No Público de 16 Jan 2009.
16 janeiro 2009
15 janeiro 2009
Noticias recentes da Arabia Saudita
Abdelaziz al Sheij responde aos que questionam os casamentos com menores de idade que estão enganados, que a proibição desta prática seria "uma injustiça para com a mulher".
Esta fetua foi emitida para coincidir com uma campanha lançada por ONG's árabes que pedem a promulgação de uma lei que proíba os casamentos com menores.
banco de celulas de cordão umbilical já existia?
O Publico noticia que o «Banco de células do cordão umbilical anunciado ontem está instalado há dois anos»«O banco de recolha de células de cordão umbilical que irá arrancar este ano, tal como foi ontem anunciado no Parlamento pelo primeiro-ministro José Sócrates, está instalado há dois anos no Centro de Histocompatibilidade do Norte, a entidade que também faz a recolha de medula óssea a nível nacional. As máquinas necessárias para a recolha e conservação custaram meio milhão de euros. E até já se fizeram recolhas. Mas todo o sistema está desligado à espera do Governo.» (...)
"se eles se sentirem ofendidos"
erny, pretendia retratar os 27 países da União. No caso da Bulgária, é representada por um sanitário "à caçador", devidamente enfeitado com luzes que piscam ...Suponho que não será preciso pedir desculpas: quem é que não gostaria de ver o seu país representado como uma retrete? Só esse malandros dos intolerantes, dogmáticos e retrógrados, que não percebem nada de arte.
10 janeiro 2009
A eliminação do gene que nunca existiu

Esta noticia é muito curiosa porque deixa na sombra as questões básicas:
1 - o bebé não está livre do cancro, está livre do gene. Poderá vir a ter cancro da mama, ou outro qualquer, relacionado com qualquer outro tipo das outras centenas de genes. A menos que queiram eliminar os genes todos, mas então não sobra bebé ...
2 - o bebé não nasceu LIVRE do gene - NUNCA o teve. Por isso foi-lhe permitido nascer, ao contrário dos seus irmãos que - por terem o dito gene - foram para o balde do lixo ou para o congelador. A "selecção" genética é isto mesmo, tanto neste caso, como nos outros em que se faz "diagnóstico precoce", "diagnóstico pré-implantação", ou "diagnóstico pré-natal".
3 - Este gene já é detectável há bastante tempo. A sua identificação faz-se, por exemplo, nos Institutos Portugueses de Oncologia (IPO) portugueses.
O que acontece é que é feio "seleccionar" seres humanos adultos (a lei chamar-lhe-ia homicídio ...), de modo que aqui "seleccionam-se" seres humanos pequeninos, que mal se vêem. Longe da vista, longe do coração: a questão talvez seja ética (é seguramente), mas é sobretudo científica. Não se diz a verdade para não prejudicar o negócio das empresas de procriação assistida e similares, mais os seus accionistas.
Madoff, volta, estás perdoado.
08 janeiro 2009
Verdade inconveniente
De igual modo, quando os palestinianos se matam entre si, por exemplo quando o Hamas chacinou os membros da Fatah, o facto é ignorado. Se Israel - ou seja, o país do nosso mundo - não é passível de
ser responsabilizado então mal existem notícias e muito menos indignação. Donde também nunca ouvirmos falar da situação dos palestinianos no Líbano e no Egipto ou das medidas tomadas pela Jordânia para controlar os movimentos que os representam.» (...)(Artigo de opinião de Helena Matos, no Público)
Não gostei nada de ler este artigo de opinião. O problema é que é muito realista!
06 janeiro 2009
piercing, só com aquecimento ...

Os adornos metálicos que são usados como piercing no nariz, noas sobrancelhas ou na boca podem ser perigosos a temperaturas muito baixas e podem provocar lesões por congelamento.
"O metal cola na pele. Por este motivo não se deve retirar este tipo de adorno no frio", declarou o porta voz da Techniker Krankenkasse (TK), por ocasião da onda de frio que castiga a Alemanha.
A retirada pode dar lugar a queimaduras por congelamento em locais sensíveis como nariz, olhos ou boca, informou a TK, que realizou um estudo sobre o problema do piercing e suas conseqüências para a saúde.
Nas partes do corpo expostas directamente ao frio, o metal do piercing arrefece o tecido circundante, e estrangula a circulação sanguínea.
Portanto, se usarem um parafuso no nariz, acrescentem-lhe um painel solar.
