A sra. Ministra da Saúde anunciou a criação de (mais) um orgão consultivo, para identificar "situações de risco". Depois destes anos todos de avisos acerca do desastre demográfico em que estamos, aguarda-se que a Comissão-uma-mais-uma, também proponha medidas de combate para "defender, proteger e promover a saúde" durante o Inverno Demográfico para o qual nos empurraram (e continuam a empurrar).É que o assunto já é velho e está bastante anunciado.
O que não faltam são diagnósticos. Mas as decisões, tardam
«Mortes ultrapassam os nascimentos» (Expresso, 23 de Setembro de 2008)
(...) «Para os demógrafos e demais especialistas, a informação não é nova.
A notícia era esperada desde 1983, quando, na senda de uma descida reiterada do índice de fecundidade da mulher portuguesa, este caiu abaixo dos 2,1 - o número de filhos que assegura a substituição das gerações.» (...)
A ONU já tinha chamado a atenção para o problema em 2000.
A Comissão Europeia, emitiu um sério relatório, com avisos aos estados-membros, em 2005.
A OCDE manifestou a sua preocupação pela discriminação fiscal negativa que, em Portugal, se pratica sobre os casais com filhos.
Até o Ministro das Finanças reconheceu que em Portugal se penalizam os casais com filhos.
De facto continuamos a obedecer àquilo a que o (insuspeito) Prof. Mário Pinto chamou "o imperialismo americano": "Nos últimos anos da Administração Nixon, primeiros anos setenta, foi elaborado um estudo do Departamento de Estado que identificou o crescimento da população mundial como "um assunto da máxima importância» para os Estados Unidos, porque esse crescimento nos países em vias de desenvolvimento punha em perigo designadamente o acesso aos minerais e a outras matérias primas indispensáveis, constituindo uma ameaça à segurança económica e política. Qual era a solução? O controlo da população. Esse estudo deu origem a um célebre memorando de Kissinger".
Este Relatório (intitulado National Security Study Memorandum 200 , abreviadamente NSSM 200) diz, entre outras pérolas, o seguinte:
"Os EUA podem ajudar a diminuir as acusações de motivação imperialista por trás do seu apoio aos programas [de controle] populacionais declarando reiteradamente que tal apoio vem da preocupação que os EUA têm com:
a) o direito de cada casal escolher com liberdade e responsabilidade o número e o espaçamento de seus filhos e o direito de eles terem informações, educações e meios para realizar isso;
e b) o desenvolvimento social e económico fundamental dos países pobres nos quais o rápido crescimento populacional é uma das causas e consequência da pobreza generalizada".( Página 115)
(...)
"A grande necessidade é convencer as massas da população que é para o seu benefício individual e nacional ter, em média, só três ou então só dois filhos" (Página 158)
(...)
"Certos factos sobre o aborto precisam ser entendidos: - nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto"(Página 182). (...)
Assim chegámos à situação actual: O Inverno Demográfico. (documentário)
Não basta encher a boca com "as famílias", a saúde das famílias e a ajuda às famílias. Se nem sequer conseguem ter uma política fiscal decente para pagar o leite e os sapatos às crianças, falam de "família" a propósito de quê? Do folclore?
(...) «Para os demógrafos e demais especialistas, a informação não é nova.
A ONU já tinha chamado a atenção para o problema em 2000.
A Comissão Europeia, emitiu um sério relatório, com avisos aos estados-membros, em 2005.
A OCDE manifestou a sua preocupação pela discriminação fiscal negativa que, em Portugal, se pratica sobre os casais com filhos.
Até o Ministro das Finanças reconheceu que em Portugal se penalizam os casais com filhos.
De facto continuamos a obedecer àquilo a que o (insuspeito) Prof. Mário Pinto chamou "o imperialismo americano": "Nos últimos anos da Administração Nixon, primeiros anos setenta, foi elaborado um estudo do Departamento de Estado que identificou o crescimento da população mundial como "um assunto da máxima importância» para os Estados Unidos, porque esse crescimento nos países em vias de desenvolvimento punha em perigo designadamente o acesso aos minerais e a outras matérias primas indispensáveis, constituindo uma ameaça à segurança económica e política. Qual era a solução? O controlo da população. Esse estudo deu origem a um célebre memorando de Kissinger".
Este Relatório (intitulado National Security Study Memorandum 200 , abreviadamente NSSM 200) diz, entre outras pérolas, o seguinte:
"Os EUA podem ajudar a diminuir as acusações de motivação imperialista por trás do seu apoio aos programas [de controle] populacionais declarando reiteradamente que tal apoio vem da preocupação que os EUA têm com:
a) o direito de cada casal escolher com liberdade e responsabilidade o número e o espaçamento de seus filhos e o direito de eles terem informações, educações e meios para realizar isso;
e b) o desenvolvimento social e económico fundamental dos países pobres nos quais o rápido crescimento populacional é uma das causas e consequência da pobreza generalizada".( Página 115)
(...)
"A grande necessidade é convencer as massas da população que é para o seu benefício individual e nacional ter, em média, só três ou então só dois filhos" (Página 158)
(...)
"Certos factos sobre o aborto precisam ser entendidos: - nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto"(Página 182). (...)
Assim chegámos à situação actual: O Inverno Demográfico. (documentário)
Não basta encher a boca com "as famílias", a saúde das famílias e a ajuda às famílias. Se nem sequer conseguem ter uma política fiscal decente para pagar o leite e os sapatos às crianças, falam de "família" a propósito de quê? Do folclore?











