre se recorríamos ou não à ajuda do fundo de resgate europeu e do FMI ou se não precisávamos de o fazer. A outra metade foi a ouvir declarações piedosas sobre o apoio ao "esforço orçamental" português, manifestações de solidariedade e, por fim, proclamações de intenção sobre o rigor que não se teve no passado e se terá no futuro. Infelizmente, é tudo espuma. Com ou sem FMI, temos e teremos trabalhos de Hércules pela frente. Com mais palavras a enervar "os mercados" ou mais declarações a tentar acalmá-los, não deixámos de estar na corda bamba.

Deixemos de lado, por agora, saber como e com quem entrámos para o buraco em que nos encontramos - o tempo é sempre um juiz implacável, mesmo quando se faz esperar. Fixemo-nos antes nos problemas que temos e em como ultrapassá-los.

Comecemos por um breve recordatório dos problemas. Primeiro que tudo, uma economia anémica, incapaz de crescer, quase estagnada há dez longos anos, sinal do esgotamento dos factores que proporcionaram o nosso desenvolvimento nos últimos 50 anos. Depois, um Estado gordo, demasiado presente, demasiado burocrático, que asfixia a economia porque cobra demasiados impostos, porque produz regulamentos a mais, porque desconfia dos cidadãos, porque tem um défice crónico que gera uma dívida crescente. Por fim, um país que se habituou a viver acima das suas capacidades, com um número excessivo de dependentes do Estado e uma cultura avessa ao risco e ao empreendorismo, um país onde há demasiados particulares e demasiadas empresas sobrendividadas.

Boa parte destes problemas existe porque, como disse esta semana Fernando Ulrich, presidente do BPI, "aquilo que os países que entraram na Zona Euro fizeram foi aderir ao marco". Ora "a elite e os decisores políticos portugueses não perceberam isto. Não devíamos ter deixado subir os salários e a despesa pública como deixámos". Ou seja, ao contrário do que por aí se anda a dizer, o problema não é da Alemanha, que fez o seu trabalho de casa, mas de "Portugal, da Grécia e da Irlanda, que tinham de ter a capacidade para gerir a situação". Não tiveram e não vale a pena chorar sobre o leite derramado: ou fazemos agora o que já devia ter sido feito, ou arriscamos ficar sem crédito, sem investimento, na bancarrota e a sermos tratados como um simples protectorado. É certo que há por aí quem ainda vá ao Parlamento defender que não nos devíamos preocupar com a dívida (como sucedeu esta semana com o secretário de Estado do Orçamento), mas é tempo de acabar com tais "estados de negação".

Ora, romper com o "estado de negação" começa por assumir que o esforço que teremos de fazer não é passageiro - é estrutural e deverá exigir muitos e longos anos de correcção gradual se quisermos evitar uma ruptura brutal. Porque só há uma forma de sairmos do buraco onde estamos: sermos mais competitivos. E só há uma maneira de o conseguir: trabalhando mais, trabalhando melhor, começando por ganhar menos até conseguir ganhar mais, consumindo menos até voltarmos a equilibrar as contas. Poucos políticos têm dito isto preto no branco, mas reconheça-se que entre eles se contam Pedro Passos Coelho (no Facebook) e Manuela Ferreira Leite (na AR).

Um Governo que queira recolocar Portugal no mapa - isto é, um Governo que não se satisfaça com deitar foguetes cada vez que faz um novo acordo comercial com a Venezuela ou com a Líbia - tem que tomar muitas medidas estruturais. Tem de fazer emagrecer o peso do Estado e das regulamentações, única forma de diminuir o défice e, ao mesmo tempo, diminuir as contribuições que penalizam o trabalho (como a taxa social única) e as actividades económicas (como o IRC). Não vejo forma de isso acontecer sem, como vai fazer o Reino Unido, dispensar funcionários públicos. Isso mesmo: quebrar o tabu do "emprego para a vida" na administração pública.

Também não será possível aumentar a competitividade do país - e corrigir a enorme injustiça geracional que é o desemprego jovem - se não se liberalizar a lei laboral. Temos uma lei do despedimento individual de betão e uma lei de despedimentos colectivos que é manteiga, o que penaliza tanto os bons trabalhadores como as boas empresas. Ao mesmo tempo, será necessário quebrar o poder das corporações que se apoderaram de partes da administração pública, umas tomando-as por dentro, outras cercando-a por fora.

Em suma: mesmo que o "cadernos de encargos" não seja exactamente o que descrevi, o trabalho é imenso, implicará muitos sacrifícios, gerará temíveis resistências e, para ser absolutamente franco, não acredito que possa ser concretizado por um só partido, mesmo que este tivesse a maioria absoluta. Hoje por hoje, é evidente para todos que nunca será o actual Governo a levar por diante - mesmo que obrigado pelo exterior - um tal processo de reformas. Mas também não imagino que, após umas eventuais eleições antecipadas, uma nova maioria de centro-direita, se viesse a existir, pudesse concretizá-las tendo de enfrentar a resistência feroz de um PS regressado à oposição. Cairia o Carmo e a Trindade e não faltariam apelos a que se regressasse às trincheiras do "Estado social".

