04 agosto 2011
Medicina regenerativa
03 agosto 2011
"2083 - Declaração de Independência Europeia"
(...) «Para algumas pessoas, a vastidão da Internet é letal. Para haver pensamento crítico, para se conseguir optimizar uma série de dados confusos acerca do funcionamento do mundo, é preciso ter uma personalidade madura. Breivik não tinha, e deixou-se absorver pela Internet, de tal maneira que a sua inteligência se foi dissolvendo, transformando-se num simples nódulo virtual.É no contexto da família que a maior parte das pessoas absorve uma visão do mundo coerente e ordenada. Breivik não teve família. O pai, Jens Breivik, saiu de casa quando ele tinha um ano e não conseguiu obter a custódia do filho; aquele casamento era, para ele, o segundo de três. A mãe também teve três parceiros conjugais, e Breivik tinha múltiplos meios-irmãos.
Quem ele realmente é, o que realmente sente, é um mistério. Mas há uma afirmação reveladora sobre as pessoas que se conformam com os valores noruegueses contemporâneos: «A maior parte das pessoas que vão por aí compreendem, a determinada altura, que a vida que levam é uma existência oca. E anseiam por algo melhor, mas encontram-se limitadas pelas "regras do jogo" propagadas por todos os elementos da sociedade. Ao chegar a essa altura, um homem tem 30-40 e não tem família, não tem filhos.»
Trata-se de um retrato que se aplica a Anders Behring Breivik.
Andar pela Internet permite-nos aceder a factos, mas não nos proporciona os valores. A moral e o auto-conhecimento não se aprendem no Google; só se aprendem nas relações com os outros. Numa altura em que as famílias estão a dissolver-se e em que muitas crianças não se relacionam com os pais, quantos Breiviks estarão a preparar-se para emergir um dia?» (Michael Cook, em aceprensa.pt)
01 agosto 2011
Assim não dá
As portagens das Scut, os espantosos contratos celebrados pelo Estado com os concessionários das Scut e os pórticos destruídos nas Scut. Os governadores civis, os maquinistas da CP, o Metro Sul do Tejo (com tanto milhão de prejuízo sairia mais barato oferecer um automóvel aos pouquíssimos utilizadores desse metro), os bairros sociais que em dois meses passam a problemáticos, o pessoal de cabina da TAP, os especialistas na acumulação do RSI com pensões, subsídios, abonos, apoios, complementos e bonificações.
Não quero mais fazer parte desse grupo que paga as hipotecas aos bancos e respectivas comissões mais as universidades onde estudam muitos daqueles que acham que o melhor será partir as montras dos bancos e, como não podia deixar de ser, ainda acaba a pagar também as montras partidas dos mesmos bancos.»
31 julho 2011
Números
Sítio da Direcção Geral da Saúde: estatísticas de PortugalSem palavras ...
28 julho 2011
Desafios demográficos
Mas há países com saldo altamente positivo, «na esfera de influência da União (e potenciais futuros membros). Entre estes destaca-se a Turquia, país que apenas é superado em número de habitantes pela Alemanha e que regista taxas de crescimento populacionais impressionantes face ao contexto europeu. Em 2010, a Turquia aumentou a sua população em 1 161 700 habitantes, o que corresponde a 84,5% do crescimento registado em todos os 27 países da União Europeia. Este número é ainda mais significativo se considerarmos que o maior contributo para o crescimento foi endógeno, ou seja, fez-se por via de um número de nascimentos muito superior ao dos óbitos. 27 julho 2011
Mais resultados e menos promessas ...
Poderia ser uma espécie de apelo político, mas é apenas uma decisão técnica tomada pelo Instituto de Medicina Regenerativa da Califórnia.Considerado durante anos como líder na investigação com células embrionárias, este Instituto decidiu passar a usar células estaminais adultas, a partir do momento em que os seus investidores declararam que queriam mais resultados e menos promessas.
Não foi por uma questão ética (deixar de manipular embriões humanos), mas por uma questão prática: é que as células adultas têm possibilitado tratamentos e resultados objetivos, enquanto as células extraídas à custa da morte de embriões não saem, há muitos anos, e apesar de muito dinheiro gasto, da fase de experimentação.
