Esta equipa de investigação conseguiu reprogramar células da pele humana para se diferenciarem em células de vasos sanguíneos, em menos tempo do que o habitual, com a vantagem adicional de que - com esta técnica - é menos frequente o aparecimento de anomalias genéticas e tumores, do que com as técnicas habituais.
03 dezembro 2012
Células estaminais em 15 dias, sem matar embriões
O Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona (CMR (B)) desenvolveu uma nova técnica de laboratório que permite encurtar o tempo de produção de células-mãe a partir de células adultas. O trabalho está publicado na revista Nature.
16 novembro 2012
Amor nos tempos do capitalismo
Novo livro de Eva Illouz:
«O amor romântico, tal como o vivem homens e mulheres do nosso tempo, é cenário de um processo paradoxal: por um lado, os indivíduos modernos mostram-se melhor apetrechados que os seus antecessores para tolerar repetidas experiências de abandono, ruturas, engano ou separação, na medida em que se veem capazes de reagir perante tais experiências com desapego, autonomia, hedonismo, cinismo e ironia.
Por outro lado, precisamente porque desenvolveram este tipo de estratégias, privaram-se a si próprios da capacidade de amar com paixão» (resenha de aceprensa.pt)
26 outubro 2012
Acabem com esta crise, já!
(...) «O que trama as nações fracas do euro (como Espanha e Portugal) é, não tendo meios de desvalorizar a moeda – como fez a Islândia no rescaldo da crise com sucesso – estão sujeitas ao “pânico auto--realizável”. O facto de não poderem “imprimir dinheiro” torna esses países vulneráveis “à possibilidade de uma crise auto-realizável, na qual os receios dos investidores quanto a um incumprimento em resultado de escassez de dinheiro os levariam a evitar adquirir obrigações desse país, desencadeando assim a própria escassez de dinheiro que tanto receiam”. É este pânico que explica os juros loucos pagos por Portugal, Espanha e Itália, enquanto a Alemanha lucra a bom lucrar com a crise do euro – para fugir ao “pânico” os investidores emprestam dinheiro à Alemanha sem pedir juros e até dando bónus aos alemães por lhes deixarem ter o dinheirinho guardado em Frankfurt.
Se Krugman defende que “os países com défices orçamentais e problemas de endividamento terão de praticar uma considerável austeridade orçamental”, defende que para sair da crise seria necessário que “a curto prazo, os países com excedentes orçamentais precisam de ser uma fonte de forte procura pelas exportações dos países com défices orçamentais”.
Nada disto está a acontecer. “A troika tem fornecido pouquíssimo dinheiro e demasiado tardiamente” e, “em resultado desses empréstimos de emergência, tem-se exigido aos países deficitários que imponham programas imediatos e draconianos de cortes nos gastos e subidas de impostos, programas que os afundam em recessões ainda mais profundas e que são insuficientes, mesmo em termos puramente orçamentais, à medida que as economias encolhem e causam uma baixa de receitas fiscais”» (...)
(No i-online, Acabem com esta crise já, Paul Krugmann)
23 outubro 2012
Há falta de política, ou de compromisso?
(...) «Na primeira década do século XXI, a militância em partidos políticos caiu 20% na Alemanha, 27% na Suíça e 36% na Grã-Bretanha. E isso, apesar de o custo das quotas ter vindo a baixar relativamente ao custo de vida.
Os partidos perdem militantes todos os anos, e as fórmulas alternativas de participação não têm vindo a impor-se na "grande política".
(...)
A dificuldade para conseguir novos filiados está a fazer com que alguns partidos dêem mais voz e voto aos "simpatizantes", que embora não estejam filiados, podem ser registados como participando dos valores que o partido defende.
Nesta linha, os socialistas espanhóis vão aprovar, previsivelmente em novembro, uma "nova regulamentação para selecionar candidatos". O objetivo que pretende a reforma é abrir as eleições a "simpatizantes" do PSOE, e não somente aos filiados, cujo número tem vindo a baixar anualmente e ronda agora os 220.000. Para figurar como simpatizante apenas será necesario assinar uma declaração de compromisso com os valores do partido, e pagar uma quota simbólica de um a três euros.
Esta é uma maneira de enfrentar a crise de credibilidade que sofrem as organizações políticas em grande parte do Ocidente, e que se traduz, além da perda de militância, na abstenção eleitoral.
A experiência dos socialistas franceses pode ser animadora. O partido conta com 200.000 militantes, mas quando efetuou as suas eleições primárias -abertas aos simpatizantes- para escolher o candidato às eleições presidenciais que viriam a ser vencidas por Hollande, participaram 2,9 milhões de pessoas.
O baixo associativismo constitui uma importante barreira para a "democratização da democracia" desejada por muitos.
