
26 julho 2010
O estadão

21 julho 2010
a poluição também entope as artérias
Para além dos engarrafamentos nas estradas, o trânsito também contribui para entupir as artérias do corpo, por causa da poluição que provoca.Um estudo feito pelo Centro de Investigação em Epidemiologia Ambiental, de Barcelona, levou a Sociedad Española de Cardiologia e a Fundación Española del Corazón a advertir os cidadãos que o morar perto de uma estrada de grande circulação, leva a uma deterioração das artérias ao dobro da velocidade a que normalmente ocorreria.
Nas artérias carótidas (pescoço) das pessoas que foram observadas no estudo, a acumulação de gordura e o aumento de espessura foram maiores do que no grupo de controle (pessoas não expostas a poluição).
A advertência estende-se a todos os locais que tenham níveis de poluentes acima do recomendado pela OMS ( 25 a 30 mcg / m3).
vidas (pouco) gay
(...) « Segundo fonte policial, o arguido terá mantido um relacionamento amoroso com o jovem que terá abandonado a ligação homossexual para iniciar um relacionamento heterossexual. Num contexto de desolação amorosa, Francisco Leitão terá assassinado a jovem e, pouco depois colocou termo à vida do antigo companheiro, por alegadamente, este ter descoberto o crime. Em Março deste ano, terá feito nova vítima, num cenário semelhante. O alegado homicida terá mantido um outro relacionamento homossexual, mas também desta vez o companheiro acabou por finalizar a relação para iniciar uma outra com uma mulher, motivando a vingança» (...)
Em Espanha são as próprias organizações militantes dos grupos pro-homossexualidade que denunciam que existe violência em "32,2% deste tipo de relações", e que é preciso "acabar com o mito de que não existem maus-tratos nas relações homossexuais" (notícia Publico.es e Sevilla.com)
19 julho 2010
Cuba
Representantes da hierarquia da Igreja Católica em Cuba visitaram o dissidente Guilherme Fariñas, empenhado desde Fevereiro numa greve de fome exigindo a libertação de uma dezena de presos que, segundo diz, se encontram "gravemente doentes".(...)
«A Igreja cubana, comprometida na procura do bem comum, não estabelece um aliança com o governo - "a possibilidade de actuar na sociedade, de servir os homens e as mulheres que vivem no nosso país, não depende de um pacto social expresso ou tácito entre a Igreja e o Estado", assinalou o cardeal cubano -, mas faz um esforço profundo por diminuir as tensões e assume o papel de interlocutora eficiente.
(...)
A Igreja cubana, à qual o governo do presidente Raúl Castro pediu pela primeira vez mediação para apresentar uma oferta às Damas de Branco (esposas dos presos processados em Março de 1998, que aos Domingos costumam desfilar em grupo por uma vistos avenida da capital), aposta no diálogo. De facto foi esse um dos tópicos dominantes na X Semana Social Católica recentemente concluída, na qual académicos residentes no pais e outros emigrados, assim como leigos da várias dioceses cubanas, acordaram em que demograficamente, os grupo pró-diálogo na margem norte do estreito da Florida vão ganhando terreno. Cedem as raivas antigas.» (Álvaro Rojas, em aceprensa)
17 julho 2010
Casa na duna
16 julho 2010
afinal o sexo não vende
A notícia deu pé a inúmeros comentários e explicações. Os media publicaram o motivo da recusa: McDonough é católico, com firmes convicções religiosas, tem mulher e três crianças pequenas. Por isso se nega a interpretar este tipo de cenas.
Nos meios digitais - mais propícios a estes debates - milhares de internautas apoiaram massivamente a decisão do actor. A julgar pelos comentários feitos à notícia, positivos na sua esmagadora maioria, deduz-se que a coerência continua a ser um valor em alta.

São em maioria as pessoas que louvam a decisão de McDonough e elogiam o facto de ter sido capaz de perder um milhão de dólares (foi o que deixou de receber) por actuar em consciência e por respeito à mulher e à família. (...)
Quando perguntaram recentemente ao espanhol Patxi Amezcua por que é que no seu filme 25 kilates havia pouco sexo e poucos palavrões, comentou que «não era preciso dizer "filho da puta" para que se note que o personagem está zangado ... E a maior parte das vezes o sexo confunde».
