Jornal de Negócios

27 fevereiro 2011

Rebeldias pouco rebeldes

(...) «Não há nenhum atavismo que impeça os países árabes muçulmanos de serem democracias plenas, mas existem enormes dificuldades de ordem social, cultural e religiosa que não podem ser ignoradas pelo bem-avontadismo multicultural ocidental, que é o pano de fundo de muitas das maiores asneiras desta narrativa comunicacional.

Uma delas, e talvez a maior de todas, é a da condição feminina. Pode parecer estranho que comece por aqui, mas a história mostra que em todas as genuínas tentativas de modernização quer autocráticas (como a do Xá do Irão) ou a de Atatürk, ou protodemocráticas, vindas de movimentos de opinião laicos, nacionalistas ou influenciados por eventos internacionais (por exemplo, a influência considerável da Revolução Francesa no império otomano e no Egipto), a condição da mulher foi o ponto limite, que barrou qualquer desenvolvimento e motivou o retrocesso de movimentos reformistas. A situação da mulher como património dos homens, tanto do pai, dos irmãos, como do marido, e a sua real submissão a um mundo masculino, torna impossível uma democracia, porque, mesmo que muitas feministas o esqueçam em nome da multiculturalidade, não há democracia sem igualdade entre homens e mulheres.» (...)

23 fevereiro 2011

financiamento da saúde

Um tema pouco falado, a necessitar de ampla discussão de todos os cidadãos.

Aqui, um texto do actual Director-Coordenador de Financiamento e Contratualização da ACSS: 

(...) « entre o ano 2000 e 2008, verificamos que todos os Países da OCDE viram a despesa em saúde crescer a um ritmo superior ao seu crescimento económico.

   Em alguns Países, como Portugal, o recente abrandamento ou recessão económica, com a descida do PIB e o crescimento da despesa em saúde, implicou um crescimento da despesa em saúde como parte do PIB.

   Face a este crescimento acentuado da despesa, nas duas últimas décadas, as políticas públicas no campo da saúde tiveram como objectivo a contenção de custos e a redefinição dos limites da prestação de cuidados de saúde. As reformas variam entre os diferentes países, mas todas reflectem uma cada vez maior percepção da realidade de mercado e necessidade de justificação das intervenções médicas com base na efectividade e eficiência, bem como a redefinição do papel dos serviços de saúde e da forma como os cuidados são prestados às populações.

(...)  a forma como oferecemos os serviços de saúde ao cidadão. Ou seja, importa discutir para além do financiamento, do pagamento, e da propriedade dos prestadores. Até porque, a forma de organização da prestação pode-nos elucidar sobre os caminhos a seguir nestas matérias.

   Comummente, têm sido propostos três pilares para a redefinição da prestação de cuidados com vista à melhoria da sua efectividade:

Planeamento de cuidados e gestão da doença crónica na comunidade;
Racionalização e especialização nos cuidados agudos;
Melhoria da experiência do cidadão pela gestão mais efectiva dos cuidados.
   
Esta alteração à prestação de cuidados apenas é conseguida através de alavancas, nomeadamente:

mais informação clínica e melhor utilização das tecnologias;
recursos humanos mais flexíveis e eficientes;
reconfiguração dos cuidados agudos;
novos contratos (incentivos) à deshospitalização”, e alocação de recursos de base populacional.

   Neste último ponto, importa entender os diferentes efeitos das modalidades de pagamento, e promover o desenvolvimento da compra de cuidados de saúde qualificada e estratégica. (...)

14 fevereiro 2011

Weimar

JPP no Abrupto
 
(...) «o ar começa a ser o mesmo, mais moderno e tecnológico, mas o mesmo. Como nos anos de Weimar, os grandes partidos moderados estão muito fragilizados, PS e PSD alimentam-se cada vez mais das suas oligarquias internas e menos da influência pública. "Eles são todos iguais". Como nos anos de Weimar, a democracia e as suas instituições estão desgastadas e impotentes, a começar pelo Parlamento. Existe a percepção (e a realidade) que o país é mandado do exterior, seja por "agiotas", na versão do BE, seja pelos "mercados" na versão da direita. A crise económica e social não se revela nas notas de 1.000.000 de marcos, nem nos selos com sobrecargas sucessivas para resistir à inflação galopante, mas num euro cada vez mais forte para o cidadão comum.