Haverá vida para além dos partidos tradicionais?
As injúrias contra a política "tradicional" (partidos, sistemas eleitorais ou representativos) converteram-se em moeda corrente entre os que criticam o "sistema". No entanto, as alternativas têm-se caraterizado pela sua volubilidade e falta de organização.
A Internet atua ao mesmo tempo como catalisador e sepultura de muitos dos protestos. A maior acessibilidade à informação e opinião não trouxe a ansiada "democratização da democracia". Existe sim a sensação contrária. Num mundo globalizado e complexo, muitos cidadãos retiram-se da discussão política geral e refugiam-se em fóruns virtuais sobre temas específicos do seu interesse, com ligações muito indiretas à "grande política". A crise financeira, com o seu efeito íman de atrair todas as discussões para a economia, acrescentou um ponto de opacidade que torna ainda mais improvável que o cidadão médio participe. Isto notou-se também no plano institucional: o recurso a tecnocratas para liderar países em crise ou o crescimento de partidos populistas (e normalmente radicais) são na realidade duas faces de uma mesma moeda.
Dá a impressão de que o "ativismo do clique" não é um antídoto contra o fenómeno que alguns chamam "privatização da política": discute-se em casa, com os amigos, ou nessa privacidade publicada das redes sociais, mas depois não existe mobilização que vá para lá disso.» (...)
(em aceprensa.pt)
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17 outubro 2012
Más companhias
(...) «Os povos só têm duas formas de se manifestar em democracia: pelo voto e pela palavra. Esta última, na rua, desde que seja isso mesmo, ou seja com a garantia de que é uma expressão colectiva de desagrado, de mal estar, sem recurso a qualquer tipo de violência.
Estou de acordo com Silva Lopes quando diz que uma boa parte do que nos está a acontecer é fruto da política europeia e que se houver manifestações contra elas irá para a rua. Eu também.
A enorme, diria mesmo, desbragada falta de solidariedade do velho continente é algo que a mim não surpreende. A construção do projecto de uma Europa Unida e não federada é uma utopia cujas consequências estão à vista. Nem esquerda, nem direita saem bem na fotografia.
E nós, que só pensamos em ser bons alunos, mesmo que a matéria não nos interesse, vamos pelo mesmo caminho. Este obtuso Orçamento como pano de fundo da crise interna é bem a prova disso!» (...) (Helena Sacadura Cabral, no Fio de Prumo)
Por outro lado, é o próprio FMI a reconhecer que a estratégia está errada para Portugal ...
15 outubro 2012
A conjuntura ...
(...) «a austeridade pouco tem a ver com a dívida. Ela serve para curar o défice, uma sangria que teremos de resolver, haja ou não dívida. Rejeitar juros e reembolsos não curaria a doença, só adiaria os sintomas.» (...)10 outubro 2012
Escrito pelo vice-presidente do Banco Mundial ...
(...) «the deflationary spiral, particularly in Greece and Spain, is causing output to contract so rapidly that further spending cuts and tax increases are not reducing budget deficits and public debt relative to GDP.
And Europe’s preferred solution – more austerity – is merely causing fiscal targets to recede faster. As a result, markets have again started to measure GDP to include some probability of currency re-denomination, causing debt ratios to look much worse than those based on the certainty of continued euro membership.
CommentsWhile all of this is happening in Europe’s south, most of the northern countries are running current-account surpluses.
Germany’s surplus, at $216 billion, is now larger than China’s – and the world’s largest in absolute terms. Together with the surpluses of Austria, the Netherlands, and most non-eurozone northern countries – namely, Switzerland, Sweden, Denmark, and Norway – northern Europe has run a current-account surplus of $511 billion over the last 12 months. That is larger than the Chinese surplus has ever been – and scary because it subtracts net demand from the rest of Europe and the world economy.» (...)
É longo, em inglês e economês, mas foi escrito pelo vice-presidente do Banco Mundial ... Talvez fosse bom ouvi-lo.
Trabalhar na Arábia Saudita (I)
Aqui, entrevista a uma enfermeira espanhola que trabalha há 1 ano na Arábia Saudita: o porquê e o como ... (texto em espanhol, Diário de Navarra, 7 de Outubro de 2012)
09 outubro 2012
A lógica (e a sua falta)
(...) «não pode haver uma sociedade civil livre se os «civis» não desejam libertar-se da tutela do Estado;
não pode haver uma economia dinâmica se o maior sonho de qualquer empresário é ter negócios com o Estado;
não pode haver mudança de paradigma quando toda a gente que conta tudo faz para manter o paradigma (vejam-se os casos exemplares da RTP, das Fundações ou das Autarquias);
não pode haver um Estado menos rapace quando toda a vida do país continua a girar em torno do subsídio, da prestação social, das isenções disto e daquilo, dos negócios privilegiados entre o Estado e grupos económicos privados;
não pode haver um Estado menos gastador quando os governantes e seus «acessórios», desde a câmara municipal mais comezinha até à Presidência da República, passando por deputados, ministros e ministérios, gastam de modo ostensivo e insensível a riqueza que tantos, tão sacrificadamente, foram produzindo e da qual foram esbulhados por um Estado financeiramente incontinente.» (...)
