Jornal de Negócios

26 janeiro 2007

Paris, séc XXI: Já chega!


No Domingo passado milhares de manifestantes desfilaram em Paris contra a prática continuada do aborto a pedido. Todos os anos esta manifestação se repete. Este ano o slogan era: "30 anos, já basta!", aludindo aos 30 anos da lei Veil.

Os manifestantes, cerca de 15.000 segundo os organizadores e entre os quais se contavam várias famílias com crianças, observaram cinco minutos de silêncio «em homenagem às crianças que não têm a oportunidade de viver».

Desfilando pelas ruas de Paris atrás de uma longa faixa onde se lia «Pelo respeito pela vida», vários manifestantes brandiram cartazes brancos com as inscrições: «salvemos os bebés por nascer», «não os matem» e «sem crianças não há reformas».

Paul Ginoux Defermont, membro do colectivo que organiza a manifestação, disse à Agência Lusa que «vários portugueses» participaram no protesto, entre os quais o presidente da Associação Mais Família, José Pedro Assunção, e a mulher.

11 janeiro 2007

Pois é ...

Joseph Ratzinger, a Igreja e o mundo
José Pacheco Pereira, Publico 11 Janeiro 2006
(...)
«Ao envolver a Igreja nesse debate em termos que podemos considerar, para além da fé, como fazendo parte da nossa linguagem civilizacional comum, Ratzinger dá uma contribuição intelectual, mesmo quando a faz como um testemunho de fé. E é exactamente porque é entendida como um testemunho da fé - alguns dos seus mais interessantes textos são análises do Credo - que nos comunicam alguma coisa, porque se fundam na convicção da Igreja como uma construção divina. Ao ajudar a dar solidez à "pedra" de Pedro, Ratzinger reforça também um dos nossos alicerces civilizacionais, porque essa "pedra" não sustenta apenas o Vaticano, nem a Cúria, nem a Igreja, mas também o nosso mundo.
Por tudo isto não nos são indiferentes as suas posições e polémicas sobre o papel da Igreja, porque também delas depende o modo como o corpo da Igreja, do Papa aos fiéis, entende a instituição de que faz parte e o corpo de "saberes" que transporta. Se colocarmos em confronto dois teólogos católicos de relevo no século XX, Ratzinger e Hans Kung, verificamos como as respostas que dão ao posicionamento da Igreja têm efeitos no "mundo" muito distintos. Se a Igreja Católica, em nome de um reforço do seu sucesso temporal se tornasse numa instituição multicultural e "inter-religiosa", com fronteiras indefinidas, como aconteceria se as propostas de Hans Kung e de outros teólogos "liberais" e anti-Papado fossem para a frente, rapidamente se dissolveria no "mundo" como mais uma entidade religiosa, sem centro e direcção e certamente sem magisterium reconhecido. Um dos aspectos que mais fragilizam o islão e mais o impedem de se modernizar é a ausência de vozes interpretativas autorizadas. Num certo sentido, e com excepção do xiismo, no islão não há nem Igreja, nem magisterium, e isso contribui para fixar uma interpretação literal do Alcorão, e das suas componentes jurídicas e societais, como a sharia, nos tempos medievais. A Igreja Católica foi capaz de manter um equilíbrio entre o que considera "revelação" e o "mundo" que lhe permitiu sobreviver como instituição global num mundo fortemente laicizado, porque tinha uma autoridade central que interpretava e uma hierarquia que levava a autoridade dessa interpretação aos fiéis.
Como laico, eu valorizo o magisterium da Igreja, mesmo quando dele discordo na sociedade e na política. Prefiro uma Igreja institucional e conservadora a mais um "movimento" com fronteiras indefinidas, mesmo que fundado numa fé genuína dos seus crentes. Penso que sem magisterium a Igreja verdadeiramente nunca seria capaz de mudar e que é pelo magisterium que muda. Um retorno à Igreja comunitária primitiva, a negação do papel do Papa e uma recusa da Igreja hierarquizada trariam ainda mais confusão e um maior deslaçamento da sociedade. A oposição de Ratzinger a estas teses e a Igreja que agora como Papa tem autoridade para ajudar a construir pode não chegar para evitar o velho fantasma que nos ronda as casas, o da "decadência do Ocidente", mas ajuda a esconjurá-lo.
Compreendo que dentro da Igreja, muita da resistência ao "século" pareça empobrecedora para os católicos - por exemplo, a recusa da ordenação das mulheres, ou as posições da Humanae Vitae sobre a contracepção - mas, para "fora", uma Igreja que mude só com solidez e prudência, que afirme um sistema de valores que comunica com outros valores sociais e os reforça é fundamental. Nos dias de hoje, os aspectos mais socialmente negativos das posições da Igreja (sobre moral sexual, por exemplo) parecem-me de todo circunstanciais e, a prazo, acabarão por mudar, mas é essencial que essa mudança se faça sem pôr em causa a autoridade da Igreja enquanto presença moral e espiritual. Pode parecer contraditório desejar ao mesmo tempo mudanças e prudência, mas não é.
Sem a Igreja cristã, seja a "apostólica romana", sejam as igrejas ortodoxas, luteranas, protestantes e a anglicana, o teor do debate "moral" na nossa sociedade seria certamente muito menor. Como tudo puxa para que ele seja pouco e tenda ainda a ser mais escasso, precisamos dessa face da nossa identidade, mesmo que para muitos essa seja uma identidade nostálgica e perdida. Perdida ou actual, ela está lá. Para o "mundo", faz mais falta uma Igreja sólida, lenta e prudente, ou seja conservadora, do que uma Igreja "progressista". Para "progressismo" e "politicamente correcto", já temos que chegue. Para além disso, marxistas e "progressistas" fazem muito melhor "progressismo" do que faz a Igreja. Este é também o sentido da obra teórica de Ratzinger