A prostituição cresce nas páginas dos jornais e nos espíritos. A fome é muita, os bens são escassos, os empregos não abundam, e somos todos primos uns dos outros. O reino das cunhas mantém-se intacto. Cunhas, patrocinato, obediência, silêncios, respeitinho, "gestão de carreiras". Nos partidos políticos que têm lugares para oferecer, é a lei de ferro. As oligarquias partidárias e os grandes interesses estão demasiados habituados ao tráfico de influências e à corrupção, que arrastam atrás de si a imagem da gente honesta para a mesma lama. "Eles são todos uns ladrões".» (...)

iliteracia científica

Leio no semanário Sol, que "um inquérito" na Rússia revelou que cerca de um terço "acreditam" que o sol gira em torno da Terra. A notícia continua afirmando que esta sondagem dá destque às "superstições científicas" do povo russo.
Mas ... não existiu um senhor chamado Albert Einstein? Não é verdade que o movimento dos astros é RELATIVO?!

 Não me ensinaram que tanto gira a Terra à volta do Sol, como o contrário e que afirmar uma coisa, ou outra, é uma questão de referencial? Ou seja, depende onde o observador estiver colocado ...

Este inquérito (se existiu) é, ele próprio, uma boa amostra de iliteracia científica ..

07 fevereiro 2011

sexos há 2, "géneros", 5

No Público de sábado, 5 de Fevereiro, Pedro Vaz Patto:

(...) «O sexo representa a condição natural e biológica da diferença física entre homem e mulher. O género representa uma construção histórico-cultural. Há apenas dois sexos: o masculino e o feminino. Há cinco géneros (ou até mais, de acordo com outras versões): o heterossexual masculino e feminino, o homossexual masculino e feminino e o bissexual. 

O sexo é um facto empírico, real e objectivo que se nos impõe desde o nascimento. A identidade de género constrói-se através de escolhas psicológicas individuais, expectativas sociais e hábitos culturais, e independentemente dos dados naturais. Para estas teorias, o género assim concebido deve sobrepor-se ao sexo assim concebido. 

E como o género é uma construção social, este pode ser desconstruído e reconstruído. As gender theories sustentam a irrelevância da diferença sexual na construção da identidade de género e, por consequência, também a irrelevância dessa diferença na relações interpessoais, nas uniões conjugais e na constituição da família. 

Daqui surge a equiparação entre uniões heterossexuais e uniões homossexuais. Ao modelo da família heterossexual sucedem-se vários tipos de "família", tantos quantas as preferências individuais e para além de qualquer "modelo" de referência.» (...)

«Pretende-se impor esta ruptura desde cima, desde as instâncias do poder. Ela não surge espontaneamente da sociedade civil e da mentalidade corrente. 

Pretende-se transformar através da política e do direito essa mentalidade. E o que está em causa não é um aspecto secundário, mas referências culturais fundamentais relativas à relevância da dualidade sexual. 

Admitir que a Lei sirva propósitos destes, numa pretensa engenharia social, revela tendências mais próprias de um Estado totalitário do que de um Estado respeitador da autonomia da sociedade civil.» (Público, 5 de Fevereiro)

06 fevereiro 2011

Baixar salários pode ser uma má ideia?

Entrevista no i a Keith Wade (Schroeders´s) em Novembro de 2010:
(..) «A possibilidade de redução de salários é uma discussão que está a ser tida em Portugal. Essa estratégia não resulta?

Há o perigo de se entrar num ciclo vicioso. A competitividade que se ganha por reduzir os custos de produção pode não chegar suficientemente depressa para cobrir os resultados negativos. Pode-se cortar nos salários, mas a economia vai atingir um novo equilíbrio, muito fraco, com taxas de desemprego elevadas e sem voltar necessariamente ao pleno emprego. Esta era uma das teorias de Keynes. Algumas pessoas acham que o poder de reconquistar competitividade é tão forte que se esquecem da importância do consumo interno. O problema é que a economia global não está suficientemente forte, caso contrário levantaria toda a gente. Enfraquecer o consumo interno não resolve o problema e, se resolver, demora muito tempo. Pode demorar até cinco anos.


