No século XIX, em 1836 o Governo de então, com muito menos meios, foi mais audaz, ambicioso e eficaz, realizando uma verdadeira reforma administrativa que implicou a redução do número de concelhos – de 800 passaram para 385 - numa época em que as acessibilidades eram muito inferiores às actuais, os automóveis ainda não existiam, e Portugal rural era muito mais povoado.
O actual Governo limitou-se a encerrar algumas freguesias e não teve coragem para enfrentar o lobby dos autarcas, não ousando tocar nas suas nomenklaturas locais, perante as quais cedeu.
Em relação às fundações, também as nomenklaturas partidárias e dos amigos, familiares e enteados falaram mais alto e a montanha pariu um rato: eliminaram-se apenas três ou quatro fundações, quando simplesmente se impunha o encerramento de todas as fundações públicas ineficazes e sorvedoras de dinheiros públicos e a cessação de transferências do Estado para as fundações privadas.
Enfim, tudo isto nos mostra que esta gente não vai reformar coisa nenhuma, vai antes saquear o que puder.» (...)
(AMCD, no Os Trabalhos e os Dias)










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