Não me surpreendeu, por isso, a entrevista de Luís Amado. Ele sabe o que dizem lá fora de Portugal, sabe que não temos credibilidade nem margem de manobra e sabe onde (não) nos leva a actual solução de governação e o seu primeiro-ministro. Da mesma forma que não me surpreenderam as reacções de Sócrates ou de Miguel Relvas, a não quererem sequer falar do assunto. Ou os textos, no PÚBLICO, de Vital Moreira e Luís Filipe Menezes, a reduzirem a temática ao simples cálculo partidário: Vital não quer que o PS fique com o ónus das medidas difíceis, Menezes quer que "quem comeu a carne roa agora os ossos". São duas faces da mesma moeda: gincana eleitoral de curto prazo.

É por tudo isto que me escuso de fazer previsões, juízos de valor ou mesmo a defender a formação agora ou depois de umas hipotéticas eleições de uma "grande coligação". Apenas fico por esta constatação: a situação do país é tão difícil que não vejo como poderá um Governo sem uma ampla maioria enfrentá-los. E nem sequer é garantido que, mesmo existindo essa ampla maioria, os partidos que temos corrijam os seus péssimos hábitos clientelares e tenham o sentido de Estado que há décadas desapareceu da governação e que tanta falta faz.

É por isso que também é fundamental existir na sociedade um forte movimento a exigir que se mude realmente de vida, mas isso é um outro problema.»
* Jornalista (twitter.com/jmf1957)

06 outubro 2010

"Crescimento: Fazendo Acontecer"

"Crescimento: Fazendo Acontecer".

Conselhos para gestores na Revista do IESE
(...)

«Está cansado de ouvir as mesmas histórias gastas cerca de Steve Jobs e do iPod, ou as crianças no Google?
Não é um guru high-tech, nem trabalha para uma organização notoriamente favorável à inovação?

É um gerente comum numa empresa comum, executando a sua parte do negócio e lutando para encontrar ideias e recursos? Onde estão então as histórias para o ajudar?

É assim que começa o professor Darden Jeanne Liedtka no seu artigo repleto de histórias de gestores normais que alcançaram um crescimento extraordinário tornando-se "catalisadores" - pessoas que aprendem a navegar dentro das organizações, provocando como que reacções químicas que geram resultados significativos e crescimento sustentável .

Muitos gestores estão programados para pensar de forma corporativa, para procurar segurança e precisão, e dependem de dados para prever e planear.

Esta abordagem é mortal quando se trata do mundo imprevisível do crescimento, diz Liedtka. O que se deve recomendar é fazer algumas apostas rápidas, pequenas, obtendo feedback rápido do mercado.

Isto requer uma nova forma de pensar, um ponto sublinhado pelos professores do IESE, Julia Prats e Sosna Marc, no seu artigo sobre como os líderes se devem adaptar constantemente no passeio esburacado do crescimento.

A capacidade de mudança do modelo de crescimento para o modelo de crise, e vice-versa, requer um forte conjunto de competências pessoais, escrevem eles.

Há 4 áreas chave:

1. Quando as pessoas se lhe opõem, a tendência natural é lutar contra. Não faça isso. Escute-os. As soluções que procura podem vir dos seus opositores.

2. Não queira ser herói. Os líderes de crescimento bem sucedidos não se consideram todo-poderosos, mas sim como elementos que tentam estimular reacções positivas, utilizando as variáveis já existentes.

3. Coloque toda a gente no mesmo fuso horário: um CEO contou-nos que almoçou diariamente com a sua equipa de gestão, em vez de ler os seus relatórios. Só assim reparou que o diretor de produção estava preocupado e que o diretor de marketing estava a lutar sozinho.

Em vez de longas e cansativas reuniões, faça grupos de trabalho numa sala de reuniões, sem cadeiras em que cada um possa expor todos os seus problemas a céu aberto, e receber feedback, numa questão de minutos.

4. Mantenha-se dentro da estrada, isto é, mantenha uma visão equilibrada das coisas, senão estará simplesmente a saltar de uma crise para outra. Como? Ter uma vida fora da empresa ajuda, assim como ouvir conselheiros confiáveis. Muitas vezes os CEO's vivem rodeados não por pessoas, mas por bolhas. É responsabilidade do CEO criar a cultura e o espaço em que as pessoas se sentem com poder suficiente para lhe dizer quando está a fazer uma coisa errada.