Em Espanha, o número de embriões humanos congelados continua a aumentar, como resultado das técnicas de procriação assistida.
Na Catalunha, a única Comunidade autónoma com registo, há 61.000 embriões congelados, quatro vezes mais que em 2001. O jornal El País (22de Abril), diz que os responsáveis das clínicas de fertilização se queixam que o número aumenta e que não sabem que fazer com estes embriões.
A lei espanhola (2006) previa quatro possíveis destinos para os embriões excedentários dos processos de fecundação in vitro. O casal podia escolher: guardá-los para uma futura utilização, doá-los para adopção, destiná-los à investigação,ou destruí-los.
A opção menos usada é a destruição, menos de 10%.
A adopção por casais também não é bem aceite, nem por parte dos pais, nem dos possíveis adoptantes.
A doação para investigação (com a consequência da destruição do embrião) foi o novo caminho aberto na reforma legal de 2006. Pensava-se que a ciência ganharia com isso e que, também, as clínicas resolviam um problema.
Julgava-se que os investigadores estavam ansiosos por dispor destas células.
Mas agora acontece que, contra todos os prognósticos, não há qualquer pedido de embriões para investigação, a julgar pelo que diz a citada reportagem.
"O entusiasmo pelas células estaminais embrionárias diminuiu, agora há outras opções", reconhece Joaquim Calaf, do Centro de Reprodução Assistida da Fundación Puigvert.
Podemos quase chegar a pensar que a investigação com células estaminais embrionárias deixou de ter interesse ou já não é prioritária, se se pode dispor de células adultas ou das adultas reprogramadas.
Em qualquer caso, a experiência destas clínicas é que, apesar de que, entre 5 % e 10 % dos casais estariam dispostos a doar os seus embriões para investigar, não há um interesse correspondente entre os cientistas.
20 julho 2011
Todos somos (um pouco) loucos ...
(...) «Procurando numa prateleira de um alfarrabista que oferecia livros a três e cinco euros, e nem sabendo que o Tartarin era do meu homónimo Afonso Daudet os meu dedos catam o Tartarin nos Alpes numa edição portuguesa. Que coincidência! Mas logo mais à frente, o que me interessou foi o Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdão que logo agarrei por cinco euros.E segui para outra editora. Estava eu muito concentrado a ler as lombadas de vários livros em saldo quando - de repente – um berro soprado como se fosse uma vuvuzela soou a vinte centímetros do meu ouvido, vindo por trás de mim: SOPA!
Com o susto, dei um salto para o lado com coração em arritmia e levantei o braço direito para me defender do ataque. O Elogio da Loucura era o meu escudo.
Os olhos pretos nas órbitas brancas de uma mulher louca fixavam-me com um brilho de animal selvagem e a boca desdentada e escura como um buraco voltou a berrar: SOPA! UMA SOPA!
As mãos da doida agarraram-me os braços como se ela se estivesse a afogar. Eu recuava e defendia-me com o Elogio da Loucura e perguntei: quanto custa uma sopa? A louca gritou: um euro e cinquenta!» (...) Ler mais no blogue de António Mexia Alves
18 julho 2011
Porque será que este diagnóstico é verosímil?
(...) «O PS abandonou o marxismo frentista com que vinha de antes do 25 de Abril, "meteu o socialismo na gaveta", virou católico envergonhado e depois voltou à Maçonaria, passou dos militantes históricos de 1974-6 para os ex-MES, tentou tirar o socialismo da gaveta e logo a seguir meteu-o ainda mais fundo na gaveta e fechou-a à chave, que Sócrates engoliu num acesso de fúria.
Criou uma central sindical e deixou-a ir a uma semivida própria, sem fulgor nem papel. Em todos estes casos, nem com Soares, nem Constâncio, nem Sampaio, nem Guterres, nem Sócrates, se discutiu nada sobre o que se passava dentro e fora de portas. Ficou-se preso, nos últimos anos, numa vulgata de "Estado" e "sector público" que permanecia como um retóric
a pobre e era contrariada em cada acção prática.O PS já nem tem socialismo nem social-democracia, nunca teve reformismo nem se sobressalta quando a liberdade é ameaçada, na maioria dos casos por si próprio. Permaneceu anticomunista, mas namorou o Bloco de Esquerda, como antes tinha namorado todas as esquerdas "independentes", dos pintassilguistas aos antigos MRPP e aos ex-comunistas.
