
Há quem se dedique a estudar a "felicidade" (
happiness) dos países. Curioso trabalho que, logo à partida, pressupõe que os países (e não as pessoas, seja qual for o país ...) são felizes, e que é possível medir esta felicidade.
A nova lista, elaborada na
Universidade de Leicester, pretende corrigir algumas das disfunções dos critérios dos outros anos, que colocaram no topo países com economias frágeis, como a Venezuela, em detrimento de economias fortes, como o Reino Unido ou os EUA.
Assim o explica
Adrian White, professor nesta Universidade. A "felicidade" que ele estuda, e tenta quantificar, resulta de variáveis como a saúde, a educação, e a sensação de bem-estar: "No Ocidente, temos tendencia a sermos gente saudável, mas hiperpreocupada", o que estraga a estatística. Neste novo ranking tenta ultrapassar esta questão.
O novo
Mapa Mundial da Felicidade, resulta dos dados de cerca de uma centena de estudos, em todo o mundo, com elementos como a esperança de vida, calculadada pela OMS, e resultados de inquéritos nacionais sobre a satisfação.
Nesta tabela, Portugal aparece em
92ºlugar, e Cabo-Verde em
100º.Boas notícias para um grupo de estudantes universitárias que, neste Verão, decidiram ir para Cabo-Verde trabalhar em voluntariado... Afinal, é só uma questão de oito pontos ;-)
Fooooorça!
Um pouco mais sério (ou será menos?). Voluntariado? Em Cabo-Verde? Nas férias?Ainda há gente assim?
Pois há! Muitíssima. Garanto. Eu conheço! Talvez não apareçam nos ecrans, no horário nobre, nem tenham grande tempo para ver TV, nem dissertem sobre o multiculturalismo. Claro que isso lhes reduz imenso as possibilidades de serem colunáveis ...
Mas regressando à felicidade, sabiam que a pátria de Sören Kierkegaard, o precursor do existencialismo, autor do "Tratado do Desespero", é o país mais feliz do planeta?
É o que
dizem.
Pelos vistos a Dinamarca ficou no topo do Mapa Mundi da "felicidade". Têm uma esperança de vida de 80 anos, gostam do seu sistema de saúde (eu também "gosto" do meu, porque não tenho outro...) e disfrutam de um elevado índice de vida.
Mas há dinamarqueses que discordam. Um deles é o
jornalista dinamarquês
Benjamin Holst. Segundo ele, conforme disse ao jornal
Times, "na Europa estamos [a Dinamarca]
em segundo num outro ranking: o dos suicídios. Será que não aguentamos tanta felicidade e acabamos oor nos suicidar?"
O
jornalista do jornal
ABC que escreveu o artigo, termina comentando que, "aparentemente, Kierkegaard não é o único dinamarquês angustiado perante a condição do ser humano moderno.
"