Obama e o Médio-Oriente

Versão integral aqui.
(..)
«Familiarizei-me com a história de Israel quando tinha 11 anos de idade. Conheci o longo caminho percorrido pelo povo Judeu, e a sua firme determinação em preservar a sua identidade através da fé, da família e da cultura. Ano após ano, século após século, os Judeus mantiveram as suas tradições, e o seu sonho de uma pátria, contra todas as dificuldades.»
(...)
«Também aprendi o horror do Holocausto, e a terrível urgência que isso colocou no regresso de Israel à sua Terra. (...) O meu avô lutou na II Guerra Mundial, tal como o meu tio-avô. (...) Meses depois de ter regressado da Alemanha, mantinha-se calado, sozinho com as suas dolorosas memórias. O meu avô tinha feito parte da 89ª Divisão de Infantaria, os primeiros a entrar num campo de concentração nazi. Libertaram Ohrduf, e parte de Buchenwald em Abril de 1945. Os horrores desse campo ultrapassam a imaginação.»
(...)
«Actualmente o Hamas controla Gaza. O Hezbollah estrangula o sul do Líbano e exerce o seu poder em Beirute. Por causa da guerra no Iraque, o Irão - que foi sempre uma ameaça maior para Israel do que o Iraque - está mais forte, e será o maior desafio estratégico da próxima geração, quer para os Estados Unidos, quer para Israel, no Médio-Oriente. O Iraque é instável e a al Qaeda tem aumentado o seu recrutamento. Os esforços de Israel em torno da paz com os seus vizinhos estão parados, apesar das suas sólidas diligências. A América está mais isolada do que nunca na região, o que reduz a sua força e debilita a segurança de Israel.
A questão agora é como andar para a frente. Há aqueles que querem continuar, e intensificar, esta situação de fracasso, ignorando os últimos oito anos de evidencia acumulada sobre a falencia da nossa política externa. Há também os que querem descarregar todos os problemas do Médio-Oriente às portas de Israel e dos seus aliados, como se o conflito Israelo-Palestino fosse a raiz de todos os problemas da zona. São estes que apontam o dedo à única democracia da região, pelo extremismo reinante nos outros países. Querem oferecer a falsa promessa de que abandonar um aliado estável seria o caminho para o reforço do poder.
Não é, nunca foi, nunca será.
A nossa aliança baseia-se em interesses partilhados. Os que ameaçam Israel, ameaçam os Estados Unidos. Israel sempre os enfrentou frontalmente. E eu levarei para a Casa Branca um compromisso inquebrantável em relação à segurança de Israel.» (...)
05 janeiro 2009
"o fantasma de Keynes"

(...)
«a economia não deve ser encarada do ponto de vista moral. Na década de 30, havia duas visões ideológicas opostas: a austríaca e a socialista. Os austríacos Ludwig von Mises e Friedrich von Hayek defendiam que era necessário eliminar os excessos da década de 20. Os socialistas defendiam que o socialismo devia pura e simplesmente substituir o capitalismo falhado.
Estas visões tinham as suas raízes em religiões laicas concorrentes: a primeira na ideia de que a procura do bem-estar individual garantia uma ordem económica estável; a segunda, na ideia de que tal motivação apenas poderia conduzir a exploração, instabilidade e crise.
O génio de Keynes – tipicamente inglês – foi insistir em que devíamos abordar um sistema económico não do ponto de vista moral mas como um desafio técnico. Queria preservar, tanto quanto possível, a liberdade, mas reconhecia que o Estado mínimo era inaceitável numa sociedade democrática com uma economia urbana. Desejava preservar uma economia de mercado, mas não acreditava que o “laisser faire” fosse a melhor opção para o melhor de todos os mundos possíveis.
Esse mesmo debate moralista está hoje de regresso. Os “liquidacionistas” contemporâneos insistem em que um colapso levaria ao renascimento de uma economia purificada. Os seus opositores de esquerda argumentam que a era dos mercados acabou. E até eu próprio desejo ver castigados os alquimistas financeiros que defenderam que um endividamento cada vez maior pode transformar, na economia, o chumbo em ouro.
No entanto, Keynes teria insistido que tais abordagens são absurdas. Os mercados não são nem infalíveis nem dispensáveis. São, de facto, as fundações de uma economia produtiva e da liberdade individual. Mas também podem perder o rumo e têm de ser cuidadosamente geridos» (...)
