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| http://www.lauenstein.tv/balance_beyond/index.html |
(...) «Voltemos à greve, porque a greve, para além das suas razões ou irrazões, para além de como foi ou podia ter sido, toca na intangibilidade do poder, perturba, incomoda.
Num programa de televisão [eu] disse umas coisas de trivial doutrina democrática sobre o direito à greve, que, imaginem!, são muito próximas do que Sá Carneiro disse em seu tempo. Ouviram-se de imediato as bocas espumarem com "uma vez comunista, sempre comunista".
Como eu nunca fui do PCP, que é o que para eles significa ser "comunista", presumo que se devem referir a Passos Coelho, que, esse sim, foi comunista de papel passado.
Eu fui outra coisa certamente pior, maoísta, radical, ultracomunista, esquerdista, e, portanto, na versão muito comum de que há uma psicologia da patologia ideológica, uma espécie de malformação genética, como os cromossomas de Lombroso, a ideia de que uma vez uma coisa, sempre essa mesma coisa permanece firmemente entrincheirada nos ataques ad hominem.
Curiosamente nunca se diz de ninguém que "uma vez fascista, sempre fascista", talvez porque à direita faz-se muito bem essa reciclagem sem memória nem culpa. Gente que andou de braço erguido e palma estendida na "saudação romana" antes e depois do 25 de Abril pelos vistos não padece desta patologia ideológica, que só existe para o lado oposto, para o lado do Mal puro.» (...)