08 outubro 2012
Prémio Nobel da Medicina (politicamente incorreto)
"Atreveram-se" ... a premiar um cientista (Shynia Yamanaka) que fez um notável avanço numa área politicamente incorreta: reprogramar células adultas para se desenvolverem como pluripotentes ...
Notícia aqui e aqui.. Esta era uma área "emperrada" pela teimosia em investigar em células de embriões, cujos resultados práticos eram irrelevantes.
Notícia aqui e aqui.. Esta era uma área "emperrada" pela teimosia em investigar em células de embriões, cujos resultados práticos eram irrelevantes.
São boas notícias para todos este Prémio Nobel, recebido em conjunto com o inglês John B. Gurdon que já se dedica a esta área desde 1992.
05 outubro 2012
Adeus minha raínha
«Os crimes e a barbárie da revolução francesa causam pânico, mas basta pisar Versalhes para começar a entender a situação. Sacralizar a revolução francesa é um desatino, tal como é um desatino sacralizar a monarquia. Há tantas cabeças repugnantes metidas num gorro frígio, como numa coroa real. Este filme ajuda a compreender melhor tudo isto.» (Alberto Fijo, em aceprensa.pt)
Realizador: Benoît Jacquot;
Intérpretes: Diane Kruger, Léa Seydoux, Virginie Ledoyen, Xavier Beauvois, Noémie Lvovsky, Francis Leplay, Grégory Gadebois;
100 min
De regresso ao básico ...
Pedro Lains, no seu blogue (Economia e História Económica):
Portugal também não tem gente a mais com casa própria e endividada. O que tem é uma solução para a habitação resolvida com juros baixos e sem intervenção do Estado. Na Europa mais avançada, todos os anos os estados promovem a construção de dezenas de milhares de habitações sociais para alugar. E o mesmo raciocínio aplica-se a muita outra coisa. Como a essa obsessão de banqueiros centrais (e marxistas) que são os bem não-transaccionáveis internacionalmente, que Portugal também não tem a mais. E como se confirma tudo isto? Olhando para comparações detalhadas da estrutura produtiva portuguesa e dos seus vizinhos europeus. Claro que a malta das finanças nem de perto nem de longe gosta dessas comparações, em que a OCDE, esse antro de "liberais gauchistes", é perita.
« A origem da crise é o euro mas não é só o euro. Portugal tem problemas próprios e são eles que o distinguem da Holanda. É preciso olhar para esses problemas. Todavia, quando partimos da ideia de que a crise se deveu aos "excessos" das pessoas ou das instituições, ao mau comportamento destes ou daqueles, não conseguimos olhar para o que mais interessa. E, em economia, o que mais interessa é a economia, e não são as "mentalidades". A economia portuguesa endividou-se porque as taxas de juro a isso a levaram. Esse é o problema. O problema não é, no essencial, que esse endividamento tenha sido mal gasto, em PPPs, auto-estradas ou "gorduras" do Estado. O problema é a dívida e apenas a dívida. Fora ela, a economia portuguesa é igual às demais da Europa - só que mais pobre.
Um primeiro exemplo: Portugal não tem auto-estradas a mais, o que tem é uma solução de um défice de ligações rodoviárias resolvido numa altura da história em que essa solução é feita por auto-estradas. E como sabemos que não são vias a mais? Simples, olhando para indicadores de dotação de capital social fixo (é assim que se chama) a nível internacional, onde se vê que Portugal compara mal com a média europeia (curiosamente ou não, compara melhor nesses indicadores do que nos de capital humano - desde há cem anos para cá, aliás).
Portugal também não tem gente a mais com casa própria e endividada. O que tem é uma solução para a habitação resolvida com juros baixos e sem intervenção do Estado. Na Europa mais avançada, todos os anos os estados promovem a construção de dezenas de milhares de habitações sociais para alugar. E o mesmo raciocínio aplica-se a muita outra coisa. Como a essa obsessão de banqueiros centrais (e marxistas) que são os bem não-transaccionáveis internacionalmente, que Portugal também não tem a mais. E como se confirma tudo isto? Olhando para comparações detalhadas da estrutura produtiva portuguesa e dos seus vizinhos europeus. Claro que a malta das finanças nem de perto nem de longe gosta dessas comparações, em que a OCDE, esse antro de "liberais gauchistes", é perita.