(...) e ainda:

Os incentivos têm que ser criados, tal como na Índia, onde os salários e as condições de trabalho são muito superiores à média.
Deixar de lado os seus indivíduos mais talentosos e criativos não é a melhor base para promover o crescimento.» (...)

05 julho 2010

"os bancos convencionais, vão atrás dos mais ricos, nós vamos atrás dos mais pobres"


Conferência de Muhammad Yunus, no campus da Universidade de Barcelona, no Programa de Educação Contínua do IESE. "As pessoas perguntam-me qual foi o factor essencial na criação deste banco, e a resposta é que não sei nada sobre banca e, se soubesse, teria seguido as regras habituais".

Yunus fundou o Banco Grammeen no Bangladesh dando um grande desenvolvimento ao conceito de
micro-crédito e micro-financiamento.


"Fiz o oposto ao que habitualmente se faz, e deu resultado. Os bancos convencionais correm atrás dos clientes mais ricos, nós corremos atrás dos clientes mais pobres. Os mais pobres são o nosso ponto de partida, as pessoas que não têm nada."

Acrescentou ainda que o mundo dos negócios está organizado de modo errado, por se ter focado inteiramente no lucro, e não na resolução dos problemas.

Sublinhou que a crise actual não é só
financeira, mas ambiental e social. Todos querem correr em direcção à solução, disse, mas era melhor parar para consertar o sistema. "Os economistas construíram todo um sistema baseado na teoria do egoísmo, mas os seres humanos também são altruístas. Porque é que não se pode criar um negócio na base do altruísmo, em que tudo é para os outros e nada para mim?"

M. Yunus fundou 40 empresas dedicadas a resolver problemas como a malnutrição, a falta de telecomunicações ou a escassez de pessoal de enfermagem, e não tem qualquer quota em nenhuma delas.


O Grameen Bank, que ele fundou em 1976, empresta actualmente a 8 milhões de clientes no Bangladesh, dos quais 97% são mulheres. Todos os fundos são constituídos por dinheiro do banco, ou seja, o banco aceita depósitos e empresta dinheiro.


Abriu sucursais em Nova Iorque, no meio de cepticismo generalizado que dizia que as pessoas fugiriam com o dinheiro. Mas, segundo ele, 99% dos empréstrimos são pagos. Este banco é a única opção para milhões de americanos pobres que nem sequer podem abrir uma conta num banco normal e que são presa fácil de especuladores. O Reino Unido também está na mesma linha.
(Notícia original aqui. )

01 julho 2010

um truque que funciona (por enquanto)

No Economia e Finanças:

(...) «O sistema consistente em pôr o público a trabalhar gratuitamente (ainda por cima pagando para isso) está generalizado na televisão e na rádio, cuja programação consiste cada vez mais em fóruns, reality shows, talk shows, concursos e entrevistas de rua. É o modelo Tom Sawyer de pintar a cerca da Tia Polly cobrando à garotada da rua maçãs ou berlindes pelo direito a dar umas pinceladas.

O aumento de produtividade de parte do sector dos serviços consiste em grande medida em persuadir-nos a suportarmos uma carga de trabalho cada vez maior; trabalho esse que, deixando de ser feito por empregados, assegura às empresas poupanças muito significativas. Inevitavelmente, porém, cada vez dispomos menos de genuíno tempo livre.

Toda a gente se queixa de que esteve muito ocupada no fim de semana. A fazer o quê? Ora, a percorrer os corredores do supermercado, a lavar o carro, a fazer transferências bancárias, a esperar na bicha do fast food, a ensinar às crianças o que não aprenderam na escola, a reparar a impressora seguindo as instruções do call-center ou a montar estantes. Tanta modernidade deixa-nos esgotados.» ()

31 maio 2010

verdade e aspirina











«Nesta Conjuntura temos um Governo completamente desorientado, incapaz de enfrentar a situação ...» (Zita Seabra, no Jornal de Notícias, de 30 de Maio de 2010)

«A crise vinha de há dois anos mas subitamente agravou-se e viveram-se momentos de real perigo para o euro e para a Europa.

Aconteceu quando se consciencializou que a Grécia não dizia, nem tinha dito, a verdade sobre as suas contas públicas e, bem pelo contrário, escondia dívidas e o défice- que mentia. Esta fase da crise começou na Grécia, arrastou-se a Portugal e a Espanha que se transformaram em alvos preferenciais, não de uma central maligna, mas da dificuldade em encontrar quem nos empreste dinheiro para pagar as dívidas. Quem empreste aos nossos bancos e aos nossos estados.

A Europa tremeu e tomou consciência que, se continuarmos como até aqui - como escreve Jacques Attali em livro recentemente publicado e cujo título diz tudo e merece ser lido, Tous ruinés dans dix ans - estaremos "Todos Arruinados em Dez Anos".


