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03 março 2013
01 junho 2012
Que corra mal, e acabe bem
Miguel Esteves Cardoso, no Público de 14 de Maio:
Ser optimista é pensar que vai tudo correr bem. As coisas nunca correm bem - podem acabar bem, temporariamente, ou serem bem interrompidas, durante muito tempo. Mas o correr das coisas está cheio de quedas e levantamentos, de intervalos de espera e de desilusão, de esperança e desespero.
Há três atitudes para com o futuro, para as culturas que erradamente perdem tempo a considerá-lo. A mais irritante e improvável é a portuguesa: vai tudo correr bem.
Mesmo quando se vive até aos 120 nunca tudo corre bem. E acaba sempre mal. Na morte. Mesmo imaginando que tudo corre bem para uma criança de 12 anos que, por milagre, não sofre de nenhuma das doenças ou tormentos infantis e, sem dar por isso, morre de prazer com uma overdose de morfina.
A segunda mais irritante, mas menos improvável, é a hippie-americana: "Acaba tudo bem. Se ainda não está bem, é porque ainda não acabou." Aparece em muitos filmes. A versão clássica, não menos ilusória, é o all's well that ends well.
A menos irritante, mas mais deprimente, é a sufista: "Também isto há-de passar." Sim, passará. Mas a vida também passa. E não há nada que não passe nem se deixe de transformar. "Que corra tudo o menos mal possível e nunca acabe, mas continue, o mais bem possível" é o desejo que mais se deve dizer e desejar.»
16 novembro 2011
20 julho 2011
Todos somos (um pouco) loucos ...
(...) «Procurando numa prateleira de um alfarrabista que oferecia livros a três e cinco euros, e nem sabendo que o Tartarin era do meu homónimo Afonso Daudet os meu dedos catam o Tartarin nos Alpes numa edição portuguesa. Que coincidência! Mas logo mais à frente, o que me interessou foi o Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdão que logo agarrei por cinco euros.E segui para outra editora. Estava eu muito concentrado a ler as lombadas de vários livros em saldo quando - de repente – um berro soprado como se fosse uma vuvuzela soou a vinte centímetros do meu ouvido, vindo por trás de mim: SOPA!
Com o susto, dei um salto para o lado com coração em arritmia e levantei o braço direito para me defender do ataque. O Elogio da Loucura era o meu escudo.
Os olhos pretos nas órbitas brancas de uma mulher louca fixavam-me com um brilho de animal selvagem e a boca desdentada e escura como um buraco voltou a berrar: SOPA! UMA SOPA!
As mãos da doida agarraram-me os braços como se ela se estivesse a afogar. Eu recuava e defendia-me com o Elogio da Loucura e perguntei: quanto custa uma sopa? A louca gritou: um euro e cinquenta!» (...) Ler mais no blogue de António Mexia Alves
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