Quanto ao espectador, quererá o espectador médio ver sexo no grande ecrã? A julgar pelos resultados de bilheteira parece que não. Entre os 10 filmes mais vistos em 2009 só um - A Ressaca - tem conteúdos sexuais.
Em resumo, toda esta história revela que uma das frases cunhadas no mercado do cinema - o sexo vende - não é no fundo verdadeira e que o sexo nos ecrãs tem mais inconvenientes que vantagens. Faz perder dinheiro aos produtores e distribuidores, rotula os actores, incomoda o espectador, não ajuda a criatividade dos realizadores e não convence os críticos.» (...) citado por aceprensa.
15 julho 2010
A austeridade vista no Reino Unido
Artigo de Joanna Bogle (tradução portuguesa de aceprensa)(...) «o Governo [inglês] tem vindo a gastar dinheiro dos contribuintes que, na verdade, não tem, para várias coisas de que, na realidade, não precisa.
Atrevo-me a afirmar que o Governo não vai efectuar cortes na despesa pública relativamente aos projectos mais absurdos e desnecessários, mas - oh - quem me dera que os fizesse... Será que precisamos de posters - como os que estão afixados na minha zona - a incentivar mais lésbicas a adoptar crianças? Será que precisávamos de um programa que incentivasse mais crianças a comprar contraceptivos em noites de festa? E quanto aos donativos a grupos excêntricos que promovem várias formas de actividade sexual fora do casamento heterossexual? Nada disto foi útil. A taxa de gravidez na adolescência tem vindo a aumentar à medida que mais e mais jovens têm vindo a adquirir contraceptivos - da mesma forma, as doenças sexualmente transmissíveis duplicaram, triplicaram e quadriplicaram (especialmente entre os adolescentes mais jovens), de modo que a expressão "epidemia" é a mais comumente usada entre os médicos acerca deste problema.
Seria de esperar que, numa altura de constrangimento financeiro, fosse aberta uma via de discussão sobre tais assuntos, mas mais vale esperar sentado. É verdade que o primeiro-ministro, David Cameron, tornou bem claro o seu compromisso para com o casamento e a vida familiar e que os seus discursos ecoaram imediatamente ao chegarem a Downing Street, reafirmando palavras como "responsabilidade" e "compromisso". O vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, também falou recentemente sobre a importância de proteger as crianças e de garantir uma boa infância para a próxima geração. Os dois homens têm filhos e casamentos felizes - no caso de Cameron, é esperado um bebé para o final deste ano e foi extremamente encantador verificar que a primeira coisa que fez ao chegar a Downing Street foi sair do carro e dirigir-se para o lado do passageiro para abrir a porta à esposa. É um autêntico cavalheiro e os seus modos são naturais e genuínos.
Mas (e é um grande "mas") será que o Sr. Cameron estabelece mentalmente a ligação - ditada pelo senso comum - entre a necessidade de disciplina e de restrição dos gastos públicos e a importância da coesão social? Será que ele já percebeu que, se se aproximam tempos difíceis, vai ser crucial ter famílias fortes e unidas? Será que ele acha que os jovens que se reunem nas ruas e nos centros comerciais das nossas cidades nestas quentes noites de Verão a beber e a vomitar e a gritar vão ser capazes de, a seu tempo, gerir um lar com um orçamento apertado, de alimentar os filhos com refeições nutritivas preparadas em casa e de partilhar passatempos familiares e interesses numa atmosfera alegre e aprazível? » (...)
«As aptidões são aprendidas em família e perpetuadas através da cultura familiar numa sociedade em que tais relações são prezadas e valorizadas. Os casamentos estáveis e seguros ensinam coisas como gerir-se, perdoar, lidar com relações difíceis, olhar em frente, encontrar esperança e coragem nas pequenas coisas.» (...)
«a forma mais simples de promover aptidões socialmente úteis, de ajudar as pessoas a gerirem-se em tempos difíceis, de garantir que ninguém passa fome e de estimular a moral nacional passa por adoptar, através de todos os meios disponíveis, uma cultura de apoio aos casamentos heterossexuais, de respeito por estruturas familiares tradicionais e de sentido de auto-estima entre os jovens à medida que atingem a maioridade e pensam em seguir em frente.» (...)
