14 novembro 2005
Pais responsáveis
10 novembro 2005
Dois pesos e duas medidas

(...)
«Que a explicação "social" circulante é um passe-partout simplista, torna-se evidente quanto ela se centra na condenação da acção policial, na recusa da criminalização dos actos de destruição e violência, na ênfase na culpabilização do Estado, do Governo e dos políticos, na sucessão até ao infinito das desculpas para o que acontece, como se fosse inevitável que acontecesse. Abra-se um jornal, ouça-se uma rádio ou uma televisão, assista-se a um debate e é desculpa sobre desculpa, tudo isto culminando com a conclusão que os "jovens" têm razão em "revoltar-se". Ora isto tem mais a ver com a política do que com a sociologia.
É por isso que nenhuma desta mecânica explicativa se usaria se os tumultos tivessem origem em grupos racistas da extrema-direita, ou de grupos neonazis. Aí, o que se ouviria de imediato era o apelo à repressão, a criminalização ideológica, a exigência de acções punitivas drásticas. Ora, tanto quanto eu saiba, a proliferação de grupos neonazis, na Alemanha de leste, por exemplo, também traduz a mesma "falta de esperança" de uma juventude que tem elevadas taxas de desemprego. Só que aí ninguém avança ou aceita explicações "sociais", e ai de quem minimizasse qualquer violência desses "jovens" que nunca teriam direito a este tratamento tão simpático, mesmo quando também são jovens...»
(...)
09 novembro 2005
Coisas simples (e que funcionam)

Carta de um médico britânico ao British Medical Journal a propósito da gripe das aves:
(...)«Tal como a maioria dos colegas que conheço, sigo com atenção as notícias sobre gripe aviária. Se, mais tarde ou mais cedo, se desenvolverá uma pandemia de gripe é irrelevante porque pandemias sempre existirão.
O que eu não me lembro de ter visto, quer nos media generalistas, quer naqueles que são dirigidos aos médicos, é o tipo de conselhos que o Centro para o Controle de Doenças (CDC) americano divulga (em http://www.cdc.gov/flu) em relação a, por exemplo, o lavar frequente das mãos como forma de prevenção da epidemia, ou da pandemia, de gripe.
Embora não esteja completamente seguro sobre o grau de evidência científica em relação a esta questão, parece-me intuitivo uma vez que as partículas que contêm o vírus não estão confinadas apenas ao que se inala do espirro de alguém.
De resto, a evidência [sobre a eficácia destas medidas simples] não é pior do que aquela que temos sobre a efectividade do Tamiflu!
Não acham que seria adequada a divulgação de conselhos simples, quer para os médicos, quer para os não-médicos, de medidas praticáveis que as pessoas podem aplicar? Não seria isso também uma boa medida para o medo que se sente em certos sectores?»
(...)
08 novembro 2005
Livros mágicos
07 novembro 2005
Bono e o Karma