(...)«Tal como na década de 30, também temos de fazer uma escolha: lidar com estes desafios de uma forma cooperativa e pragmática ou deixar que os impedimentos ideológicos e o egoísmo nos condicionem.
O objectivo também é claro: preservar uma economia mundial aberta e pelos menos razoavelmente estável que proporcione oportunidades à maior parte possível da humanidade. Nos últimos anos, fizemos um trabalho incompreensivelmente mau. Temos de fazer melhor. E podemos fazê-lo, desde que abordemos a tarefa com um espírito de humildade e pragmatismo, despidos de impedimentos ideológicos.» (...)
02 janeiro 2009
Quem tem ouvidos ...
(...)«Quis uma vez mais, na esteira dos meus predecessores, considerar atentamente o fenómeno complexo da globalização, para valorizar a sua relação com a pobreza em larga escala. Frente a pragas tão difundidas como a a doenças pandémicas, a pobreza das crianças e a crise alimentar, devo denunciar, mais uma vez, a inaceitável corrida ao armamento. Por um lado, celebra-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos, e por outro aumentam-se os gastos militares, violando a própria Carta das Nações Unidas» (...)

(...) «não se pode combater eficazmente a miseria, sem fazer aquilo que escrevr S. Paulo aos habitantes de Corinto, isto é, se não se tentar "fazer igualdade", reduzindo o desnível entre quem desperdiça o supérfluo, e quem não tem sequer o necessário. Isto comporta escolhas de justiça e sobriedade, escolhas obrigatórias pela exigência de administrar sabiamente os limitados recursos da Terra.» (...)
(...) «da pequena, mas fervorosa, paróquia de Gaza, colocamos aos pés de Maria as nossas preocupações pelo presente e os temores pelo futuro, mas também a fundada esperança de que, com a sábia e previsora contribuição de todos, não será impossível escutar, sair ao encontro mútuo, e dar respostas concretas à aspiração a viver em paz, em segurança, em dignidade» (...)
(Bento XVI, Dia Mundial da Paz 2009)
28 dezembro 2008
pontual, como os incêndios
Mas afinal a gripe não é uma doença que não tem tratamento nem cura? E os únicos anti-víricos conhecidos (de eficácia tão limitada que não compensa geralmente usá-los) nem sequer são comparticipados (cerca de 25 € um "tratamento" de cinco dias, sem garantia de resultado ...)?
Claro que o Sr. Director Geral da Saúde apela a que o povo não vá à Urgencia, o que é lógico, visto ser tecnicamente inútil, mas esteve tão caladinho quando o nosso Primeiro Ministro foi à urgência do Hospital de Sto António, com uma " sindrome gripal" e ainda deu uma entrevista à saída. Pois é, mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo, diz o povo.
O mesmo povo que agora atulha as urgências.
23 dezembro 2008
O Natal não tem por que ser "mole" - Feliz Natal!
O filósofo não se referia a nenhuma época em especial. A arrogancia do poder, face à fraqueza da sabedoria, é de todas as épocas e lugares. Mas há momentos históricos em que esta realidade se torna mais visível.

O problema não é que se digam mentiras. É que se vive na mentira. A mentira recebe certificado de normalidade, instala-se na cultura dominante, e fica dona de todas as alavancas sociais, ridicularizando facilmente qualquer atitude a favor da evidência.
Um dos níveis extremos desta embriaguês é a negação da evidência, precedida geralmente de insultos ao clero e às instituições com autoridade.
A minha minoria social, geralmente formada por leitores dos jornais já com uma certa idade, fica boquiaberta quando descobre que a esquerda radical não admite que na história se faça menção da repressão contra os católicos em geral, ou contra os sacerdotes, bispos e religiosas, em particular.
Mas se todos sabem que foram milhares, liquidados de um dia para outro. Para quê negá-lo? Nem sequer é para estranhar muito. A novela de Vasili Grossman, Vida e Destino, traz recentemente à memória os milhões de vítimas da revolução bolchevique e do comunismo soviético.
Não é só o período de Estaline. Começa com Lenine e continua com os sucessores do estalinismo. O terror só acaba com a queda do Muro, em 1989. E ainda se prolonga por alguns anos depois, no bloco oriental. E continua actualmente na China, em outros países asiáticos, sem esquecer Cuba.