12 julho 2010
emagrecer o Estado

No Jornal de Notícias, do dia 9 de Julho:
(...) «"Não podemos, quando reduzimos a despesa, cortar naquilo que é a essência da vida das pessoas e manter absolutamente incólume o aparelho do Estado", sublinhou na quinta feira Bagão Félix, ao considerar que se a crise atual constitui "uma dificuldade é também uma oportunidade".
Em declarações aos jornalistas, antes de uma conferência sobre solidariedade que marcou o arranque das festas do Espírito Santo de Ponta Delgada, o antigo ministro acrescentou que, funcionando como o "verdadeiro imposto", a despesa não é toda igual.
"Uma coisa é despesa social -- aquela que se faz com desempregados, com reformados, com os doentes - e outra é a despesa do aparelho do Estado, que, por vezes, tem institutos a mais, empresas públicas a mais, conselhos de administração excessivos, vícios de contratação", considerou Bagão Félix.
Além de insistir na necessidade da manifestação da solidariedade de um Estado que se deve "dar ao respeito", sendo "contido e austero", o ex-ministro alertou para a necessidade no cenário actual de um comportamento solidário "de baixo para cima e não de cima para baixo".» (...)
Zig-zag (aviso à navegação)
notícia: «Os hospitais estão a contratar médicos recém-especializados como prestadores de serviços, "apesar de existirem vagas para serem integrados no Sistema Nacional de Saúde (SNS)", acusa a Federação Nacional dos Médicos. Estarão nesta situação, garante o dirigen
te sindical Sérgio Esperança, "20% a 30%" dos médicos que terminaram o internato de especialidade desde Fevereiro» (...)notícia: «nos últimos anos o número de alunos nos cursos de Medicina foi dos que mais cresceu. Este ano serão admitidos 1661 estudantes, o que representa um aumento de 40% desde 2004, anunciou ontem o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior» (...)
notícia: (...) «A ministra da Saúde, Ana Jorge, admitiu à Lusa que "é muito difícil" que os mais de mil estudantes portugueses de medicina espalhados pela Europa possam completar o último ano do curso em Portugal» (...)
Tudo "lógico" ...
11 julho 2010
O PREC reciclado
(...) «o socialismo de Estado que nos rege precisa desesperadamente que a actividade privada pague os impostos indispensáveis quer à manutenção da mitologia do Estado providência, quer à prosperidade da oligarquia que faz negócios, gere e manda como se o Estado fosse coisa sua.
Neste PREC(*) contemporâneo a igualdade nos bens materiais não é assunto que mobilize as massas, até porque estas foram percebendo, à sua dolorosa custa, que quanto mais igualdade lhes prometem, mais pobres ficam. O homem novo pode ser pobre ou rico, tudo depende da sua relação com o Estado e não com o capital. O desígnio da igualdade transferiu-se do capital para o corpo (...)
«Portugal levou os últimos meses pendente desse enorme combate que foi o do fim da desigualdade dos homossexuais que não se podiam casar. Agora que se celebrou o extraordinário cômputo de 18 casamentos entre pares homossexuais já nos foi anunciado que vai ser atacada a enorme desigualdade que recai sobre os casais homossexuais ao não se lhes permitir que se altere a filiação das crianças de modo a que estas tenham dois pais ou duas mães.
Como boa parte deste nosso PREC actual é decalcado do espanhol, nomeadamente a governamentalização e controlo pelos partidos socialistas no poder em ambos os países das associações que dizem combater as desigualdades, não é muito difícil perceber o que aí vem: sob o lema da Diversidade Afectivo-Sexual a disciplina de Educação Sexual vai ser palco de inúmeras polémicas nas escolas sobre o modelo de família que se deve apresentar às crianças.
Como os tempos vão de crise não teremos por enquanto cursos de masturbação para adolescentes como aconteceu em Espanha, por sinal numa das zonas mais pobres daquele país e em que o desemprego entre os jovens atinge os valores estratosféricos de 44 por cento. Mas teremos certamente uma enorme atenção às pessoas transgénero que agora se descobriu que devem poder mudar de género por via administrativa.
Nada disto se traduz em mais direitos ou mais respeito para com estas pessoas, pela mesma razão por que também não acabámos um país rico em 1975: o que se pretende não é melhorar a vida das pessoas. É sim servir-se delas (...)»
(texto integral no Povo)
(*) Processo Revolucionário Em Curso
10 julho 2010
consentimento informado
«O governo de Valência acordou ontem que imagens do feto serão mostradas às mulheres que tomem a decisão de abortar.Informar-se-á a mulher da “transcendência ética da decisão de abortar” com “informação visual” sobre o processo de interrupção da gravidez.
