Jornal de Negócios

07 novembro 2005

Um azar nunca vem só


Não é tanto a lucidez de JPP que me impressiona, mas a persistência da ignorância manipulativa da tv-que-temos.

04 novembro 2005

"O imenso falhanço" (Paris "laico" séc. XXI)

Público, 4 Nov. 2005, Editorial (José Manuel Fernandes)
(...) «Na mesma noite em que dois jovens morreram electrocutados em circunstâncias que permanecem nebulosas (mas de que logo se responsabilizou a polícia), um homem de 50 anos era morto ao pontapé por delinquentes perante a passividade de dezenas de pessoas. O presidente da câmara local entendeu dever acorrer ao funeral dos jovens, mas ignorou o da vítima do banditismo. Este gesto contém uma clara mensagem política que valoriza a suspeição, não provada, sobre um eventual exagero da polícia, e desvaloriza o vandalismo mais bárbaro.
O imenso falhanço da "integração" reside exactamente nestes tipo de equívocos, nesta total confusão de valores. Se se aceita e justifica os que vivem desafiando a lei, acaba-se no caos. E se não se promovem os valores da tolerância e do trabalho, acaba-se na segregação.» (...)

Se não entendem a figura que escolhi, precisam de ler o editorial todo ;-)

03 novembro 2005

Infantário Portugal (só para adultos)


Á falta dos infantes de outrora, de espada na mão, o país vai vivendo de infantilismos. Razão tem o Eng. Bernardo Motta no seu olhar sobre o "dia do halloween"...

18 outubro 2005

alteridade(s)



A conversa vai rolando no Guia dos Perplexos. Saber quem somos é uma questão antiga. O mundo é composto por mulheres e homens, não mulheres ou homens. Não existe um andrógino, tipo plasticina universal, que se diferencia depois em homem ou mulher. Na primeira célula já sou feminino ou masculino e, a partir daí, começa o longo caminho da construção das identidades. Se tudo correr bem, talvez acabe a descobrir o outro(a). Com azar, fico em mim, à procura de mim, do outro igual que é (como) eu...

Não é uma abordagem tão profunda como a do Tim ou do josé, mas são os meus cinco cêntimos... Os meus tamancos não dão para maiores alturas.

11 outubro 2005

SA´s , EPE´s, Portugal séc. XXI (Sempre a acelerar!)


Do Público (Cartas ao Director) :
«(...)
Sou um dador benévolo de sangue (diplomado e medalhado) e fui informado que estaria isento do pagamento de taxas nos hospitais. Um familiar meu necessitou de ser internado e ser sujeito a uma cirurgia no Hospital de Santa Maria. Na altura do internamento foi informado que teria que pagar a referida taxa. Sendo também dador referiu o facto, mas informaram-no que teria que pagar na mesma, pois para estar isento teria que ter um documento de isenção passado pelo respectivo centro de saúde, etc. Não se entende como é necessária toda esta burocracia, quando deveria bastar a apresentação do cartão de dador passado pelo Instituto Português de Sangue e eventualmente confirmar a identidade com o BI. É inacreditável que uma instituição do Sistema Nacional de Saúde não reconheça a documentação de outra do mesmo sistema, tendo que se sobrecarregar este sistema com esta burocracia, fazendo perder tempo a funcionários e aos cidadãos. (...)»

É o mesmo país do post anterior: a saúde é um dos pretextos mais usados para nos manterem em completa indigência mental. E viv'ó choque tecnológico!

05 outubro 2005

Implantação da República




O meu país festeja a Implantação da República (1910, não é?). O país em que a matrícula na maioria das escolas apenas é "autorizada" a quem for portador de atestado "de robustez", "não sofrer de doenças infecto-contagiosas", etc.
Claro que a escola é "inclusiva", e não discrimina ninguém...
Em compensação nos bares de alterne não se pede atestado, nem vacinas, a ninguém.
A escola é realmente um local perigoso, a ser abordado com todas as cautelas.
Viva a escola republicana, viva!