E não é garantido que funcione?
Não. Pode ajudar, mas numa altura de fraco crescimento é perigoso e pode criar problemas de desemprego estrutural e défice estrutural.


Os países periféricos acabarão por ter de sair do euro para resolver os seus problemas estruturais e afastar as pressões do mercado?
A questão é se estes resgates vão continuar com base em vontade política. Agora há um ponto de interrogação em relação à vontade da Alemanha de continuar a fazer estas transferências. E países como a Grécia e Portugal vão aceitar a perda de soberania de ver o seu orçamento controlado? Isto pode levar os países a abandonarem o euro.


Mas acha que na prática isso vai mesmo acontecer?
Pode muito bem acontecer. A ideia de aumentar a competitividade através da deflação é um caminho muito difícil e não estou convencido que resulte. No final de tudo isto, o povo português pode dizer: “Tivemos cinco anos de austeridade e ainda não controlamos o nosso orçamento, então para quê estar no euro?”


É possível ter dois euros? Um para o Norte e outro para o Sul?
É possível. Mas já não seria uma zona euro. Seriam precisos dois bancos centrais para duas moedas.


Mas a solução seria melhor para os periféricos do que voltar às suas moedas?
Não sei. De certa forma é a mesma coisa. Seria uma moeda fraca, cuja desvalorização poderia ajudar a competitividade. Seria complicado, porque seria necessário organizar toda uma estrutura institucional.


Acha que o euro vai acabar?
Não consigo responder a isso com sim ou não. Mas há uma forte probabilidade de a composição do euro ser diferente daqui a alguns anos.» (...)

Uma esquerda que defende a vida

Entrevista a Paola Binetti, do Partido Democrático (centro-esquerda) italiano:

(..) «- A experiência dos teodem é muito parecida com a dos Democrats for Life nos Estados Unidos: crentes que iniciaram um movimento em defesa da vida dentro de um partido de esquerda. A que corresponde a esta tendência?

Nestes momentos em que o Ocidente está amarrado a um bipolarismo simplista, é difícil encontrar um partido que represente todos os nossos valores. Por isso é tão importante que cada parlamentar, seja de que partido for, possa actuar em consciência. A Constituição italiana prevê que nenhum parlamentar seja submetido à disciplina de voto; com isso garante que cada um decida, em primeiro lugar, de acordo com a sua consciência, e depois segundo a posição concertada por todos os da coligação ou do partido a que pertence.

A verdadeira batalha em democracia está em defender a liberdade de consciência de cada deputado. Que todos possam decidir livremente o que, em consciência, crêem que é o melhor para o seu país. E que todos possam exprimir e promover os seus valores no seio do partido, e fora dele através de políticas transversais. Um país tem de ter a garantia de que cada deputado vota em consciência.

Este é o contexto em que nasceu o nosso grupo: queríamos defender a vida com absoluta clareza. Por isso insistimos na ideia de que há valores que não pertencem nem à direita nem à esquerda, mas sim à natureza humana e que se podem defender sem problemas num Estado laico.  

- Dá a impressão que esse "bipolarismo simplista" esquerda-direita, de que fala, tem muito peso no debate sobre o aborto.

Parece-me que o problema está mal formulado. A esquerda não se inclina para o aborto, mas sim para os direitos individuais. E aqui há uma deformação: é um erro colocar o debate sobre o aborto na perspectiva exclusiva do direito da mulher a decidir. Há outra parte implicada e, por isso, o debate deve colocar-se tendo em conta o direito à vida de todos. Como o filho é tão pequeno, a sociedade deve protegê-lo e conservar o seu direito à vida.

A esquerda enganou-se ao apresentar o aborto como um símbolo dos direitos humanos. Não podemos limitar-nos a defender o direito à vida do mais forte (a mulher), enquanto anulamos o do mais fraco (o filho).
 