(...)
« - É um conceito chocante a ideia de que o Deus criador do Universo poderia andar à procura de companhia, de uma relação verdadeira com pessoas, mas o que verdadeiramente me mantém de joelhos é a diferença entre a Graça e o Karma.»
«-E o que vem a ser isso?
-No centro de todas as religiões está a noção de Karma. Estás a ver? Aquilo que fazes retorna para ti: olho por olho, dente por dente? Ou, se quiseres, nas leis da física, cada acção desencadeia uma reacção, igual ou oposta. Entretanto surge esta ideia chamada a Graça que acaba com tudo isto... Se quiseres, o amor interrompe as consequencias das tuas acções, o que no meu caso realmente é uma boa notícia porque fiz muitos disparates.
-Que disparates?-Essa é uma questão entre mim e Deus. Mas digo-te que teria sérios problemas se o meu juiz fosse o tal Karma. Não estou a fugir dos erros que cometi, simplesmente acolho-me à Graça. Refugio-me em Jesus que carregou com os meus pecados sobre a Cruz porque sei quem sou e, portanto, não espero depender da minha própria religiosidade.
-O Filho de Deus que lava os pecados do mundo ... Gostava muito de poder acreditar nisso (comenta Assayas).
-O sentido da morte de Cristo é que Cristo assumiu todos os pecados do mundo, de forma que aquilo que fazemos não regressa contra nós de ricochete. A nossa natureza pecadora já não acarreta a morte de modo inevitável: não são as nossas boas obras o que nos abre as portas do Céu.-Não se pode negar que essa é uma ideia grandiosa. Uma esperança assim é maravilhosa, mas está perto da loucura na minha opinião (diz Assayas). Cristo tem certamente o seu lugar entre os grandes homens, pensadores do mundo, mas ... Filho de Deus... não é excessivamente difícil de crer?
-Repara que isso foi sempre, mais ou menos, o que responderam os laicistas à história de Cristo... "Era um grande profeta, um tipo muito interessante, disse umas coisas com conteúdo tal como outros profetas desde Isaías a Maomé, Buda ou Confúcio".
Mas a realidade é que é o próprio Cristo que te desautoriza nisto, não consegues safar-te assim. Ele diz: não, Eu não digo que sou um Mestre, não me chameis Mestre. Não estou a dizer que sou um profeta. Digo: "sou o Messias". Digo: "Eu sou o Deus Encarnado". De modo que ficas nesta situação: ou Cristo era quem dizia ser, ou era completamente chalado. A ideia de que o curso da civilização de metade do planeta mudou, deu uma reviravolta total, por causa de um chalado... Para mim isso é que é difícil de crer.» (...)
Um azar nunca vem só

04 novembro 2005
"O imenso falhanço" (Paris "laico" séc. XXI)
Público, 4 Nov. 2005, Editorial (José Manuel Fernandes)O imenso falhanço da "integração" reside exactamente nestes tipo de equívocos, nesta total confusão de valores. Se se aceita e justifica os que vivem desafiando a lei, acaba-se no caos. E se não se promovem os valores da tolerância e do trabalho, acaba-se na segregação.» (...)
Se não entendem a figura que escolhi, precisam de ler o editorial todo ;-)
03 novembro 2005
Infantário Portugal (só para adultos)

Á falta dos infantes de outrora, de espada na mão, o país vai vivendo de infantilismos. Razão tem o Eng. Bernardo Motta no seu olhar sobre o "dia do halloween"...
18 outubro 2005
alteridade(s)

Não é uma abordagem tão profunda como a do Tim ou do josé, mas são os meus cinco cêntimos... Os meus tamancos não dão para maiores alturas.
11 outubro 2005
SA´s , EPE´s, Portugal séc. XXI (Sempre a acelerar!)

Do Público (Cartas ao Director) :
Sou um dador benévolo de sangue (diplomado e medalhado) e fui informado que estaria isento do pagamento de taxas nos hospitais. Um familiar meu necessitou de ser internado e ser sujeito a uma cirurgia no Hospital de Santa Maria. Na altura do internamento foi informado que teria que pagar a referida taxa. Sendo também dador referiu o facto, mas informaram-no que teria que pagar na mesma, pois para estar isento teria que ter um documento de isenção passado pelo respectivo centro de saúde, etc. Não se entende como é necessária toda esta burocracia, quando deveria bastar a apresentação do cartão de dador passado pelo Instituto Português de Sangue e eventualmente confirmar a identidade com o BI. É inacreditável que uma instituição do Sistema Nacional de Saúde não reconheça a documentação de outra do mesmo sistema, tendo que se sobrecarregar este sistema com esta burocracia, fazendo perder tempo a funcionários e aos cidadãos. (...)»
É o mesmo país do post anterior: a saúde é um dos pretextos mais usados para nos manterem em completa indigência mental. E viv'ó choque tecnológico!
05 outubro 2005
Implantação da República


Claro que a escola é "inclusiva", e não discrimina ninguém...
Em compensação nos bares de alterne não se pede atestado, nem vacinas, a ninguém.
A escola é realmente um local perigoso, a ser abordado com todas as cautelas.
Viva a escola republicana, viva!