É óbvio que também há muito desperdício e muito dinheiro metido em bolsos impróprios, mas isso é um problema moral ou de tribunais e não um problema macroeconómico.
Mas, então, qual é o principal problema económico português? É o facto de, dentro de determinados sectores, a produção ser concentrada em cadeias de valor mais baixo. Não é que haja menos indústria e mais serviços: há é mais fábricas de motores eléctricos ou de moldes, do que fábricas de carros ou de medicamentos. Tudo isto é bocado enfadonho, eu sei, mas era necessário fazer este acrescento ao que se escreveu dois posts abaixo.
Em suma: a economia portuguesa não precisa de levar pancada, muito menos a partir do Ministério das Finanças e muito menos ainda a partir do Orçamento. Com esta ideia na mesa, tudo se torna mais fácil.»
Os senadores
(...) «Portugal não chegou onde chegou por ser uma barca que navegou sem piloto: houve pilotos, houve responsáveis, houve muita gente que contribuiu, por acção ou omissão, para chegarmos aos intoleráveis 88 mil milhões de despesa pública (e 7,5 mil milhões de despesas anuais com os juros da dívida). Muita dessa gente tem hoje cabelos brancos e continua a achar que devia estar no Governo, como se esse fosse um qualquer direito divino que lhe assistisse. Até o vai dizer a programas de televisão.
Mas para pior já basta assim. Para esbulho fiscal já chega o anunciado, não precisamos ainda de mais impostos para pagar ainda menos cortes nas despesas. Por isso só desejo que a providência nos livre de quem nos trouxe até aqui e nem isso é capaz de admitir.»
(José Manuel Fernandes, Público, 5 de Outubro)
03 outubro 2012
dress code ou sentido prático
Em www.educaremportugues.com, por
Eu devo ter sido a última rapariga do planeta a usar combinações e saiotes, obrigada pela minha avó e pela minha mãe, a vesti-los por debaixo das saias mais transparentes. Gozada à grande pelas colegas que nunca tinham visto aquelas peças de roupa interior. Obrigada a despi-las mal saía a porta de casa e a guardá-las na mochila. Não peço que as usem (já nem devem existir), mas peço que os pais as ensinem a vestir, tenham uma palavra a dizer quando as meninas vão às compras. "O umbigo é bonito para se ver na praia, não na escola, muito menos no local de trabalho."
Bárbara Wong, Jornalista
À minha frente, duas estagiárias envergam os calções da moda. Curtos e de ganga. Acham que as vou mandar ao Palácio de Belém, à Assembleia da República, a um ministério, seja onde for? Não.
Uma delas responde: "Tá-se?", "na boa" e despede-se com um "vou bazar!" Tremo só de pensar que fale assim com as pessoas que deve contactar. É o nome do jornal que põe em causa.
Um colega que a ouve comenta: "A geração Morangos com Açúcar chegou às redacções!"
Chegou com 20/21 anos, graças à Declaração de Bolonha, com três anos de formação superior e sem a mínima noção do saber estar num local de trabalho.
Mas a culpa não é delas.
- É dos pais
Eu devo ter sido a última rapariga do planeta a usar combinações e saiotes, obrigada pela minha avó e pela minha mãe, a vesti-los por debaixo das saias mais transparentes. Gozada à grande pelas colegas que nunca tinham visto aquelas peças de roupa interior. Obrigada a despi-las mal saía a porta de casa e a guardá-las na mochila. Não peço que as usem (já nem devem existir), mas peço que os pais as ensinem a vestir, tenham uma palavra a dizer quando as meninas vão às compras. "O umbigo é bonito para se ver na praia, não na escola, muito menos no local de trabalho."
- É da escola
As meninas/os meninos não têm de estar na sala de aula com o rabo de fora, com a barriga à mostra, com o boné na cabeça, com os chinelos nos pés. Custa perder um bocadinho da aula a mandá-los vestir a bata de Ciências? Custa, mas pode ser que aprendam... Quem sabe, a funcionária da portaria pode fazer essa triagem antes que os alunos entrem na escola.
- É da faculdade
O ensino superior espera que os meninos cheguem lá bem formados e acredita que estes têm autonomia e são responsáveis, que são adultos. Mas não são. São uns miúdos de calções, literalmente.
Alguém - pode ser o professor responsável pelo estágio, se faz favor - tem de explicar como se deve estar num local de trabalho já que os pais e os professores do básico e do secundário não ensinaram.
Vá lá, alguém faça o seu trabalho para não ser eu, aqui e agora a explicar que estão numa empresa onde não vão servir umas cervejas, mas exercer funções de jornalistas estagiárias.
Ainda bem que chegou o Outono!
BW
Nota: Nem todos chegam aqui assim. Mas, volta e meia, aparecem umas aves raras.»
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