08 janeiro 2007

Treinador Fernando Santos: sou sempre pela vida!



«Ninguém quer penalizar as mulheres. O que defendemos é a vida e esta começa no momento da concepção. Fundamental é resolver a questão social subjacente ao crime.»

(A Bola, 2 Jan 2007)

03 janeiro 2007

Coisas velhas ...

(...)
«Há poucos meses, numa visita oficial, passei à porta de uma empresa que tinha um cartaz que dizia: "Determinamos o sexo do nascituro às oito semanas de gravidez"... aos dois meses, portanto. Fiquei a pensar no anúncio. A que propósito seria comercialmente interessante um exame para determinar o sexo do bebé às oito semanas de gravidez? Exame que, para mais, comporta riscos para a própria gravidez. (...)

«Desde o dia em que percebi que é tecnicamente possível determinar o sexo do filho que se vai ter às oito semanas, mais me questiono com a possibilidade de o aborto vir a ser livre, e feito nos hospitais simplesmente a pedido da mulher, até às dez semanas de gravidez, como pretende o PS com o seu referendo. Ora, a questão que se vai votar é essa mesma. Desde o dia em que vi aquele cartaz cujo folheto promocional conservei , não posso deixar de pensar nas pressões sobre uma mulher grávida, do segundo ou do terceiro filho, para que obtenha o almejado "casalinho", e aborte ou não consoante o resultado da análise...»

(...)

«Custa-me ver que, vinte anos depois, continuamos a falar do aborto e a legislar como se as alternativas fossem as mesmas. E, pior, que continuemos a fingir que o recurso a um aborto é uma coisa comum, banal e mesmo um direito. A verdade é que todo este fingimento nunca retirará de mulher alguma a dor do sentimento de culpa. Mulher nenhuma consegue interromper uma gravidez sem sentir, física e psicologicamente, que interrompeu o ciclo normal de uma vida, daquele que seria um seu filho.» (...)

(Zita Seabra, in Publico, 19-Set.-2006)

20 dezembro 2006

As novas feministas


















Eva Herman é uma figura conhecidíssima na Alemanha.

