... continuação da adaptação do artigo do Prof. Francisco Contreras, Catedrático de Filosofia do Direito, Universidade de Sevilha.(...) A aceitabilidade de quaisquer relações sexuais é a pedra angular, o dogma intocável deste supostamente novo progressismo.
A par disto, a chamada "idade de consentimento" para relações sexuais, isto é o limite que a lei estabelece entre menores e adultos, tende a baixar progressivamente. Em Espanha, por exemplo, é de 13 anos, desde 1995, na Holanda, as propostas são para que desça até aos 11 anos.
(Não é por acaso que a Europa se enfrenta com um problema crescente de pornografia infantil.)
O "mundo feliz" pansexualista desta esquerda, é a sua nova utopia. "Uma utopia no sentido próprio do termo porque se baseia na ideia de que os seres humanos podem encontrar a felicidade na realização dos seus impulsos sexuais, sem limite de nenhum tipo (biológico, social, moral) e sem qualquer responsabilidade na procriação. (...) Uma utopia velha, dos anos 60, mas que continua intolerantemente protegida de qualquer crítica, embora não tenha cumprido nenhuma das suas promessas. (Rocella, E., Scaraffia, L.).
Actualmente, para esta esquerda "sessentaeoitista" todas as reivindicações políticas se relacionam com liberdade sexual. Isto vê-se bem no caso do aborto: não é casualidade que o movimento pro-aborto tenha crescido nos anos 70, na esteira dos movimentos de liberalismo sexual dos anos 60.
Uma sociedade em pleno liberalismo sexual precisa do aborto livre, como rede de segurança para as - inevitáveis - falhas da contracepção.«Atendendo à probabilidade de falência contraceptiva, um mundo sem aborto é um mundo em que as pessoas ou praticam uma auto-regulação sexual, ou arriscam verem as suas vidas dramaticamente alteradas pelas responsabilidades ligadas a uma "criança indesejada". Esta situação é inaceitável, do ponto de vista liberacionista.» (George, R.P., "Religious Values and Politics")
Leyre Pajín, secretaria do Partido Socialista Espanhol (PSOE) diz claramente, em entrevista a um diário, que "a lei do aborto permitirá desfrutar da sexualidade de uma forma segura" (http://www.libertaddigital.com/sociedad/pajin-sobre-la-nueva-ley-del-aborto-permitira-disfrutar-de-la-sexualidad-de-forma-segura-1276359557/)
(continua ...)