Qualquer formato gráfico como ecografias a três dimensões vai poder acompanhar um relatório escrito sobre “as consequências médicas, psicológicas e sociais” do aborto, confirmou à Agência Efe Paula Sánchez, porta-voz do governo valenciano.
Ao mesmo tempo, será criada uma Unidade para resolver os problemas provocados pela nova lei, como por exemplo a possibilidade de menores de 16 anos decidirem abortar e apenas um dos progenitores dar o consentimento.» (notícia no i)
06 julho 2010
liberdade mirrada
A que se soma a apatia generalizada dos cidadãos. Agora tudo parece justificado pela crise, impostos retroactivos, impostos sem autorização parlamentar, espionagem bancária, etc., etc., mas na verd
ade começou quando o fisco e a ASAE se tornaram armas do Primeiro-ministro para mostrar um show de determinação que se revelou pouco mais do que o autoritarismo da asneira e o vigor da amoralidade.Cada dia, há menos liberdade e a história mostra que, em tempos como estes, essa falta de liberdade, meia abusiva, meia consentida, está para lavar e durar.» (...) JPP, no Abrupto
05 julho 2010
"os bancos convencionais, vão atrás dos mais ricos, nós vamos atrás dos mais pobres"

Conferência de Muhammad Yunus, no campus da Universidade de Barcelona, no Programa de Educação Contínua do IESE. "As pessoas perguntam-me qual foi o factor essencial na criação deste banco, e a resposta é que não sei nada sobre banca e, se soubesse, teria seguido as regras habituais".
Yunus fundou o Banco Grammeen no Bangladesh dando um grande desenvolvimento ao conceito de micro-crédito e micro-financiamento.
"Fiz o oposto ao que habitualmente se faz, e deu resultado. Os bancos convencionais correm atrás dos clientes mais ricos, nós corremos atrás dos clientes mais pobres. Os mais pobres são o nosso ponto de partida, as pessoas que não têm nada."
Acrescentou ainda que o mundo dos negócios está organizado de modo errado, por se ter focado inteiramente no lucro, e não na resolução dos problemas.
Sublinhou que a crise actual não é só financeira, mas ambiental e social. Todos querem correr em direcção à solução, disse, mas era melhor parar para consertar o sistema. "Os economistas construíram todo um sistema baseado na teoria do egoísmo, mas os seres humanos também são altruístas. Porque é que não se pode criar um negócio na base do altruísmo, em que tudo é para os outros e nada para mim?"
M. Yunus fundou 40 empresas dedicadas a resolver problemas como a malnutrição, a falta de telecomunicações ou a escassez de pessoal de enfermagem, e não tem qualquer quota em nenhuma delas.
O Grameen Bank, que ele fundou em 1976, empresta actualmente a 8 milhões de clientes no Bangladesh, dos quais 97% são mulheres. Todos os fundos são constituídos por dinheiro do banco, ou seja, o banco aceita depósitos e empresta dinheiro.
Abriu sucursais em Nova Iorque, no meio de cepticismo generalizado que dizia que as pessoas fugiriam com o dinheiro. Mas, segundo ele, 99% dos empréstrimos são pagos. Este banco é a única opção para milhões de americanos pobres que nem sequer podem abrir uma conta num banco normal e que são presa fácil de especuladores. O Reino Unido também está na mesma linha. (Notícia original aqui. )
Só falta multar as grávidas

Segundo noticia o Público, a empresa pública dos aeroportos de Portugal (ANA) não paga o subsídio de assiduidade às mães trabalhadoras que amamentam. Ou seja, depois de uma geração de esforços para conseguir que as mães voltem a amamentar os seus filhos, depois de planos e programas do Ministério da Saúde, em Hospitais e Centros de Saúde, pagos pelo contribuinte, destinados a incentivar a amamentação materna, agora faz-se exactamente o oposto.
Fica a dúvida se os que se oponham ao aborto livre, com o argumento de que isso apenas favorecia os patrões, não terão afinal razão ...
Ainda por cima num país que tem mais óbitos do que nascimentos.
As boas notícias é que a China rondará os 1400 milhões de pessoas, dentro em breve, portanto podemos ir aprendendo a comer com pauzinhos: é o futuro.