Pivot
do telejornal da ARD, bonita, independente, atingindo o topo da carreira aos 30 anos, foi uma espécie de ídolo para muitas mulheres que, como ela, queriam realizar-se profissionalmente.

Acaba de lançar um livro - O princípio de Eva, Por um novo feminismo - que lançou uma enorme polémica na Alemanha.

O que diz esta mulher de sucesso, ao fim de quatro casamentos, um filho e um lugar de topo nos media?

"Se pudesse voltar a começar, escolheria um marido com um emprego, e ficaria em casa até ter criado cinco filhos!"


O debate corre na Alemanha: um inquérito recente diz que 3/4 dos entrevistados considera esta atitude como ultrapassada. O paradoxo é que os seus livros são um best-seller. Quem será que os compra?

Ela mantém a sua posição: " Não é uma questão de regressarmos todas à cozinha."; "O que não quero é ser uma imitação do homem, para pior".




09 dezembro 2006

Os velhos erros e os mitos do "progresso"

O Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, falando na preparação dos 200 anos de abolição da escravatura, considerou-a uma oportunidade de afirmar "a escravatura, [como]profundamente vergonhosa " e de "exprimir uma profunda mágoa por tal ter sido possível, de tal poder ser possível, e de exprimir a alegria por vivermos actualmente em tempos melhores".

Isto de falar da escravatura como coisa do passado tem os seus riscos. É que, pouco tempo antes, o antigo porta-voz do Vaticano na ONU, e actual responsável pelas populações migrantes da Santa Sé, tinha denunciado que actualmente a escravatura assume proporções nunca vistas, sobretudo no que concerne às crianças-soldado, à exploração do trabalho infantil e ao tráfico de mulheres em redes de prostituição organizadas.

Antes de pregar direitos humanos aos outros, convém que a UE olhe por si mesma.

04 dezembro 2006

Aborto: um negócio americano comprado pela europa

É o que parece segundo

«O célebre relatório Kissinger e a política internacional maltusiana»

Mário Pinto

(No Público do dia 23 de Outubro, segunda-feira; sublinhado e links da minha autoria)

«1.No meu último artigo, interroguei-me acerca das razões pelas quais um crime tão repugnante como o aborto, condenado pela consciência da nossa cultura civilizacional desde há dois milénios, sem discordâncias a não ser por parte das grandes ideologias totalitárias do século XX (nazismo e comunismo), se tornou, de repente, e sem novas razões doutrinais nem científicas, como algo de, não apenas lícito, mas até pretendidamente direito fundamental da mulher (só da mulher), decorrente da propriedade do seu corpo.

2. E cheguei à conclusão de que haveria, sem dúvida, uma explicação na mudança de cultura e das mentalidades. Mas, visto que as mudanças culturais, mesmo no nosso tempo acelerado, são mais lentas do que tem sido a reviravolta (ou revolução) do aborto, procurei o concurso de algum factor catalisador. E achei que esse factor foi e é a política maltusiana do ocidente próspero e egoísta, relançada pelo célebre relatório Kissinger
(...)

03 novembro 2006

De morte em morte, até à solução final



Em 2000, a Holanda aprovou a despenalização da morte de doentes terminais adultos, desde que fossem capazes de decidir voluntariamente e de o solicitar por escrito.

Em 2002, a lei foi estendida às crianças maiores de 12 anos, por se entender que também seriam capazes de produzir um consentimento informado.

Em 2006 o Parlamento holandês está a discutir o alargamento da despenalização da eutanásia a doentes que não sejam capazes de exprimir consentimento, como os doentes mentais e as crianças recém-nascidas.

Há cerca de 1 mês, os tribunais holandeses declararam a legitimidade de formação de um partido que promove as relações sexuais com menores, com base em que a lei já os considera capazes de consentimento na questão da eutanásia.

Grão a grão ...

13 outubro 2006

Comissão Europeia avisa Portugal acerca da baixa natalidade



A Comissão Europeia fez mais um aviso sério sobre a insustentabilidade das finanças públicas de Portugal, caso este continue distraído relativamente à baixíssima taxa de natalidade.