 
Por este caminho, a esquerda acabará por se converter num movimento radical que nada tem a ver com os ideais de inclusão e protecção dos mais débeis.

Nestes momentos em que o Ocidente está amarrado a um bipolarismo simplista, é difícil encontrar um partido que represente todos os nossos valores. Por isso é tão importante que cada parlamentar, seja de que partido for, possa actuar em consciência. A Constituição italiana prevê que nenhum parlamentar seja submetido à disciplina de voto; com isso garante que cada um decida, em primeiro lugar, de acordo com a sua consciência, e depois segundo a posição concertada por todos os da coligação ou do partido a que pertence.

A verdadeira batalha em democracia está em defender a liberdade de consciência de cada deputado. Que todos possam decidir livremente o que, em consciência, crêem que é o melhor para o seu país. E que todos possam exprimir e promover os seus valores no seio do partido, e fora dele através de políticas transversais. Um país tem de ter a garantia de que cada deputado vota em consciência.

Este é o contexto em que nasceu o nosso grupo: queríamos defender a vida com absoluta clareza. Por isso insistimos na ideia de que há valores que não pertencem nem à direita nem à esquerda, mas sim à natureza humana e que se podem defender sem problemas num Estado laico.

- Dá a impressão que esse "bipolarismo simplista" esquerda-direita, de que fala, tem muito peso no debate sobre o aborto.

Parece-me que o problema está mal formulado. A esquerda não se inclina para o aborto, mas sim para os direitos individuais. E aqui há uma deformação: é um erro colocar o debate sobre o aborto na perspectiva exclusiva do direito da mulher a decidir. Há outra parte implicada e, por isso, o debate deve colocar-se tendo em conta o direito à vida de todos. Como o filho é tão pequeno, a sociedade deve protegê-lo e conservar o seu direito à vida.

A esquerda enganou-se ao apresentar o aborto como um símbolo dos direitos humanos. Não podemos limitar-nos a defender o direito à vida do mais forte (a mulher), enquanto anulamos o do mais fraco (o filho). Se se continua por este caminho, a esquerda acabará por se converter num movimento radical que não tem nada a ver com os ideais de inclusão, protecção do mais débil, luta contra a pobreza, promoção social... Esta contradição interna já está a passar a factura: não é por acaso que a esquerda perdeu eleições em toda a Europa.


- Amiúde diz-se que o debate sobre o aborto se trava nos parlamentos. Pelo contrário, a senhora propõe levá-lo para o terreno da cultura.

Na origem dos debates políticos sempre há uma ideia. Nestes momentos, a ideia que está a marcar grande parte da vida social é a concepção dos direitos individuais. Durante os últimos anos, tem-se exaltado tanto a autonomia individual que estamos prestes a transformar os desejos em direitos. É a lógica que leva a querer que se faça lei de tudo o que se deseja.

Esta ideia tem sido admitida noutros âmbitos como o direito, a economia, a política ou a ciência. É curioso: quando as pessoas simples vêem a mulher grávida em seguida reconhecem que aí há outra vida humana, a do filho. Pelo contrário, alguns cientistas envolvem-se em raciocínios retorcidos e introduzem a possibilidade de que essa vida não seja humana.

A essa distinção acrescentam outra perigosíssima: a diferença entre vida e "vida saudável". Enganam-se. O direito à vida não pode depender da saúde. Temos de aprender a defender a vida com capacidade técnica e científica, com solidariedade social e criativa.

- E que propõe para mudar essa concepção dos direitos?

É certo que durante muito tempo se desvalorizaram os direitos individuais. Mas agora caímos no extremo oposto. Devemos voltar a uma posição de maior equilíbrio, onde o direito individual se confronte sempre com a responsabilidade social.

Paradoxalmente, o homem que coloca os direitos individuais no centro da sua existência acaba mergulhado numa enorme solidão, em conflito permanente entre os seus direitos e os dos outros.

