Dados numéricos, num blogue aqui ao lado:A curva que se pode ver na página 28 do dito estudo é ilustrativa: é uma curva em forma de montanha, com uma curva acentuada de crescimento que se nota a partir de 1960. Depois do "pico" de 1980, a curva desce acentuadamente, até 1995, ano em que atinge os valores de 1950.
(...) o comportamento desta curva, que sustenta todos aqueles que têm relacionado este fenómeno com a revolução sexual dos anos 60 e 70, bem como todos os que têm dito, em defesa da Igreja, que desde o final do século passado, a Santa Sé tomou as rédeas deste problema. Olhando para esta curva, característica dos EUA, se os números não mentem, algo aconteceu para esta queda acentuada no número de casos entre 1980 e 1995 (ver ainda o gráfico da página 35).
Ainda outro dado "incómodo". Segundo o mesmo relatório, 80,9% dos casos reportados nos EUA são abusos a rapazes. Para aqueles que juram a pés juntos que este escândalo não tem nada a ver com homosexualidade, estes números frios merecem segunda reflexão...
Os números da Alemanha, outro país alvo da especulação em torno dos padres pedófilos, reportam 210.000 casos de abusos de menores desde 1995. Os casos relacionados com padres ou religiosos da Igreja foram apenas 94 desse total. Falamos de 0,04%!
Os números da Irlanda são graves pelo fenómeno social em si, que envolve muita gente, não apenas padres, e não apenas membros da hierarquia da Igreja Católica. Primeiro, há que ver que o Relatório Ryan contém dados desde 1914. É importante saber o intervalo temporal dos dados recolhidos, para fazermos comparações justas em termos de números absolutos de sacerdotes e de casos de abusos!
No Relatório Ryan temos 1.090 casos de violência contra menores (sexual, física e psicológica). O total de elementos do clero envolvidos nestes casos é de 23 (0,02%). Muitos dos casos de abuso dizem respeito a pessoal auxiliar educativo (professores, contínuos, etc.).
Eu devo confessar que, no início de Março, quando começou esta palhaçada mediática, eu senti-me sinceramente chocado, porque os "media" faziam passar a imagem de um escândalo em larga escala, quer nos crimes sexuais, quer na ocultação. Passado um mês, penso que os "media" e os agentes anti-católicos forçaram demasiado a barra, e caem no descrédito. Foram várias as notícias desmentidas, e toda a campanha mediática tem pés de barro.
Os crimes, apesar de serem todos graves e horríveis, têm uma dimensão bem diferente da que nos querem vender. A montanha pariu um rato. Notícias como esta da Noruega, ainda por cima um país pouco religioso, e da parte que é religiosa, pouco católico, não ajudam a causa anti-católica. Antes pelo contrário: ajudam ao descrédito.
Esta campanha mediática começa a ser vista por aquilo que é: uma palhaçada imoral. Uma difamação em grande escala. Mas o mais grave não está na campanha em si, pois grande parte dela, como todas as campanhas, é movida pelo dinheiro. O que me parece particularmente grave, em tudo isto, é a sanha com que as notícias são lidas e difundidas. Há muita gente que reage indignada (mesmo que secretamente feliz) a estes escândalos, porque é uma oportunidade imperdível para manifestar um ódio profundo à Igreja Católica.
Os críticos da praxe dirão que estou a exagerar, e a fazer dos católicos as vítimas. Sejamos claros: há aqui dois tipos de vítimas: as dos abusos sexuais e as de difamação. Certamente que é um crime muitíssimo mais grave o de abuso sexual, quando comparado com o de difamação. Mas esta justa comparação não nos deve impedir a nós, católicos, de dizermos "basta!" a esta campanha infame.» (...)
É que o ódio anti-católico existe e é bem real. Basta ler, por exemplo, os recentes "posts" de um conhecido blogue nacional, onde pululam corifeus da tribo anti-católica, tribo essa que não tem dado descanso ao teclado nos últimos dias, certamente com um sorriso na cara (sorriso esse que a Internet, felizmente para eles, esconde com eficácia).
Toda esta gente sempre odiou a Igreja Católica. Não a odeiam por causa dos seus rituais, por causa da (treta) da suposta incompatibilidade da religião com a Ciência, não a odeiam por causa de certos erros históricos do passado da Igreja, não a odeiam por causa da sua dimensão à escala global, e não a odeiam por causa do seu imenso trabalho planetário de assistência social.» (...) (http://espectadores.blogspot.com; Bernardo Motta, Duarte Fragoso)