Num país em que ter filhos é fortemente penalizado na fiscalidade, na educação, na habitação e, em breve, também na saúde, é duvidoso que o aviso surta efeito.

09 outubro 2006

bebedeira infantil

Pediatra holandês abre clínica para menores com problemas de alcoolismo

Na cidade de Delft, abre a primeira clínica dedicada a menores de 16 anos com problemas de alcoolismo. O objectivo é, não só o tratamento integrado, mas a investigação do aumento crescente do abuso do álcool entre os menores holandeses.

Em cada ano, na Holanda, são internadas entre 500 a mil crianças por alcoolismo. Nestes casos é frequente que menores de 11 anos tenham uma média de 1,7 g/ L de álcool no sangue. 60% são raparigas e, em dois terços dos casos, o álcool foi obtido em casa. Além disto, os internamentos tendem a repetir-se na mesma criança.

Existe entre os médicos uma grande preocupação pelos danos cerebrais a longo prazo, bem como pelas alterações comportamentais, como a violência, e os acidentes, que este consumo acarreta.

No reino Unido também existem problemas semelhantes

05 outubro 2006

O atestado (parte II)


Atendendo aos pedidos dos milhares de fãs do post inicial, sobre o assunto, incluindo os comentários menos elogiosos, (o insulto, como se sabe, é uma forma tímida de elogio, uma espécie de fóbico social disfarçado de penetra), aqui segue a saga, em dia muito apropriado:

