Jornal de Negócios

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18 dezembro 2011

Até eu percebo

(...) « A ideia de que um país consegue melhorar a sua balança comercial através de zero importações, é uma ideia tão estranha como a de que um governo  consegue pagar as dívidas sem ter receitas.

Vai ficar contente quando eu lhe disser que - tecnicamente - não estamos em recessão.
O consumo de uns, é o ganho de outros. A sra. Merckel, ao continuar a insistir em que os seus  principais parceiros comerciais cortem nas despesas, está a cortar à Alemanha as principais fontes do seu crescimento.» (...)
(Robert Skidelsky, Professor Economia Política, na Universidade de Warwick)

05 dezembro 2011

O euro é apenas o marco (alemão)?

(...) «o que o politólogo norte-americano Walter Russel Mead definiu como a "guerra cultural do euro". Na verdade boa parte das dificuldades actuais derivam do confronto entre duas culturas económicas diferentes. De um lado está a França e os países do "Clube Med", que preferem uma economia com alguma inflação e com desvalorização da moeda, semelhante às economias que tinham antes do euro. Do outro lado está a Alemanha, que prefere uma moeda forte e uma inflação baixa, com juros também baixos. Na altura da criação do euro os franceses só conseguiram convencer os alemães a abandonarem o seu querido marco prometendo que a nova moeda obedeceria às regras alemãs e não às francesas»


(...) «quando nós próprios aderimos ao euro o que fizemos foi aderir ao marco com outro nome. Tudo isso ficou estabelecido nos tratados, pelo que uma boa parte da discussão que vai por essa Europa fora é em torno da revisão ou não desses mesmos tratados. Mais: há mesmo quem (como Viriato Soromenho Marques) defenda abertamente que se devem violar os tratados para salvar o euro. Ficamos porém sem saber o que poríamos depois no lugar desses tratados, sendo que se hoje eles ainda colocam limites à acção de Merkel ou Sarkozy, sem eles a discricionariedade da "ditadura Merkozy" seria total.» (...)

(Ainda JMF, no Público,em 2 de dezembro)