Jornal de Negócios

04 dezembro 2011

este homem quase me convence :-)

http://www.lauenstein.tv/balance_beyond/index.html

 

(...) «Voltemos à greve, porque a greve, para além das suas razões ou irrazões, para além de como foi ou podia ter sido, toca na intangibilidade do poder, perturba, incomoda. 
 
Num programa de televisão [eu] disse umas coisas de trivial doutrina democrática sobre o direito à greve, que, imaginem!, são muito próximas do que Sá Carneiro disse em seu tempo. Ouviram-se de imediato as bocas espumarem com "uma vez comunista, sempre comunista". 
 
Como eu nunca fui do PCP, que é o que para eles significa ser "comunista", presumo que se devem referir a Passos Coelho, que, esse sim, foi comunista de papel passado. 
Eu fui outra coisa certamente pior, maoísta, radical, ultracomunista, esquerdista, e, portanto, na versão muito comum de que há uma psicologia da patologia ideológica, uma espécie de malformação genética, como os cromossomas de Lombroso, a ideia de que uma vez uma coisa, sempre essa mesma coisa permanece firmemente entrincheirada nos ataques ad hominem
 
 
Curiosamente nunca se diz de ninguém que "uma vez fascista, sempre fascista", talvez porque à direita faz-se muito bem essa reciclagem sem memória nem culpa. Gente que andou de braço erguido e palma estendida na "saudação romana" antes e depois do 25 de Abril pelos vistos não padece desta patologia ideológica, que só existe para o lado oposto, para o lado do Mal puro.» (...)

"Dar gás"


O Presidente Obama pede ao Congresso americano que aprove mais uma baixa de impostos para relançar a economia: "agora é tempo carregar no pedal do combustível, não de de pisar no travão". ( ... mais no Wall Street Journal)

30 novembro 2011

Primeira torre eólica instalada no mar, ao largo da Póvoa de Varzim

A EDP, em parceria com a InovCapital e a Principle Power, concluiram a instalação da primeira eólica no mar, ao largo da Póvoa de Varzim. (video simulação, foto real)

26 novembro 2011

25 novembro 2011

Austeridade sozinha não nos vai tirar da crise

Quem o diz é um prémio Nobel da Economia e antigo Presidente do Banco Mundial:
«Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio», afirmou. (...)

O antigo vice-presidente do Banco Mundial disse que as reformas estruturais europeias «foram desenhadas para melhorar a economia do lado da oferta e não do lado da procura», quando o problema real é a falta de procura." (No Publico em linha)

- escrito no telefone, com BlogPress.


24 novembro 2011

Médicos de Família (a trapalhada continua)

(...) «os médicos internos a terminar o chamado “Ano Comum” (primeiro ano após a formação universitária de seis anos) estão “revoltados” com a alteração do processo de candidatura às vagas de MGF [Medicina Geral e Familiar ], que os obriga a concorrer por agrupamentos regionais e não por unidades de saúde.

Isto tem de ser resolvido hoje, porque o prazo de candidatura começa amanhã [sexta-feira]. Há colegas que, perante esta indefinição, estão a desistir de Medicina Geral e Familiar e a equacionar outras especialidades”, disse à Lusa uma das subscritoras, Andreia Castro. (...)

No caso da MGF [Medicina Geral e Familiar ], a formação é de quatro anos e terá de ser feita sempre na mesma unidade de saúde, pelo que não há vantagens para a ACSS [Autoridade Central do Sistema de saúde, Ministério da Saúde] na restrição da candidatura a zonas geográficas.

Pelo contrário, as desvantagens para os candidatos são muitas, salientou, porque correm o risco de ficar numa unidade que não queriam (por estar no concelho que escolheram como primeira opção), vendo um colega pior classificado ficar numa unidade melhor ou até mais próxima, mas localizada no concelho vizinho. (...) 

“Este processo levanta questões em termos de seriedade e de transparência”, frisou, notando que “o primeiro mapa de vagas só foi publicado em 11 de Novembro e actualizado dia 22”, terça-feira, sem que a ACSS tivesse informado os candidatos da alteração» (...) 

(Este é um "filme" que os professores do ensino público conhecem bem, agora reeditado para a área da saúde ...)


Relatório do Grupo Tecnico para a Reforma Hospitalar




Relatório do Grupo Tecnico para a Reforma Hospitalar (21-Nov-2011): aqui (em pdf).

Futuro próximo (não declarado)

(...) «While depreciation would never be eurozone officials’ stated policy, it currently looks like all roads lead in that direction.» (...)

(Simon Johnson, professor no MIT, já foi economista no FMI e escreve aqui)

23 novembro 2011

0,2%

Apenas 0,2% das descobertas científicas anunciadas nos media, na área da doença e da genética, se confirmaram.

A afirmação é do responsável pelo grupo de investigação em cancro (epidemiologia clínica e molecular) do Hospital del Mar, em Barcelona, Dr. Miquel Porta.

"Criaram-se falsas expectativas nas pessoas, porque se exagera no modo como se divulgam as descobertas", diz. Não ficam isentos desta crítica os próprios meios de comunicação de cariz técnico: a revista JAMA (Revista da Associação Americana de Medicina), publicou no verão passado um estudo que avalia a relação entre resultados publicados de cariz optimista, e a sua não confirmação em estudos posteriores de revisão. O estudo é muito crítico da forma como as próprias revistas médicas gerem a informação. Dá como exemplo a falta de validação da relação entre a proteína C Reactiva e as doenças cardiovasculares, e da relação entre cancro do cólon e gene BRCA1.

Entrevista aqui, no Jornal El Mundo.

17 novembro 2011

Onde é que os investidores estrangeiros colocam o seu dinheiro?

Em que países é que os investidores estrangeiros se refugiam, na Europa?

fonte: ABC

o tempo que passa


(...) «Lembro-me como ri ao receber há dias uma mensagem electrónica demonstrando como o país está pior que no tempo do Salazar, sem que o autor notasse que o simples uso da Internet refutava a tese.»
(J. César das Neves, Diário de Notícias, 14 de Novembro)


16 novembro 2011

Máquina Fotográfica comestível :-)




maniqueismos (social-democratas)

(...) «Se começamos a considerar que justos só são os absolutamente pobres, e que tudo por aí acima são privilegiados – um típico ponto de vista de quem está “por aí acima” - caminhamos para a visão da sociedade que tinha António de Oliveira Salazar. Que abominava as greves, como se sabe.»
(J. Pacheco Pereira, no Abrupto)

11 novembro 2011

Quem explica?

«transformar o empobrecimento numa perspetiva estratégica de solução para um País que precisa de mais riqueza é um absurdo» (Carvalho da Silva, secretario-geral da CGTP, ao Sol)