«O atestado
José Manuel Silva *

Estranha e inesperadamente, o Governo decidiu que os funcionários públicos deixam de poder justificar as suas faltas por doença com um atestado médico, pois este meio de prova passará a ser insuficiente para garantir o pagamento do subsídio de doença substitutivo da retribuição perdida por motivo de doença.
O Governo desconfia dos atestados passados por outros médicos que não os do Serviço Nacional de Saúde?! Acha que são eles a causa do absentismo na função pública?! É um verdadeiro paradoxo; o sistema político que inventou atestados médicos para tudo e mais alguma coisa, agora, desconfia desses atestados. Vivemos num país esquizofrénico em que o atestado pode justificar tudo e que não aceita a palavra de honra de um cidadão para justificar uma simples gripe ou uma falta por motivo de força maior. Vivemos num país ridículo, em que para dar um mergulho de lazer numa piscina é necessário um atestado médico (o que não faz qualquer sentido!) e em que só falta um dos nossos espertos políticos lembrar-se de tornar obrigatórios atestados médicos para ir à praia tomar banho! Vivemos num país louco, em que já chegaram a ser exigidos atestados médicos para familiares visitarem a campa dos defuntos! Vivemos num país absurdo, em que os doentes com doenças congénitas todos os anos têm de apresentar prova da sua deficiência, como se fosse possível apagar administrativamente uma doença congénita! Etc., etc!
Com esta iniciativa legislativa, o Governo vai atirar com 700 mil funcionários públicos para os centros de saúde, que já estão a rebentar pelas costuras com o actual nível de solicitações, e aumentar a sobrecarga de trabalho clínico e burocrático dos médicos de família. Vai esticar ainda mais o lençol, destapando ainda mais os pés do sistema. Os utentes habituais dos centros de saúde também vão sofrer as consequências, pois vai aumentar a concorrência na procura dos médicos de família, agravando as disfuncionalidades já existentes.
Naturalmente, e visto que é uma imposição burocrática legal, nenhum médico de família recusará a passagem da competente declaração de incapacidade temporária a um utente que apresente um atestado passado por um colega, já que essa eventual recusa até poderia dar origem a uma queixa para a Ordem dos Médicos. Por outro lado, o médico de família, que não é um escrivão de outrem, pode, zelosa e eticamente, entender solicitar exames complementares de diagnóstico, eventualmente redundantes, pois não conhece convenientemente o doente, e marcar nova consulta de avaliação (aumentando os gastos respectivos e o tempo de "baixa").
Na verdade, qualquer médico deve passar um atestado ou uma "baixa" apenas na sequência de um acto médico criterioso e é livre de entender se a situação clínica justifica ou não o referido documento. Não havendo concordância por parte do médico de família, o que é perfeitamente legítimo, até porque a observação é feita numa fase posterior à do primeiro colega, podem levantar-se situações complexas de conflitos potencialmente graves e escusável litigância.
Ademais, eticamente é incompreensível e inaceitável que um médico possa observar e medicar um doente mas não possa atestar validamente essa mesma doença! Se o argumento aduzido pelo Governo é equiparar as regras dos funcionários públicos às vigentes para o regime geral, porque não faz exactamente o inverso?
Lamentavelmente, o Governo nem se apercebe de que não resolve nada com esta medida (a não ser que a agenda oculta seja a de acabar progressivamente com a ADSE...) e que corre sérios riscos de incrementar o absentismo e complicar a burocracia. Quantos dias terá o utente de tentar o acesso ao médico de família para conseguir a tal declaração?! Quantos dias o funcionário público irá passar no centro de saúde até obter o milagroso papelinho da "baixa"? Claro que esses dias terão de ser incluídos na "baixa", pois não são da responsabilidade do doente.
Para além disso, o médico de família, como nem conhece bem o caso clínico do doente (nem tem essa obrigação, pois não o observou na fase aguda da doença), poderá ser tentado a passar desde logo a "baixa" standard, que é de 12 dias. Assim, sem grande dificuldade, o Governo corre o risco de transformar ausências que seriam de dois ou três dias em "baixas" de 12 dias! Mas ninguém explicou isto ao primeiro-ministro?
Então o Governo não sabe como resolver o problema do absentismo da função pública (que não sei se é muito ou pouco) e dos atestados alegadamente menos verdadeiros? Mesmo sem me terem perguntado nada, permitam-me uma sugestão:
1.º - Acabe-se com os atestados e demais impressos para justificar ausências de curta duração por motivo de doença;
2.º - Obrigue-se o doente a comunicar (pessoalmente ou por interposta pessoa) a justificação da ausência logo no período correspondente às primeiras horas de falta ao trabalho. De preferência por meio que possa constituir prova, como o e-mail, fax ou outro;
3.º - Transforme-se em justificação para não ressarcimento económico da falta o não cumprimento da alínea anterior, a não ser que se apresente relatório comprovativa do total impedimento dessa comunicação;
4.º - Crie-se legislação e organização que permitam ao Estado e instituições públicas desencadear de imediato mecanismos de verificação de doença (aleatória, dirigida ou sistematicamente), recorrendo a médicos avençados ou com outro tipo de metodologias contratuais;
5.º - A reincidência em falsas justificações de doença deverá constituir justificação legal suficiente para despedimento com justa causa.
É tempo de os cidadãos serem responsabilizados pelos seus actos e de retirar de cima dos médicos a enorme pressão para a passagem de atestados médicos.
É tempo de se estimular a cultura do cumprimento do dever e não a cultura do desenrasca. Quem é tratado como irresponsável tem tendência a comportar-se como tal.
É tempo de o Estado deixar de tentar corrigir alegadas deficiências com erros ainda mais graves.
É tempo de dignificar o papel do atestado médico.
É tempo de sermos um país civilizado.»

* Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos


02 outubro 2006

uhururu na kazi


Em queniano, quer dizer "liberdade e trabalho": uma ideia que empurrou este país para a independencia.

É também a história de uma europeia, irlandesa, Olga Marlin, que resolveu fazer uma coisa pouco sensata: ir para o Quénia trabalhar.

Foi responsável, juntamente com outras "loucas", pelo início de uma escola de secretariado em que se apostava na promoção das mulheres. Foi "apenas" a primeira escola multirracial da África de Leste ...

Contado em
To Africa with a Dream,
traduzido em espanhol pela Rialp, "Un Sueño en Africa".