Jornal de Negócios

04 abril 2011

Projecto "Cérebro Feliz"

O que acontece no cérebro quando nos rimos ...

Realidades

Silva Peneda, ao Diário Económico: 

(...) «O presidente do Conselho Económico e Social (CES) considerou hoje "erradas" as políticas de redução da procura interna da UE e do FMI.

"Não concordo com as políticas de redução da procura interna, que é receita da União Europeia (EU) e do Fundo Monetário Internacional (FMI)", já que "a pressão sobre o desemprego será enorme", afirmou Silva Peneda, na Conferência 'Novas Vestes da União Europeia?', na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

"A redução da procura interna será irresponsável", frisou.

Para o responsável a disciplina orçamental de cada Estado-membro tem de ser feita com alguns cuidados: "Sendo necessária uma forte disciplina orçamental, não pode ir ao ponto de impedir o crescimento económico", afirmou Silva Peneda, que se mostrou preocupado com a situação que vive Portugal mas também a União Europeia.

"O meu 'rating' passou de preocupado a desesperado", garantiu.

Para o responsável, a saída para a crise que o país atravessa passa pelo impulso à produção de bens e serviços transaccionáveis, o que deve mesmo passar pela concessão de benefícios. »(...)

Portáteis - cuidados preventivos

30 março 2011

Ainda a tempo

«Portugal vive a maior crise económica e social das últimas décadas. E não é verdade que na sua génese esteja essencialmente uma crise internacional perante a qual pouco ou nada podíamos fazer. Nas próximas semanas não é sequer certo que consigamos fugir ao pedido de ajuda internacional.
 
De qualquer modo, este é o momento para fazer exame de consciência colectivo com um forte propósito de emenda de vida. É inútil pensar que o faremos sozinhos ou uns contra os outros. Ou nos mobilizamos todos para uma acção comum, dispondo-nos a escutar e aprender até dos adversários ou, em democracia, talvez já não tenhamos uma segunda oportunidade. Os totalitarismos os populismos e os anarquismos espreitam. E todos eles proliferam com o caos. É mentira que 48 anos nos tenham vacinado.» (...)

«Na campanha eleitoral de 2009 à esquerda e à direita foram muitas as vozes independentes que chamaram a atenção para a necessidade de conter, enquanto ainda era tempo, o rolo compressor da dívida (pública e externa), alertando para a necessidade de pôr travão aos planos megalómanos dos grandes investimentos públicos devoradores do pouco crédito ainda disponível para a economia. Não as quisemos ouvir.» (...)

«A máquina de propaganda governamental conseguiu, com inegável sucesso e profissionalismo, fazer da mentira um sonho que o povo preferiu escutar como o canto da sereia em alternativa ao apelo à mudança de vida» (...)

«Acresce a perigosa crise social traduzida num disparo da taxa de desemprego para mais de 11 por cento fazendo que o balanço da promessa eleitoral de 2005 (criação de mais 150 mil postos de trabalho) se tenha traduzido numa fatídica criação de mais 180 mil novos desempregados. E cresceu também, de forma exponencial, a precariedade do emprego. Hoje 55 por cento do emprego abaixo dos 24 anos é precário.» (...)

«Nos últimos dias , como Mário Soares no DN, Maria João Rodrigues, no i , e João Carlos Espada no Público (a quem roubei a ideia inicial deste texto) foram muitas as vozes a apelar ao bom senso e à VERDADE, e a uma cidadania activa e não resignada, vale a pena por uma vez ouvi-las. Se não for agora não nos poderemos queixar de já não ir a tempo.» 
Graça Franco, na RR.

Pátio dos gentios

(...) «Fala-se muito em manifestações, mas a mais poderosa que vi, nos últimos anos, em Lisboa, foi quando esteve cá Bento XVI. Costumo dizer aos meus amigos católicos: “Se vocês estão em crise, deixem-se estar em crise… Porque se isso é a vossa crise – meio milhão de pessoas na baixa de Lisboa – eu não vos quero ver com força”» (Henrique Raposo, politólogo, no Pátio dos gentios)

28 março 2011

Abissus abissum

(...) «José Sócrates e o PS foram os grandes escavadores do abismo. Não fizeram outra coisa nos últimos seis anos, com ajuda de outros escavadores nos últimos quinze. 
O gigantesco buraco que escavaram ficou a olhar para cima com uma pantagruélica, incomensurável boca, na qual um dente de falso ouro, engana os que o olham de cima, atraídos pela luz escassa, que ilude o escuro das profundezas. Luz que parece prometedora, a luz do poder. T
ambém já foi dito: quando alguém olha para o abismo, o abismo olha também de volta. Invocat. Chama. E O PSD atirou-se, iludido pelo falso ouro, e pelas vozes. Duvido que alguém saiba muito bem o que está lá no fundo. » (...) (JPP, no Abrupto)

23 março 2011

Crescer ou desaparecer (mesmo a propósito)

Alfonso Aguiló, professor, artigo em Hacer Familia:

«W. Shakespeare escreveu que o único caminho para chegar à maturidade, é aprender a aguentar os golpes da vida.

Porque a verdade é que a vida, gostemos ou não, dá-nos sempre alguns golpes. Dá egoísmo, maldade, mentiras, faltas de reconhecimento; assistimos com assombro ao mistério da dor e da morte; verificamos os defeitos e limitações dos outros, e também os verificamos em nós, todos os dias..

Toda esta experiência, dolorosa, pode fazer-nos crescer e amadurecer, se o soubermos assumir. A chave da solução é saber aproveitar as pancadas para lucrar com o valor - oculto - que encerra tudo aquilo que nos contraria; conseguir que a nós nos melhore, aquilo que a outros provoca desalento e tristeza.

