Jornal de Negócios

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05 setembro 2011

O grande assalto *dos* bancos ...

Artigo de Nassim N. Taleb, professor da Universidade de Nova Iorque, especialista em engenharia do risco (autor de "O Cisne Negro"):

(...) «Parece-me bastante iníquo que os bancos, que ajudaram a causar as atuais dificuldades económicas e financeiras, são precisamente os únicos que não sofrem com isso - de facto, em muitos casos até estão a beneficiar com isso.

Os bancos que dominam o mercado são estranhos em muitos aspectos. Não é segredo (agora) que eles operaram como esquemas sofisticados de compensação que mascararam as probabilidades de baixo risco, os eventos de alto impacto tipo "cisnes negros", beneficiando da implícita almofada gratuíta das garantias do Estado.


Os lucros que têm obtido não resultam tanto das suas competências, como da alavancagem excessiva; lucros que depois são distribuídos de modo desproporcionado pelos seus próprios quadros, enquanto as perdas - por vezes maciças - são suportadas pelos acionistas e pelos contribuintes.

Por outras palavras, os bancos assumem riscos, reservam para si o eventual lucro mas, quando há perdas, transferem-nas para os acionistas, para os contribuintes e, até, para os pensionistas.» (...)

Eu sei que está na moda bater no sistema bancário, mas este senhor não costuma escrever por acaso e estes argumentos merecem discussão, parece-me ...

26 agosto 2011

Prémio da descoberta da pólvora :-)

«O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou esta quinta-feira que os países da zona euro vão necessitar, no futuro, de uma política financeira comum.» (...) No Sol.

24 agosto 2011

A questão ...

(...) «Os 19 anos do Tratado de Maastricht, que criou simultaneamente a União Europeia e o Euro, mostraram que os limites [do endividamento] não são traváveis.
Os países que geralmente violam estes limites vão continuar a fazê-lo sempre que lhes for politicamente conveniente.
Mesmo com uma crise a aproximar-se, haverá sempre espaço para excepções, discursos, e uma fila de compradores para novas emissões de dívida.
Portanto a questão não é o que fazer quando a dívida atinge o limite, seja ele alto ou baixo. A questão é o que deve fazer-se para que a dívida nem sequer se aproxime desse limite, excepto em circunstâncias muito extremas e excepcionais.
Para isso, precisam de regras fiscais.»(...)

Escrito pelo homem que conseguiu que o Chile atravessasse incólume uma recessão equivalente à europeia.