Tornou-se evidente e óbvio para todos que os estados europeus não se podem endividar infinitamente e que o nosso modo de vida não tem sustentabilidade. O euro esteve, está, em perigo e nos países euro, nós, portugueses, somos particularmente vulneráveis e estamos na primeira linha de risco.

Na Europa, já não estamos, como mostra entre outros Atalli, a hipotecar as futuras gerações, estamos a correr o risco de um dia acordar e não ter meios para pagar aos actuais funcionários públicos e reformados. Quando a banca entrou em perigo de colapso e iminência de falência, os estados foram ajudar o sector financeiro com muitas promessas de melhorar os mecanismos de regulação. Agora, quando os estados entraram em falência, a banca veio ajudar a Europa (com intervenções políticas decisivas de Sarkozy e do presidente Obama e tardias e temerosas de Merkel), sossegou-se a Zona Euro, criando um fundo de emergência para os quais os estados europeus não têm dinheiro.


Habituados a considerar que o progresso fazia parte da nossa vida e que o futuro é risonho, deixámos que os estados fossem cada vez mais gastadores para alegria dos cidadãos, pois as democracias dependem dos seus votos e os votos ganham-se distribuindo o que já não se tem.

Cá dentro, como no resto da Europa, não interessam as contas porque há sempre quem precise de mais direitos sociais, há mais uma rotunda a fazer, mais uma empresa pública a criar, mais gente a empregar na Função Pública, menos tempo para trabalhar. Tem havido sempre quem tenha direito a reformas antecipadas e a reformas cada vez mais cedo, quando a vida é cada vez mais comprida.


O primeiro-ministro passou anos a apresentar novas medidas, novos direitos (muitos justíssimos), criando sempre a ideia de distribuir (o que não temos).

O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista e, muitas vezes também a restante oposição - PSD e CDS -, exigem sempre mais e mais direitos e mais obras e mais benesses e mais PIDDAC e mais direitos de pequenos e de grandes grupos sociais ou profissionais ou etários (em muitos casos justos) e SCUT e Magalhães e bónus, muitos bónus para os gestores públicos e muitos motoristas e carros de topo para as chefias, mais subsídios e isenções…

E agora?

Agora, temos de falar verdade porque temos uma pesada conta para pagar, sem saber como vamos conseguir os meios para pagar o que devemos e com cada vez mais dificuldade em encontrar quem nos empreste mais e mais dinheiro para pagar as dívidas, até ao dia em que não encontraremos mesmo quem nos empreste.

Nesta conjuntura, temos um Governo completamente desorientado, incapaz de enfrentar a situação. Desorientação e irresponsabilidade são os traços dominantes de um governo sem rumo que nem olha para as medidas de rigor que atravessam a Europa de Norte a Sul.


Mais do que nunca precisamos do inverso. Necessitamos de um governo que incuta confiança, capaz de traçar uma política com rumo, que fale e trabalhe sempre com verdade e, sobretudo, que tenha como objectivo central servir o bem comum.

Verdade e aspirina, escreveu Pessoa. Eu diria que precisamos de verdade e serviço do bem comum como regras inultrapassáveis a nortear a política portuguesa.»

(No JN de 30 de Maio, por Zita Seabra)

15 maio 2010

diagnóstico a partir da Avenida dos Aliados

(...) «sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja.» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 78) (...)

20 dezembro 2009

"Aquecimento" global à pancada

«Por que razão a nobre, elevada, consciente, responsável, séria, causa de impedir que o planeta entre numa catástrofe sem saída provocada pelas alterações climáticas, no dizer dos seus organizadores, junta como um magneto a maior colecção de grupos anarquistas, extremistas, de direita e de esquerda, que há no planeta?

Por que razão a mesma nobre causa provoca cenas de pancadaria deliberadas e instigadas pelos próprios grupos de manifestantes, com a polícia dinamarquesa, que não é propriamente uma polícia especialmente repressiva, num país particularmente intolerante?»

(...)«o que os move é mais uma versão do velho anticapitalismo que sempre moveu uma parte de jovens radicais na Europa e nos EUA, a que se somam aqueles a que Marx chamava o “lumpenproletariado” e que habitam as cidades entre os vários rendimentos mínimos e o desemprego, e que tem uma cultura de violência que tanto dá para o Porto – Benfica, como para as cenas de destruição que se vêem em Copenhaga, nas reuniões do G7 ou 8 ou 10.

Não é ambiente que lhes interessa, é partir uma vidraça de algum estabelecimento do “big business” que é fonte de todos os males, o corruptor da terra.

Pode a cimeira chegar aos melhores resultados que eles continuam imperturbáveis, com o silêncio incomodado dos que fazem de conta que isto não acontece e só vêem à frente o bonacheirão politicamente correcto Al Gore.»
(JPP, no Abrupto)