É hoje tão socialista como o PSD, que ainda há pouco tempo era mais socialista que o PS, mas agora já não é, sem por isso passar a ser liberal. O PS está numa confusão ideológica total, e ninguém quer saber disso para nada.» (...)
A UE existe? (2)
” (…) Os bancos portugueses tiveram de se sujeitar a um teste de resistência que é muitíssimo mais exigente do que o aplicado, por exemplo, aos bancos alemães. E, mesmo assim, um banco alemão chumbou, tendo-se dado ao luxo de não autorizar a divulgação dos seus resultados. Imagine-se o que não teria acontecido se alguma instituição financeira grega, irlandesa, portuguesa, italiana ou espanhola tivesse também recusado a publicação dos seus números. (…)
Os testes de stress somam-se às alterações das regras de contabilização das contas públicas ou às declarações autenticamente assassinas de alguns líderes europeus sobre os países em dificuldades, como a Grécia, Irlanda e Portugal. Com amigos assim, antes os ditos inimigos da teoria da conspiração. Afinal, Obama já diz que não é Portugal.(...) "
A UE (união) existe?
(...) «Querem toda a verdade? Cá vai ela, mas não se queixem se doer. É certo que os países sob ataque não podem permanecer no euro nem podem sair dele. Aí reside a esperança germânica de que a Zona Euro não se desmoronará. 09 julho 2011
Que tipo de integridade moral exigimos aos nossos líderes
«O resto da sociedade, no entanto, terá de dar uma ajuda a situações como a do FMI. As organizações (que se pressupõem democráticas) são pelo menos tão boas eticamente, como as pessoas que representam. Cada um de nós é capaz dos maiores males; da mesma maneira, os povos que elegem os Schwarzneggers e os Berlusconis, bem como os governos que apoiam os Strauss-Kahn. Tudo isto nos deve causar uma profunda preocupação. E nessa frente ética há muito trabalho a fazer.06 julho 2011
coisas de pasmar
uma questão de poder
(...) «Os mercados são um pagode, e nós as escamas dos seus despojos.
Isto não é uma reacção emotiva. Nem um dichote à humilhação. São os factos. Os argumentos. A Moody's não tem razão. A Moody's não tem o direito. A Moody's está-se nas tintas. A Moody's pôs-nos a render. E a Europa rendeu-se.
As causas da descida do "rating" de Portugal não fazem sentido. Factualmente. H
ouve um erro de cálculo gigantesco de Sócrates e Passos Coelho quando atiraram o Governo ao chão sem cuidar de uma solução à irlandesa. Aqui escrevi nesse dia que esta era "a crise política mais estúpida de sempre". Foi. Levámos uma caterva de cortes de "rating" que nos puseram à beira do lixo. Mas depois tudo mudou. Mudou o Governo, veio uma maioria estável, um empréstimo de 78 mil milhões, um plano da troika, um Governo comprometido, um primeiro-ministro obcecado em cumprir. Custe o que custar. Doa o que doer. Nem uma semana nos deram: somos lixo.As causas do corte do "rating" não fazem sentido: a dificuldade de reduzir o défice, a necessidade de mais dinheiro e a dificuldade de regressar aos mercados em 2013 estão a ser atacadas pelo Governo. Pelo País.
Este corte de "rating" não diagnostica, precipita essas condenações. Portugal até está fora dos mercados, merecia tempo para descolar da Grécia. Seis meses, um ano.
Só que não é uma questão de tempo, é uma questão de lucro, é uma guerra de poder.» (...)
04 julho 2011
Marcados para morrer?
Foi como se o meu mundo tivesse desabado e mal conseguia ouvi-lo a explicar-me que as probabilidades de sobrevivência eram muito poucas.
Atirei-me à Internet e descarreguei resmas de informação. No dia seguinte fiz uma amniocentese emergente. Vi os movimentos do meu filho no ecran do monitor e ouvi o ritmo rápido do seu coração.