E porque será que aquilo que afunda algumas pessoas, faz outras crescer e amadurecer? Depende de como se recebem estes revezes. Quando não se consegue reflectir sobre eles, ou se reflecte sem senso, sem os abordar correctamente, não só se perde uma excelente ocasião para crescer, como até pode ter o efeito contrário.


A falta de auto-conhecimento ou de capacidade de reflexão, o vitimismo, a revolta inútil, tornam as pancadas da vida mais dolorosas e delas não retiramos nenhuma aprendizagem, apenas más experiências.


A experiência de vida é inútil, se não soubermos como aproveitá-la. Só a mera passagem do tempo não transforma ninguém em sábio.  (...)


Aprender a enfrentar a realidade pressupõe aprender que há coisas que nos frustram, desejos intensos que nunca se cumprirão, amigos que são desleais, tristezas que nos caiem em cima por causa dos nossos defeitos e limites, ou dos defeitos alheios.


Por mais que os outros nos ajudem, é a nós que cabe suportar a dor destas situações e produzir o esforço necessário para superar estas frustrações.


Uma típica manifestação de imaturidade é o desejo descompensado de ser admirado. A pessoa que tem como objectivo de vida receber demonstrações de apreço, que faz disso o centro, e a angústia, dos seus dias, torna-se num dependente psicológico, cada vez mais afastado do sentido real do afecto e da amizade.


(...) Saber encaixar as pancadas da vida não significa ser insensível. Tem a ver com a aprendizagem de saber não pedir à vida mais do que ela pode dar, de saber respeitar os outros, estimando aquilo que os torna diferentes de nós, em saber ceder, e ser paciente. Isto não significa ser conformista, ou abdicar das nossas convicções. (...) 
Simplesmente é preciso ter os pés na terra para entender quer tudo o que tem valor resulta de um esforço continuado, que demora tempo. Temos que ter paciência também connosco, porque senão nunca amadureceremos. 


Mas sobretudo é preciso desenvolver uma paciência muito especial para com com o atrito da realidade que nos cerca. Se queremos que à nossa volta as coisas melhorem, precisamos se suportar muitos contratempos, sem cair na amargura. É pela paciência que nos tornamos donos de nós próprios, que conseguimos permanecer serenos, porque temos visão de futuro e conseguimos manter a alegria no meio das tempestades.»

21 março 2011

Tecnoleitura

O armário

(...) «Louçã e companhia, na sua falta de gratidão e respeito pelo passado, gostariam de esconder os antigos combatentes, fechá-los num armário para que eles não apareçam, porque são a memória de um tempo iníquo. E dizem-se eles democratas e liberais. Não vejo onde.» (Pedro Lomba, no  Público, de 17 de Março)

18 março 2011

«Sair do socialismo com dor»


No Jornal de Negócios, Fernando Braga de Matos:

«este socialismo de ventre mole que não compete com o capitalismo de Estado da China, nem com a social democracia de mercados altamente competitivos, nem com o liberalismo americano»

(...) «Sabemos agora, de maneira extremamente penosa mas definitiva, que este modelo esclerótico não funciona e que já caminhava para a ruptura há 15 anos, como demonstrava o famoso gráfico de Medina Carreira, exibido vezes sem conta pelo ecrã de TV para todos verem o despudor: economia catatónica + despesa em crescimento anual de vários pontos percentuais = falência.

Para sair dolorosamente da nossa cruz, ouço falar de novos paradigmas salvadores, mas como já estão todos vistos ao longo da História do mundo, muito em particular nos últimos 200 anos, deve tratar-se de alguma religião nova, tipo Cientologia, trazida do espaço sideral por seres verdes, mas não necessariamente ecologistas.

Para mim, cidadão monótono e pouco dado à fantasia, basta-me a evidência empírica para assegurar que resulta o que resultou, falha o que falhou, arranja-se o que é susceptível de arranjo, e o resto são fantasias.


Querem saber quais são os nove países mais avançados do mundo, no Índice do Instituto Legatum (citado por Fareed Zacaria, na Time), o qual considera a riqueza material e a qualidade de vida? Noruega, Dinamarca, Finlândia, Austrália, Nova Zelândia, Suécia, Canadá, Holanda e Suíça , por esta ordem (1).

Em todos eles há mercados fortemente competitivos, intervenção mínima do Estado na economia, cheques-ensino, estímulo a sistemas mistos de saúde, sistemas de Segurança Social com base também na capitalização, a chamada flexisegurança, horrores a que aqui chamam neoliberalismo. (...)
(1) Os EUA são o 10º.

«Só as ditaduras se justificam pelo "conteúdo"» ...

«O eng. Sócrates comprometeu Portugal em Bruxelas com o PEC IV, sem comunicar coisa alguma ao Parlamento, ao Presidente da República, aos partidos da oposição e aos parceiros sociais.

Quando umas tantas pessoas protestaram, o eng. Sócrates respondeu, indignadamente, que o que lhe importava não era a "forma", era o "conteúdo" do que fizera.

Só em Portugal esta explicação poderia ter passado sem um escândalo maior, ou mesmo sem a demissão imediata do primeiro-ministro. (...) A democracia é "forma". Só as ditaduras se justificam pelo "conteúdo".» (...) Vasco Pulido Valente, no Público.


17 março 2011

"Portugal é o país da europa onde os homens se reformam mais tarde"

«Portugal é o país da Europa onde os homens se reformam mais tarde, aos 67 anos e dois anos depois da idade legal de reforma, segundo o relatório da OCDE 'Pensions at a Glance', hoje divulgado.

Para este cálculo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) utilizou a idade média de reforma efectiva entre 2004 e 2009 dos 30 países que integram a organização.» (...) No Sol.

14 março 2011