Nós propomos uma visão antropológica e social do homem como sujeito de relações. A autonomia é só uma parte da nossa vida; no princípio e fim dela, dependemos sempre do cuidado dos outros. O que nos faz humanos não é a autodeterminação, mas sim a capacidade de dar e receber. A vida é sempre relacional.» (publicado em aceprensa.pt)

Fazer

 


O problema da maior parte dos nossos políticos que enchem a boca com o discurso do "estado social" é que não sabem o que é prestar um serviço gratuitamente a quem está ao seu lado. Esta é talvez a maior diferença entre os políticos de agora, com grande dificuldade em aderir à realidade, e a primeira geração de políticos do pós 25 de Abril, como Ernâni Lopes, Sá Carneiro, Amaro da Costa ou António Guterres, com uma enorme sensibilidade social.

(...) «Dedicar livremente uma parte do nosso tempo a prestar um serviço, seja ele qual for, à comunidade é uma experiência fundamental para qualquer homem ou mulher.
O desafio que este ano propõe é para todos e devia ser mais do que um discurso para a classe política.
 
 
O voluntariado que fizeram, tal como o que fez Obama, dá aos homens políticos um outro olhar sobre a realidade, permite-lhes falar de coisas que as pessoas reconhecem e tomar medidas mais adequadas. Não é por acaso que nas sociedades mais Nas sociedades evoluídas o voluntariado é uma parte integrante do curriculum.
 
Seria uma aposta ganha se, este ano, em vez de discursos, a nossa classe política decidisse arregaçar as mangas e dedicar algum do seu tempo, gratuitamente, a ajudar quem mais precisa. Quem sabe não encontrariam mais facilmente resposta para a crise.» (Raquel Abecassis, na RR on-line 31-01-2011)

05 fevereiro 2011

+ verdades inconvenientes

«Governo português contra a defesa dos cristãos»
 
«Quando ouvimos notícias sobre atentados contra cristãos, sofremos e, muitas vezes, revoltamo-nos ao saber que foram mortos cobardemente por ódio à fé, enquanto rezavam, como aconteceu recentemente no Iraque e no Egipto.

Entre nós – no Ocidente - não há perseguição aberta nem martírios frequentes, mas muitos cristãos sofrem certa pressão e discriminação: ao nível da opinião pública, nos programas de ensino impostos pelo Governo, na legislação sobre saúde, sobre a família e a vida humana... Enfim, cada um de nós é capaz de enunciar já hoje um ou outro caso. 

Às claras, ou veladamente, a violência e intolerância contra os cristãos é sempre condenável. Claro! Foi o que também achou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália ao propor, esta semana, à UE, uma declaração conjunta para condenar a perseguição religiosa anti-cristã. 

A proposta italiana teve o apoio da grande maioria dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, mas foi bloqueada por cinco países: Portugal, Espanha, Luxemburgo, Irlanda e Chipre. E, por isso, não se chegou a acordo.
 
Ficamos, pois, a saber que o Governo de Portugal é líder na Europa contra a defesa dos cristãos.
(Aura Miguel, RR on-line 04-02-2011 09:45)

Preconceitos perigosos

«Bernard-Henri Lévy defendeu (...), no El Pais, que “os cristãos formam hoje, à escala planetária, a comunidade perseguida de forma mais violenta e na maior impunidade”.

Mais: “enquanto o anti-semitismo é considerado um crime e os preconceitos anti-árabes ou anti-ciganos são estigmatizados, a violente fobia anti-cristã que percorre o mundo não parece ter qualquer resposta”.

Curiosas palavras vindas de um não-cristão, interessantes considerações proferidas por quem, em tempos, ajudou a fundar o SOS-Racismo»

Em Lérida (Espanha), as autoridades não sabem o que fazer perante a polícia muçulmana que vigia o
 comportamento dos cidadãos espanhóis de confissão islâmica.

02 fevereiro 2011

Escolher entre a cura e a doença


«O prémio Nobel da Economia [Joseph Stiglitz] considera que as medidas de austeridade adoptadas por alguns países europeus são "excessivas" e "desastrosas" e vão provocar um forte abrandamento económico.

Joseph Stiglitz afirmou, numa conferência que está a decorrer hoje em Moscovo, que a Europa está a enfrentar a actual crise da dívida pública com políticas de austeridade "desastrosas".

