Jornal de Negócios

Mostrar mensagens com a etiqueta politicas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta politicas. Mostrar todas as mensagens

25 março 2013

A simplicidade do desnorte

JPP, no Abrupto: «Sempre que o governo falha os seus objectivos, há mais um pacote de austeridade.

Cada vez que há um novo pacote de austeridade, o governo falha os seus objectivos.

 Enquanto não sairmos deste círculo vicioso, daqui não saímos.

No fundo, é simples.»

23 outubro 2012

Há falta de política, ou de compromisso?

(...) «Na primeira década do século XXI, a militância em partidos políticos caiu 20% na Alemanha, 27% na Suíça e 36% na Grã-Bretanha. E isso, apesar de o custo das quotas ter vindo a baixar relativamente ao custo de vida.

Os partidos perdem militantes todos os anos, e as fórmulas alternativas de participação não têm vindo a impor-se na "grande política".

(...)
A dificuldade para conseguir novos filiados está a fazer com que alguns partidos dêem mais voz e voto aos "simpatizantes", que embora não estejam filiados, podem ser registados como participando dos valores que o partido defende.

Nesta linha, os socialistas espanhóis vão aprovar, previsivelmente em novembro, uma "nova regulamentação para selecionar candidatos". O objetivo que pretende a reforma é abrir as eleições a "simpatizantes" do PSOE, e não somente aos filiados, cujo número tem vindo a baixar anualmente e ronda agora os 220.000. Para figurar como simpatizante apenas será necesario assinar uma declaração de compromisso com os valores do partido, e pagar uma quota simbólica de um a três euros.

Esta é uma maneira de enfrentar a crise de credibilidade que sofrem as organizações políticas em grande parte do Ocidente, e que se traduz, além da perda de militância, na abstenção eleitoral.

A experiência dos socialistas franceses pode ser animadora. O partido conta com 200.000 militantes, mas quando efetuou as suas eleições primárias -abertas aos simpatizantes- para escolher o candidato às eleições presidenciais que viriam a ser vencidas por Hollande, participaram 2,9 milhões de pessoas.

O baixo associativismo constitui uma importante barreira para a "democratização da democracia" desejada por muitos.

Haverá vida para além dos partidos tradicionais?

As injúrias contra a política "tradicional" (partidos, sistemas eleitorais ou representativos) converteram-se em moeda corrente entre os que criticam o "sistema". No entanto, as alternativas têm-se caraterizado pela sua volubilidade e falta de organização.

A Internet atua ao mesmo tempo como catalisador e sepultura de muitos dos protestos. A maior acessibilidade à informação e opinião não trouxe a ansiada "democratização da democracia". Existe sim a sensação contrária. Num mundo globalizado e complexo, muitos cidadãos retiram-se da discussão política geral e refugiam-se em fóruns virtuais sobre temas específicos do seu interesse, com ligações muito indiretas à "grande política". A crise financeira, com o seu efeito íman de atrair todas as discussões para a economia, acrescentou um ponto de opacidade que torna ainda mais improvável que o cidadão médio participe. Isto notou-se também no plano institucional: o recurso a tecnocratas para liderar países em crise ou o crescimento de partidos populistas (e normalmente radicais) são na realidade duas faces de uma mesma moeda.

Dá a impressão de que o "ativismo do clique" não é um antídoto contra o fenómeno que alguns chamam "privatização da política": discute-se em casa, com os amigos, ou nessa privacidade publicada das redes sociais, mas depois não existe mobilização que vá para lá disso.» (...)

25 julho 2012

África: promessas quebradas

Livro do médico e investigador da SIDA, Edward C. Green, Broken Promises explica com dados e números porque é que a epidemia de HIV / SIDA continua a grassar em África, apesar dos orçamentos milionários das campanhas de ajuda ...
Um resumo aqui, a propósito da conferência de Melinda Gates, em Londres.

It´s the economics :-(

21 março 2012

O país encolhido

J Pacheco Pereira, sobre o atual governo: 
 
(...) «A deslocação à direita foi tão violenta, sem rigor nem memória, que hoje um moderado do PSD que tente reformular no actual contexto algumas preocupações que fazem parte do gene do PSD parece um adversário do capitalismo e da liberdade económicos.» (...)

07 março 2012

Fácil e difícil

(...) «"Fácil, fácil é aumentar impostos e cortar salários. Difícil, difícil é enfrentar os grupos económicos, os grandes poderes, que tem de ser enfrentados nas PPP (parcerias público-privadas) e na energia", afirmou ontem à SIC Notícias Manuela Ferreira Leite, ex-ministra das Finanças e ex-líder do PSD.» (...)

29 fevereiro 2012

aspiradores de vácuo

(...) « A recente lei sobre barrigas de aluguer mostra bem a sua actividade fervilhante e o desejo insaciável de prosseguir com experimentalismos sociais no campo da família e da vida humana.

Entretanto o PSD e o CDS andam a reboque desta agenda frenética, sem assumirem posições claras, numa vacuidade de ideias ordenadas,  recorrendo a argumentos sinuosos e ambíguos, defraudando expectativas  e sem capacidade para representarem muitos milhares dos seus eleitores. 

Ou seja, enquanto a esquerda revolucionária vai fazendo a sua guerra munida de um paiol  inesgotável de munições ideológicas, a direita complexada parece apenas aspirar manter-se no “palácio do poder”, saboreando uma influência ilusória e renunciando negligentemente propor uma sociedade alternativa. 

Conclui-se, portanto, que este políticos creem erradamente que aquilo que mobiliza um povo não são os princípios e a ideologia, mas apenas os números e a criação de riqueza. Ora, ninguém morre por um negocio, mas há quem ofereça a sua vida por um ideal.» (...) 

(Pedro Afonso, aqui)