Num país ocidental, alguém faz por conta própria um subproduto ofensivo -neste caso um vídeo sobre Maomé-; este subproduto chega ao YouTube e obtém uma difusão mundial suscitada pelos protestos que gera; nos países muçulmanos acontecem manifestações e grupos interessados agitam as massas populares a protestarem violentamente contra os países ocidentais atacando o que têm ao seu alcance, embaixadas ou empresas.
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| Protestos em Londres, frente à embaixada dos EUA |
Os governos ocidentais condenam o subproduto e asseguram que nada tem a ver com eles, mas que tão-pouco podem proibí-lo para respeitar a liberdade de expressão; os países islâmicos pedem que seja retirado e se condene o ofensor, reclamando uma legislação internacional contra a blasfémia. No final, há mais alguns mortos e alguns amigos a menos.
Num mundo globalizado, no Ocidente custa a entender que outras culturas não vivem na era da irreverência. O conflito entre a liberdade de expressão e a liberdade religiosa, foi analisado por Rafael Palomino em El Derecho y la protección de los sentimientos religiosos.
Outras vezes, os protestos -não violentos- devem-se a produtos que invocam a liberdade artística para atacar as crenças cristãs: La libertad de creación artística y el respeto a las creencias.
O debate sobre os limites entre a liberdade de expressão e a incitação ao ódio a comunidades crentes discute-se em diversos países, como explica José María Sánchez--Galera em Cuando la libertad de expresión hiere susceptibilidades.» (...)
Um egípcio disse a Kirkpatrick: "Quando se ataca alguém, só se causa dano a uma única pessoa. Mas quando se insulta uma fé dessa maneira, insulta-se um país por inteiro". (...)
Um egípcio disse a Kirkpatrick: "Quando se ataca alguém, só se causa dano a uma única pessoa. Mas quando se insulta uma fé dessa maneira, insulta-se um país por inteiro". (...)
(Em aceprensa.pt)









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