O prémio Nobel da Economia considera que as medidas de austeridade adoptadas por alguns países europeus são "excessivas" e "desastrosas" e vão provocar um forte abrandamento económico.

Joseph Stiglitz afirmou, numa conferência que está a decorrer hoje em Moscovo, que a Europa está a enfrentar a actual crise da dívida pública com políticas de austeridade "desastrosas".
O economista defendeu que países como Reino Unido não precisam de medidas de austeridade tão "excessivas" como as que foram adoptadas. 

"Já estamos a assistir às consequências destas medidas de austeridade. A implicação mais óbvia é que o crescimento vai abrandar", afirmou Joseph Stiglitz. 

O economista não antecipa uma nova recessão económica mas garante que o crescimento económico vai ser mais lento. "As economias europeias vão ser afectadas pelos cortes públicos, que visam reduzir os défices orçamentais, e pela subida das taxas de juro", alertou o prémio Nobel. 

Além das medidas de austeridade, a Europa será ainda penalizada pelas pressões inflacionistas provocadas pela subida dos preços dos alimentos e das matérias-primas, acrescentou Joseph Stiglitz.» (...)

21 janeiro 2011

Ainda está no cinema


A ver. enquanto está ainda em exibição no Alvaláxia (Lisboa, ZonLusomundo) e   Braga Parque (Braga, ZonLusomundo).


Reservas por email ou sms
   Lisboa   amazing.emergenciasocial@gmail.com   917 728 789
   Braga   amazinggrace@infamilia.org                    966 842 650

Como a luta de um hpmem contra a tirania pode fazer a diferença!

19 janeiro 2011

Já pediu o numero fiscal do seu bebé?

No Economia & Finanças, esta informação útil:
(...) «o Ministério das Finanças deu indicações de que será obrigatório identificar com número de identificação fiscal (número de contribuinte) todos os dependentes incluídos num agregado familiar que apresente declaração de rendimentos, já em 2011. 
 
Deste modo, e uma vez que o calendário de entregada IRS 2011 se inicia em Março, é conveniente precaver a situação de modo a evitar filas de espera e outros incómodos. De futuro, todas as facturas relevantes para efeitos fiscais que digam  respeito a dependentes, ainda que menores de idade, deverão conter a respectiva identificação fiscal.

Em suma: todas as crianças, bebés incluídos,  terão de ter obrigatoriamente atribuído um número de contribuinte (NIF ou Número de Identificação Fiscal) para que possam constar como dependentes nas declarações fiscais dos respectivos país e/ou tutores.» (...)

18 janeiro 2011

Mais do mesmo (até quando?)

«As taxas cobradas em contrapartida pela prestação de serviços das administrações públicas estão a sofrer agravamentos brutais. É uma forma, menos visível do que os impostos, de deitar a mão a uma fatia cada mais elevada dos rendimentos dos contribuintes. E, tal como a inflação, é um expediente cego porque não distingue rendimentos baixos, médios ou elevados. Paga toda a gente por igual e sem alternativa.

O descalabro das finanças públicas é o motivo que explica a situação. Tem conduzido a sucessivos aumentos da carga fiscal sobre as famílias e as empresas. O problema é que o Estado deixou subir as suas despesas a um ritmo tão desenfreado que as receitas dos impostos nunca chegam para suportar tudo aquilo com que se comprometeu. Em desespero, o Governo descobriu, agora, outra fonte de rendimentos e parece que nada escapa à voracidade dos cofres públicos.

No levantamento das taxas que vão sofrer, ou já sofreram, agravamentos, e que o Negócios publica hoje, é fácil perceber que os mesmos serviços vão passar a custar muito mais para quem a eles tenha de recorrer. Há aumentos de preços que, em variação percentual, atingem quatro dígitos, uma prática que, no sector privado, certamente chamaria a atenção de reguladores e entidades de defesa do consumidor que não andassem a dormir. A questão é que os comportamentos que o Estado exige aos outros, dispensa-se a si próprio de observar, mantendo uma triste tradição portuguesa em que os serviços públicos não servem os cidadãos, são estes que os têm que servir, sem apelo, nem agravo. » (...) No Jornal de Negócios ...