Hoje, com a esquerda radical intelectualmente liquidada nos países desenvolvidos, continua a brilhar - pela ausência - a autocrítica dos comunistas, e dos marxistas em geral.
Recordo vagamente que a universidade espanhola dos anos sessenta, setenta e oitenta estava povoada de revolucionários da esquerda. Mas não vi, nem ouvi, nenhum deles, pronunciar as palavras mágicas:«enganei-me».
Pelos vistos nem sequer cumprem o prescrito pelo seu manual de instruções. Pelo contrário, insultam todos aqueles que alertaram a tempo (sem serem escutados) contra as barbaridades desumanas dos fascistas e totalitários das várias linhagens.
Até se pode ler nalguns manuais de Educação Cívica que os comunistas foram minorias perseguidas. Aqui não foram, pelo menos recentemente.
Na universidade franquista os estudantes maltratados eram sobretudo social-democratas e cristão-democratas porque - assim o escutei da boca de uma dessas autoridades iluminadas - eram os mais perigosos para o regime de Franco.
O ponto mais forte, e fascinante, da esquerda foi sempre o seu clamor pela defesa dos humilhados deste mundo, dos pobres e dos marginalizados. Mas já nem disso se ouve falar.
Os progressistas assumiram as políticas neo-liberais e participam com entusiasmo na procissão do consumismo. Desprezam aqueles que tentam ajudar os emigrantes, os doentes incuráveis e os miseráveis, ao ponto de insultarem a Madre Teresa e João Paulo II, com mostras e exposições blasfemas, pagas com o dinheiro de todos.
Criticam Bento XVI por qualquer pormenor irrelevante, mas passam por alto as suas palavras duríssimas contra o capitalismo ("Jesus de Nazaré"), contra a globalização e a fome de milhões de crianças, o abandono a que estão votados os deserdados da economia.
Só ele se atreveu a dizer, não há muito tempo, que uma economia baseada apenas no principio do lucro é inumana. Mas se calhar é isto que não se perdoa à Igreja Católica: que continue na linha da frente, na defesa dos não nascidos, a favor da família, e não dos seus sucedâneos, contra a manipulação ideológica do ensino.
Os cristãos sabem que aquilo que o permissivismo moral permite é o domínio dos mais débeis, pelos mais fortes. Mas dizer isto, aqui e agora, é perigoso.
Mas não é possível ficar calado, mesmo sendo acusado de pessimista, romântico ou saudoso de outros tempos. Não me parece que algum tempo passado fosse melhor. Pelo menos não o foi na Espanha autoritária e classista.
Ainda bem que a têmpera de um país não é feita pela vontade da sua burocracia política, nem pela avidez da sua tecno-estructura económica. Mas sim pelos cidadãos, com palavras corajosas e actuações livres.»(Alejandro Llano, Professor Universitário de Filosofia, in a esquerda e o Cristianismo, mal traduzido por mim. Escrevendo a propósito de Espanha, obviamente ...)
19 dezembro 2008
Um rapaz de titânio
Criou um blog, aos 13 anos de idade, para se manter comunicável com os seus amigos e colegas, enquanto conta - como se fosse uma piada - a aventura dos tratamentos ao tumor da perna (osteosarcoma).
«Sou um homem biónico», comenta a propósito da prótese de titânio que substitui o joelho extirpado.«A partir de agora podeis chamar-me Paulo Titânio».
Quando o Paulo não pode escrever, é o pai que mantém o blog actualizado. O pai chama à luta do Paulo "o grande prémio da montanha". Na escola o blog é visto em tempo real, com uma webcam, que permite que o Paulo e os colegas conversem.
«Não vos preocupeis. Estou a curar-me, graças à quimio e à equipa médica.»
As mulheres que se cuidem
«A proporção de partos por cesariana voltou a aumentar em 2007, reforçando a tendência observada ao longo dos últimos anos.
Apesar das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das metas traçadas no Plano Nacional de Saúde (PNS), o número de partos por acto cirúrgico não pára de crescer e representa agora mais de um terço (35,3 por cento) do total de nascimentos em Portugal.
É o segundo país da UE com maior taxa de cesarianas, de acordo com o relatório do projecto Euro-Peristat.» (...)
No entanto o relatório salienta que, entre outras causas, isto também se deve ao «facto de as mulheres pedirem cesarianas». Ou seja, para estes sábios a "opção da mulher" só é válida se ela quiser abortar o filho?